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Theo tinha 8 anos quando partiu. Seus órgãos salvaram quatro vidas, e a mãe faz um apelo que toda família precisa ouvir

Crescer - O principal portal de notícias para pais, mães e gráv… May 10, 2026
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Gemma Kempthorne já havia pensado sobre doação de órgãos muito antes do dia em que precisou tomar essa decisão. Estava grávida de Theo quando leu uma notícia sobre um bebê que precisava de transplante e outro que havia se tornado doador. Naquele momento, ainda na gestação, ela fez uma escolha silenciosa consigo mesma. A decisão de Gemma sobre a doação de órgãos fez com que Theo deixasse um legado duradouro. Gemma Kempthorne/PA Wire Theo nasceu com hidrocefalia, uma condição em que há acúmulo de líquido no cérebro. Os médicos esperavam complicações, mas ele surpreendeu todo mundo. Chegou ao mundo "mais saudável do que o esperado", colocou uma válvula para drenar o excesso de líquido e foi crescendo. Por oito anos, Gemma não precisou pensar naquele assunto de novo. Até o dia em que a válvula parou de funcionar. A decisão tomada em meio à dor Quando Theo teve dano cerebral grave e os neurocirurgiões disseram que a condição era incompatível com a vida, Gemma já sabia o que fazer. Ainda dentro do hospital, ainda no meio do choque, ela perguntou sobre doação de órgãos. Theo tinha uma condição chamada hidrocefalia, que é o acúmulo de líquido no cérebro. Gemma Kempthorne/PA Wire "Os médicos ficaram um pouco surpresos, mas eu disse que já havia tido essa conversa comigo mesma quando estava grávida", contou ela para o The Mirror. O coração de Theo salvou outra criança. Os rins, o pâncreas e o fígado foram para três pacientes na faixa dos 30 anos, um deles pai de família. "Eu daria tudo para ter o Theo de volta. Mas ele deixou esse legado e conseguiu ajudar outras famílias a não precisarem perder alguém. Uma parte dele continua viva", disse Gemma, de 34 anos, que mora em Wadebridge, na Cornualha, no Reino Unido. O apelo que ela faz a outras famílias Agora, Gemma dedica parte do seu tempo a falar sobre doação de órgãos. Não porque seja fácil. Mas porque sabe, na própria pele, o que acontece quando essa conversa não foi feita antes. "As pessoas não querem pensar nisso até que aconteça. E se você não pensou antes, é mais fácil dizer não", disse ela. "Se um órgão pudesse ter sido doado para salvar o Theo, eu teria dito sim sem pensar duas vezes." Para Gemma, o caso de crianças pequenas é diferente, porque elas não podem tomar essa decisão por si mesmas. Mas para os adultos, ela tem um pedido direto: registre sua decisão. Fale com sua família. Deixe claro o que você quer, para que, num momento impossível, seus entes queridos não precisem carregar essa dúvida. "Não há muito tempo quando isso acontece, e ninguém quer tomar a decisão errada", disse ela. "Acho que a doação de órgãos precisa ser conversada mais, de forma geral." No Brasil, qualquer pessoa pode manifestar sua vontade de ser doador de órgãos. A decisão final, por lei, cabe à família no momento do óbito, por isso, conversar com quem você ama sobre esse assunto é o passo mais importante. Para saber mais, acesse o site do Sistema Nacional de Transplantes: saude.gov.br

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