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SBP faz alerta sobre whey protein e creatina para crianças e adolescentes; especialista explica riscos

Crescer - O principal portal de notícias para pais, mães e gráv… May 9, 2026
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A crescente popularização de suplementos alimentares entre crianças e adolescentes levou a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) a publicar, no último dia 5 de maio, um alerta sobre o consumo de whey protein e creatina nessa faixa etária. O tema tem despertado preocupação entre especialistas, especialmente diante da influência das redes sociais e do aumento das dúvidas de pais nos consultórios. Especialista alerta sobre os efeitos do consumo de whey protein e creatina por crianças e adolescentes Magnific O endocrinologista pediátrico Miguel Liberato, referência em crescimento infantil em São Paulo, afirma que os questionamentos sobre suplementação se tornaram frequentes. Segundo ele, muitos responsáveis perguntam se bebidas com whey protein podem substituir alimentos tradicionais ou se creatina seria indicada para jovens que praticam esportes algumas vezes por semana. Na nota divulgada pela SBP, a entidade reforça que “não existe indicação para o uso rotineiro de whey protein e creatina em crianças e adolescentes saudáveis”. Para o médico, o posicionamento é importante para combater a ideia de que a suplementação proteica seria necessária para melhorar o crescimento ou aumentar massa muscular em jovens. Suplementos de proteínas para crianças e adolescentes: pode ou não? “O entendimento de que crianças precisam de mais proteína para se desenvolver melhor não encontra respaldo científico na maior parte dos casos”, explica o especialista. De acordo com Liberato, a necessidade diária de proteína nessa fase costuma ser menor do que muitos imaginam. Ele afirma que crianças e adolescentes saudáveis necessitam, em média, de 0,85 a 0,95 g/kg/dia de proteína, quantidade que pode ser atingida com uma alimentação equilibrada. Adolescente pode tomar whey? O que dizem os especialistas Impactos físicos e comportamentais O endocrinologista também alerta para a forma como esses produtos vêm sendo apresentados ao público infantil e adolescente. Embalagens coloridas, sabores doces e versões em goma ou bebida pronta podem transmitir a impressão de que os suplementos fazem parte da alimentação cotidiana, reduzindo a percepção de risco. Outro ponto destacado pelo especialista envolve os possíveis impactos metabólicos do uso sem necessidade clínica. Segundo ele, transformar a suplementação em hábito pode gerar sobrecarga ao organismo, com possíveis efeitos sobre rins, fígado e outros sistemas ao longo do tempo. Criança pode tomar creatina? Além das questões físicas, o médico chama atenção para consequências comportamentais relacionadas à imagem corporal e à relação com a alimentação. Para ele, o contato precoce com suplementos e com a cultura da hipertrofia pode reforçar a ideia de que desempenho físico depende de produtos industrializados. Apesar do alerta, o endocrinologista destaca que a suplementação não é proibida em todos os casos. Segundo ele, existem situações específicas em que o uso pode ser necessário, desde que seja individualizado e acompanhado por profissionais capacitados. “O foco deve estar em alimentação equilibrada, atividade física regular, sono de qualidade e construção de hábitos saudáveis desde cedo”, conclui o especialista. Adolescente pode tomar creatina? O que dizem médicos e especialistas

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