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  "textContent": "\n“Tenho duas opções: ficar triste ou viver esse momento da maneira mais feliz do mundo.” Foi com esse pensamento que Bárbara Tomimatsu, 38, decidiu atravessar sozinha uma gravidez inesperada de gêmeos, depois do fim de um relacionamento. O que ela não esperava era que a vida tinha preparado uma surpresa ainda maior. Em um vídeo que viralizou e emocionou as redes sociais, ela resumiu como foi encontrar o amor da sua vida, durante a gestação solo não apenas de um, mas de dois bebês. Ela estava grávida de gêmeos quando conheceu o marido Reprodução/Instagram Hoje, ao lado do companheiro Rafael, 37, e dos filhos Rafael e Davi, 2 anos, ela olha para trás com a sensação de ter vivido uma verdadeira “virada de chave”. “Tudo o que eu imaginava e sonhava está acontecendo”, conta. Em entrevista exclusiva a CRESCER, ela conta todos os detalhes de sua trajetória, que mistura luto, medo, maternidade solo, rede de apoio, recomeços e uma história de amor improvável, daquelas que deixariam qualquer roteirista de filme de boca aberta. “Achei que nem engravidar seria possível” Para Bárbara, a maternidade nem sempre foi exatamente um sonho. “Até meus 30 anos eu não pensava muito nisso. Mas, depois, foi surgindo a ideia de construir uma família e de encontrar um parceiro de vida que quisesse isso também”, relembra. Só que, para isso, ela ainda enfrentaria sérios percalços. Anos antes da gravidez, ela teve de passar por uma cirurgia de emergência para retirar um ovário após descobrir um tumor e um abscesso. Mais tarde, ouviu de uma médica que teria poucas chances de engravidar, já que tinha apenas um ovário. Na época, ela estava em um relacionamento e ter filhos não estava mesmo em seus planos, naquele momento. O namoro não deu certo e eles resolveram terminar. Bárbara, que tinha ido morar a mais de 600 quilômetros de distância, voltou para Maresias, no litoral de São Paulo. Uma semana depois, recebeu a notícia que mudou toda a sua vida. “Depois do parecer da médica, eu achava que nem engravidar seria possível, quanto mais de gêmeos”, conta. “Saber que eram gêmeos foi a maior surpresa”, lembra Bárbara, que não tinha histórico de gêmeos na família, assim como seu ex. A notícia trouxe felicidade, mas também muito medo. Não era fácil imaginar que teria de passar por tudo aquilo sozinha. “Sem medo, sem tristeza” Na época, Bárbara vivia em uma kitnet no sertão de Maresias, em São Sebastião (SP). Os pais moravam em cidades diferentes e não poderiam ajudá-la em tempo integral. Ela se viu diante da perspectiva de uma maternidade solo de dois bebês prematuros. “O medo de não saber como lidar com tudo, querendo dar meu melhor para eles, passava pela minha cabeça. Viver aquele momento sozinha estava sendo uma das coisas mais difíceis de toda a minha vida”, confessa. Mas foi justamente ali que ela decidiu mudar a forma de encarar a própria história. “Eu prometi para mim mesma que não teria mais medo. Afinal, eu sabia que os bebês sentiriam tudo”, conta. A decisão virou quase um mantra durante a gestação. “Escolhi que seria sem medo, sem tristeza, apenas muito amor e alegria”, diz. A partir desse momento, Bárbara começou a olhar para a gravidez como uma oportunidade de transformação interna. “Entendi a fundo a diferença gigante entre solidão e solitude. Foi uma ‘virada de chave’, sabe?”, afirma. A futura mãe se cercou de amigos, cuidou da autoestima, da alimentação e tentou viver o período da forma mais leve possível. “Senti que a gravidez me trouxe um brilho que eu nunca tinha sentido antes”, lembra. Um vizinho especial Bárbara tem registrado na memória o exato momento em que viu Rafael, 37, pela primeira vez. Ela morava em uma kitnet, em um condomínio com apartamentos de locação temporária. Um dia, descia as escadas e se deparou com um novo morador, lavando uma moto. “Quando cheguei perto dele disse: ‘Bem-vindo’ e dei um belo aperto de mão firme”, lembra. Depois, eles começaram a conversar e Rafa, como ela o chama, explicou que tinha acabado de voltar da Austrália, onde viveu por 15 anos, e planejava ficar apenas três meses no Brasil antes de partir novamente. Não demorou para que os dois se aproximassem. “Rafa gostava de fazer as mesmas coisas que eu: ir à praia, comer coisas boas e cozinhar”, conta. Bárbara diz que, inicialmente, sentiu atração física, mas que a admiração verdadeira veio da convivência. “Depois de uma certa idade, o que atrai não é a aparência e sim comportamento e atitude”, explica. Rafael passou a cuidar dela e dos bebês, se transformando em um verdadeiro paizão Reprodução/ Instagram Os encontros foram ficando mais frequentes. “Toda vez que ficávamos juntos era intenso, desde trocas de carinho, refeições e passeios”, relata. O tempo foi passando e Rafa decidiu que ainda não era hora de partir. Por isso, renovou o contrato de locação por mais três meses. A gestação de Bárbara foi avançando até o dia em que ela entrou em trabalho de parto, justamente enquanto Rafa não estava na cidade, porque tinha viajado para visitar a família. “Minha bolsa estourou e depois de dois dias de trabalho de parto eles nasceram, mas ele não estava lá…”, conta. Quando voltou, porém, o vínculo com os bebês foi quase instantâneo. “Ele sempre ajudava, desde fazer uma comida pra mim, até trocar as fraldas e ajudar no banho”, lembra a mãe. Os jantares e passeios que antes eram a dois passaram a ser em quatro. “O convívio ficou diferente, ficou mais repleto de amor”, explica. Bárbara conta que a proximidade entre eles começou a ganhar outro significado justamente quando viu o carinho de Rafa pelos gêmeos. “Foi aí que nossa relação começou a fazer mais sentido”, afirma. Viagem “de despedida”, que virou pedido de casamento Mesmo apaixonada, Bárbara tentava manter os pés no chão. Ela se preparava para o fim, porque sabia que história deles tinha prazo de validade. Afinal, Rafa tinha planos de voltar para a Austrália. Antes disso, surgiu uma viagem de trabalho para Campos do Jordão (SP) e ela resolveu convidá-lo para ir junto. Na cabeça dela, aquela seria uma despedida. Os quatro passaram cerca de uma semana em uma pousada, onde Bárbara produziria conteúdo de marketing digital. Enquanto ela trabalhava, Rafa cuidava dos bebês. Até que, em uma noite, ele a surpreendeu completamente com um pedido de casamento. “Ele preparou tudo de forma que eu nem imaginei”, relembra. “Meus filhos estavam ali entre nós, e ele se ajoelhou e fez o pedido. Foi memorável!”, acrescenta. Em vez de um adeus, a viagem virou o começo da família que construiriam juntos. “Saímos daquele condomínio e fomos morar juntos”, relata. Em uma viagem que Bábara achou que fosse a despedida, ele a pediu em casamento Reprodução/ Instagram Paizão Hoje, Bárbara não tem dúvidas sobre o papel de Rafa na vida dos meninos. “Ele é pai sim, só não tem o mesmo sangue”, afirma categoricamente. “Pai é quem cria, quem dá amor, quem ensina, quem educa, quem está presente!”, completa. A família hoje vive no sul de Minas: \"Tudo o que eu sempre quis\", diz ela Reprodução/ Instagram O pai biológico, segundo ela, optou por não participar da vida das crianças. “Ficou bem claro em suas mensagens que ele não queria ter nenhuma relação com eles”, afirma. “Então segui minha vida com meus filhos”, explica. Ainda assim, Bárbara admite que pensa no futuro e em como contará a história aos meninos. “Acho que pode trazer muitos sentimentos. Não tenho ideia de como eles podem entender”, reflete. Uma nova perda no caminho Depois de se casarem, Bárbara e Rafa decidiram tentar um filho juntos. A gravidez veio em 2024, mas terminou em uma perda gestacional no terceiro mês. “No dia 23 de dezembro comecei a ter um sangramento e acabei tendo um aborto espontâneo”, revela. Falar sobre o assunto, ainda é difícil. Além da dor emocional, o casal enfrentou um atendimento hospitalar traumático. “Fiquei mais de 6 horas esperando”, relata. Desde então, decidiram não pensar em outra gestação. Pelo menos, por enquanto. “Quem sabe mais para frente Deus se encarrega de enviar uma sementinha para nós”, diz. Hoje, a família vive no Sul de Minas Gerais. Rafa trabalha como diretor de uma empresa de consultoria imigratória para a Austrália, enquanto Bárbara atua com marketing digital e tem uma marca de cosméticos naturais. Ela define a vida atual como tudo aquilo que sempre desejou: “Ter a minha família, ter um parceiro de vida e morar na natureza”. Bárbara acredita que sua história pode acolher outras mulheres que enfrentam uma maternidade solo. Ela faz questão de lembrar que, mesmo quando tudo parece solitário, existe apoio ao redor. “Sozinha a gente nunca está; solo é só o nome que dão para isso”, conclui. Assista ao vídeo abaixo (se não conseguir visualizar, clique aqui): Initial plugin text",
  "title": "Grávida de gêmeos, ela encontrou um novo amor: “Disseram que era difícil alguém me escolher’”"
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