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  "textContent": "\nUma das influenciadoras mais acompanhadas do Brasil, com cerca de 3,9 milhões de seguidores, Thássia Naves tem pessoas que a observam de perto, acompanham suas escolhas de moda, seus bastidores profissionais. Nos últimos três anos, os fragmentos de uma maternidade que ela decidiu compartilhar com cuidado e intenção também se tornaram material de observação atenta. Joaquim chegou em 2021 e, com ele, uma versão de Thássia que ela mesma descreve como mais inteira, mais confiante e com um olhar diferente sobre quase tudo, inclusive sobre si mesma. Mas, entre o que aparece nas telas e o que fica guardado dentro de casa, existe uma linha que ela traça todos os dias, conscientemente, com a clareza de quem sabe que nem tudo precisa virar conteúdo. Thássia Naves e Joaquim Divulgação \"Todo Mundo Odeia Estar Grávida\": influencer faz vídeos bem-humorados inspirados em série famosa Rihanna tatua na perna os desenhos dos filhos: \"Criado pelos meus bebês\" Em conversa exclusiva com a CRESCER, Thássia fala sobre os bastidores de uma maternidade vivida sob holofotes, sobre a pressão de performar profissionalmente enquanto cuida de uma criança pequena e sobre o tipo de referência que quer construir para quem a acompanha. Uma referência que, ela deixa claro, não tem nada de perfeita. O que mostrar e o que guardar: uma decisão construída todos os dias Quem acompanha Thássia nas redes sabe que Joaquim aparece, mas com uma leveza que não se parece com vitrine. Há momentos de descoberta, situações leves, o amor que transborda sem precisar de muita explicação. O que não aparece é uma escolha tão ativa quanto o que aparece. \"A maternidade é uma parte muito importante da minha vida, a mais transformadora, então, é natural que ela apareça em alguns momentos. Mas, existe um cuidado muito grande com aquilo que é íntimo e que pertence somente à nossa família\", diz ela. Essa fronteira, ela conta, não foi definida num único momento. É uma construção diária, sensível ao que faz sentido compartilhar e ao que merece ser guardado. \"Nem tudo precisa virar conteúdo. Tem momentos que são só nossos, e eu aprendi a valorizar muito isso. Estar presente de verdade também é saber guardar algumas memórias no coração.\" Há uma maturidade nessa frase que diz muito sobre como a maternidade reorganizou as prioridades de Thássia, inclusive a relação com a própria exposição. Initial plugin text De Lucifer a Ikea: nomes de bebê proibidos por tribunais ao redor do mundo Ela perdeu tudo em um incêndio — e decidiu criar os filhos isolada na Patagônia A mulher que surgiu depois da chegada do filho Se existe uma palavra que Thássia usa para descrever o que a maternidade fez com ela é transformação. Não a transformação superficial, de quem mudou a rotina, mas a mais profunda, a que mexe com a forma como a gente se vê. \"Antes, eu tinha uma rotina muito intensa, voltada para o trabalho, compromissos e entregas. Depois que meu filho chegou, comecei a olhar para tudo com mais profundidade. Minha relação comigo mesma ficou mais leve.\" Isso não significa ausência de inseguranças. Significa que elas passaram a ter um peso diferente. \"Me sinto mais forte, mais confiante e mais inteira. Ser mãe me fez entender que beleza também está muito ligada à forma como a gente se sente, ao amor que a gente carrega e à mulher que a gente se torna nesse processo.\" Para uma influenciadora cuja trajetória profissional tem a imagem como matéria-prima, essa ressignificação de beleza não é detalhe. É uma virada de perspectiva. A pressão de ser produtiva e presente ao mesmo tempo Thássia não escapa de uma tensão que qualquer mãe que trabalha conhece bem: a sensação de que é preciso estar impecável em todos os papéis ao mesmo tempo. No trabalho, entregando. Em casa, presente. Nas redes, consistente. E ainda assim parecer que tudo flui naturalmente. Ela é direta sobre isso. \"Existe uma cobrança muito grande sobre a mulher, principalmente quando ela é mãe e trabalha fora. Parece que a gente precisa estar sempre impecável, disponível, produtiva e, ao mesmo tempo, presente em casa, mas nós sabemos que a vida real não funciona assim.\" O que mudou, depois da chegada do Joaquim, foi a capacidade de reconhecer isso sem culpa. \"Tem dias que tudo flui melhor, e tem dias em que a prioridade precisa ser outra. Aprendi a respeitar mais o meu tempo, a minha energia e a entender que presença vale mais do que perfeição.\" Ela continua amando o trabalho, deixa claro. Mas, hoje, as escolhas profissionais passam por um filtro que antes não existia: o de quem ela quer ser como mãe. Initial plugin text \"Super Mario Galaxy - O Filme\": 5 motivos para assistir com as crianças Carol Celico se equilibra na educação de três filhos e diz que limite também é uma forma de amor Os bastidores que o público não imagina Quando perguntada sobre o que o público não vê da sua rotina como mãe, Thássia responde com uma honestidade que surpreende pela simplicidade. Para ela, não há um grande segredo guardado, uma versão completamente diferente que existe longe das câmeras. O que existe é o cotidiano real da maternidade, com toda a sua imprevisibilidade. \"Ser mãe é se desdobrar mesmo quando as possibilidades são pequenas, dar amor, carinho, educar e consequentemente passar por situações que nem sempre esperamos.\" E nesse se desdobrar, ela encontra o fio que sustenta tudo: a fé, o acolhimento e a certeza de que o melhor que se pode oferecer para um filho é exatamente aquilo que está disponível naquele momento. A referência de maternidade que ela quer deixar Talvez o ponto mais revelador da conversa seja quando Thássia fala sobre o tipo de referência que deseja construir para quem a acompanha. Não é a maternidade das fotos perfeitas, dos filhos bem comportados em cenas calculadas, dos dias em que tudo correu exatamente como planejado. É outra coisa. \"Desejo construir uma referência real, amorosa e possível. Não quero passar a ideia de uma maternidade perfeita, porque ela não existe.\" O que ela quer mostrar é que ser mãe é aprender todos os dias, é errar, recomeçar, se emocionar, se preocupar, se doar. É uma prática, não um estado de graça permanente. \"Acho bonito quando outras mulheres se sentem acolhidas ao perceber que ninguém tem controle de tudo. A maternidade transforma a gente de uma forma muito profunda.\" E é justamente essa transformação, visível não só no que ela posta, mas no que ela escolhe não postar, que Thássia oferece como referência para os 3,9 milhões de pessoas que a acompanham. \"Não precisamos ser mães perfeitas, precisamos ser mães presentes, verdadeiras e cheias de amor.\"",
  "title": "\"Não precisamos ser mães perfeitas, precisamos ser mães presentes\", diz Thássia Naves sobre sua maternidade"
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