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"textContent": "\nQuando algumas manchas roxas apareceram na perna do filho, a empreendedora digital Bruna Reis, de 26 anos, associou o achado aos tombos que o pequeno estava tendo nos últimos dias. \"Como ele brincava bastante, pensava que aquelas marcas eram apenas das quedas. Hoje, entendo que o corpo dele tentou nos mostrar que não estava bem\", revelou a mãe, de Joinville (SC), em entrevista à CRESCER. Rafael foi diagnosticado com leucemia Arquivo Pessoal No entanto, por trás dos hematomas, aparentemente inofensivos, havia um quadro mais sério. O pequeno Rafael, hoje com 2 anos e 5 meses, estava com leucemia — um grupo de cânceres que afeta as células sanguíneas e a medula óssea. Bruna lembra que sua vida mudou completamente no dia 8 de janeiro. \"O Rafael simplesmente caiu parado… e, depois disso, já não conseguia mais andar direito\", contou. Desde então, o pequeno passou a reclamar de dores nas pernas e, assim, a mãe ligou um sinal de alerta. \"Naquele momento, meu coração entrou em desespero, porque senti que não era algo comum. Foi aí que decidimos procurar ajuda imediatamente\", disse ela. Rafael com a mãe Arquivo Pessoal \"Jamais imaginei que a palavra câncer entraria na minha casa\" A empreendedora chegou ao hospital pensando que o filho tinha sofrido alguma torção, mas os exames iniciais e o raio-x não apontaram nada de anormal. Foi então que começou uma jornada na vida da família. Rafael foi submetido a uma bateria de outros exames até chegar ao diagnóstico. \"Começou a fase mais angustiante da minha vida. Duas semanas de muitos exames, incertezas, medo e orações. Cada dia parecia uma eternidade. A espera consumia a gente por dentro\", a catarinense desabafou. O diagnóstico de Leucemia Linfóide Aguda (LLA) deixou a mãe apavorada. \"Senti como se o chão tivesse desaparecido debaixo dos meus pés. Meu corpo ficou sem forças… Eu não sentia minhas pernas. Jamais imaginei que a palavra “câncer” pudesse entrar dentro da minha casa, dentro da minha família. Foi a pior dor que já senti.\" Em meio a essa dor, Bruna decidiu se apegar a sua fé. \"Deus trouxe um conforto inexplicável ao meu coração. Era como se ele estivesse me dizendo em silêncio: 'Eu estou cuidando de tudo.' E foi isso que me sustentou até aqui\", ela relatou. Bruna Reis é empreendedora digital Arquivo Pessoal \"Não existe dor maior do que olhar para um filho tão pequeno sofrendo\" Bruna relata que o filho ainda está em tratamento e irá começar mais uma rodada de quimioterapias. \"É um processo muito doloroso e desgastante para todos nós. A quimioterapia não afeta apenas quem recebe a medicação. Ela afeta toda a família emocionalmente. Existem dias difíceis, dias de medo, de cansaço e de lágrimas escondidas\", desabafou. Uma das partes mais dolorosas para a família é lidar com os efeitos colaterais da quimioterapia. Ao longo do tratamento, Rafael sentiu muita náusea e ficou extremamente irritado ao ponto de não querer nem brincar. O pequeno ainda teve que enfrentar uma série de transfusões de sangue e de plaquetas, o que tornou o processo ainda mais difícil. Bruna com o filho no hospital Arquivo Pessoal Outro desafio da família é com relação à alimentação de Rafael. \"Tem dias em que ele não consegue comer quase nada, ficou muito seletivo e perdeu completamente o apetite\", a catarinense lamentou. \"Como mãe, não existe dor maior do que olhar para um filho tão pequeno sofrendo e não poder fazer aquilo passar instantaneamente\", diz ela. Dor na perna em menina de 4 anos leva a diagnóstico de leucemia Mãe revela primeiro sinal de câncer da filha de 2 anos: 'Sabia que algo não estava certo' Menina que tinha dor no tornozelo descobre leucemia \"Mesmo enfrentando algo tão pesado, ele continua sorrindo\" Apesar dos desafios no caminho, a empreendedora descreve o filho como uma criança resiliente. \"Ele luta como um verdadeiro guerreiro\", diz a mãe orgulhosa. \"Mesmo enfrentando algo tão pesado, ele continua sorrindo, brincando e encantando todos ao redor. Muitas vezes, ele faz as quimioterapias sorrindo e brincando com as enfermeiras, e isso me emociona profundamente.\" Contudo, catarinense admite que também há dias difíceis. Afinal, a doença deixou seu filho mais sensível e cansado. Por causa do seu quadro, Rafael ainda não consegue aproveitar a infância como deveria. \"Hoje, ele precisa de muitos cuidados porque a imunidade fica muito baixa durante o tratamento. Cada febre, cada gripe, qualquer vírus se torna um grande risco\", a mãe menciona. Rafael ainda tem um longo caminho de cerca de dois anos de tratamento, mas a empreendedora está muito orgulhosa da força do filho. \"O Rafael continua sorrindo mesmo em meio à dor, e isso me faz acreditar todos os dias que a vitória já está sendo escrita por Deus\". Para as famílias que enfrentam o difícil diagnóstico de câncer, Bruna destaca: \"Vai haver dias difíceis, dias em que você vai chorar escondido e achar que não vai conseguir continuar, mas Deus permanece presente em cada detalhe. Nunca perca a fé. O diagnóstico não é o fim da história. Enquanto existir vida, existir oração e existir Deus, sempre existirá esperança.\" O que é a leucemia? A leucemia é o nome dado aos tipos de cânceres que afetam as células sanguíneas e a medula óssea. Rafael foi diagnosticado com a Leucemia Linfóide Aguda (LLA), que, normalmente, afeta as células de defesa do sangue, os chamados glóbulos brancos. Quais são os sintomas da leucemia? Dor nos ossos Fadiga ou cansaço exagerado Tontura ou vertigens Palidez Febre Infecções que não passam ou que se repetem Hematomas na pele Sangramentos no nariz ou na gengiva Inchaço do abdômen Perda de apetite Nódulos Dores de cabeça Vômitos Dificuldade para respirar Como é feito o diagnóstico? O diagnóstico é confirmado por meio de uma amostra de sangue e da medula. Entre os exames solicitados estão: O hemograma (exame de sangue simples); Mielograma (exame que analisa o material coletado da medula óssea); Como é o tratamento? As intervenções terapêuticas dependem do quadro da criança. O principal tratamento para as leucemias infantis, especialmente as agudas, ainda é a quimioterapia. Ela pode ser administrada por via oral, intravenosa, intramuscular ou intratecal (quando o remédio é aplicado no líquido cefalorraquidiano). Em geral, é um protocolo longo e intenso, exigindo algumas internações para administração das medicações. Pode levar até dois anos de idas e vindas ao hospital.",
"title": "Mãe revela sinal de câncer do filho que passou despercebido: \"Seu corpo tentou mostrar que não estava bem\""
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