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"publishedAt": "2026-05-09T17:09:37.000Z",
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"textContent": "\nA apresentadora e ex-BBB Rafa Kalimann estreou, neste sábado (9), a série documental \"Tempo para Amar\", que busca mostrar sua maternidade sem filtros. Íntima, atravessada, silenciosa em muitos momentos. Ela busca trazer um retrato profundo e sensível sobre o pré, durante e pós-parto da sua primeira filha, Zuza, hoje com quatro meses. A série é dividida em quatro episódios, exibidos semanalmente na GNT às 22h, sempre aos sábados. Também será disponibilizada no Globoplay, a partir deste domingo (10). Rafa Kalimann e Zuza Arquivo pessoal/Eusébio Mendonça Assinando também como produtora, Rafa participou da concepção e direção do projeto. O documentário mostra, de forma íntima e inédita, os bastidores de sua gestação ao lado do companheiro, o cantor Natan. Ao longo dos episódios, Rafa compartilha as vulnerabilidades e contradições vividas em um dos momentos mais transformadores de sua vida, abordando temas como saúde mental, pressão estética, exposição nas redes sociais e expectativas irreais. O primeiro episódio, intitulado “A Solidão da Gestação Offline”, mergulha nos momentos que antecedem o nascimento de Zuza. Em um recorte potente, o capítulo aborda sentimentos muitas vezes silenciados, como solidão, ansiedade, depressão e o desalinhamento entre o que se vive e o que se mostra. De banheira a pulseira inteligente: 10 curiosidades sobre a maternidade onde nasceu filha de Rafa Kalimann Extinto? Filha de Rafa Kalimann traz de volta um nome que não era registrado no Brasil há quase cinco décadas Em entrevista exclusiva à CRESCER, Rafa conta mais detalhes sobre o documentário, destacando a mensagem que busca transmitir: o acolhimento. \"Eu quero muito que as mães se sintam abraçadas\", afirma. Confira! CRESCER: Como surgiu a ideia de fazer um documentário sobre a sua maternidade? Rafa Kalimann: Nos primeiros meses de gestação, eu senti muita sede de compartilhar uma maternidade mais profunda, uma maternidade mais real, mais vulnerável, que é muito mais complexa do que normalmente a gente acessa e compartilha. Era uma vontade de acolher, de buscar pessoas que me entenderiam naquela complexidade que nem eu mesma estava entendendo. E isso me fez perceber que talvez se eu tivesse acessado uma maternidade mais profunda e mais real de outra pessoa, eu estaria passando por ela naquele momento de forma mais branda. Então veio daí esse propósito de deixar as pessoas acessarem mesmo, de criar isso, de idealizar um projeto que as pessoas pudessem ver de perto como é essa a minha experiência como mãe, maternando, gerando e parindo a minha filha. Queria fazer de uma maneira para gerar diálogo, para gerar informação e para que outras famílias consigam ter acesso a essa maternidade. Quem sabe outras mães se sintam acolhidas, entendidas, respeitadas no seu processo. Cena do documentário Divulgação/Matheus Coutinho CRESCER: Como você encontrou o limite do que entraria no documentário? Rafa Kalimann: A nossa rotina de gravação foi meio ininterrupta. Mas o fato de eu fazer a direção geral do projeto e estar muito por dentro da montagem e de tudo que aconteceu, me permitiu olhar em uma perspectiva de fora o que era realmente necessário. Eu acho que eu tive um um bom senso, um equilíbrio muito bom do que eu deixaria acessarem. A grande pergunta é: por que deixar acessar isso? Por que deixar as pessoas verem isso? Por eu quero que esse momento esteja no documentário? Tudo que está no documentário tem um porquê, tudo tem um propósito. Eu quero muito que as pessoas se identifiquem ou aprendam a observar e a olhar para uma mulher que está gerando, uma mulher que está parindo, uma mulher que está vivendo o puerpério de uma maneira diferente. Veja o significado do nome Zuza, o bebê de Rafa Kalimann e Nattan CRESCER: O primeiro episódio é focado em solidão e saúde mental, abordando os momentos que antecedem o nascimento da Zuza. Você pode falar um pouco sobre como foi esse momento para você? Rafa Kalimann: A solidão da maternidade é diferente da solidão que eu conhecia. Não é sobre estar sozinha, é sobre não conseguir compartilhar daquilo que está vivendo, que está sentindo com outra pessoa, mesmo que você esteja rodeado de pessoas. Claro que também tem a solidão de quem você era, de você não ser mais aquela de antes e não ter mais a vida que você que se tinha antes. Tem uma solidão de ambiente, de você se fechar um pouco mais num casulo, porque é necessário mesmo, porque é difícil, a energia muda, as possibilidades mudam. Mas, mais do que isso, é um sentimento novo, de não se entender e sentir que não é entendido dentro daquele ambiente. Eu acho que aí que vem essa solidão da gestação que a gente fala muito sobre, mas poucas pessoas conseguem entender. CRESCER: Qual é o sentimento que você espera despertar em outras mães e gestantes que vão assistir ao documentário? Rafa Kalimann: Que elas não estão sozinhas. A vontade é de olhar no olho de cada uma e falar: \"Eu te entendo\". Acho que só uma mãe vai conseguir entender a outra. E mais do que se ter esse acolhimento, a minha vontade é mostrar isso para as pessoas que estão ao redor também. É muito importante que a rede de apoio, que as pessoas que nos circulam durante a gestação estejam atentos a todos esses sentimentos. Mas principalmente as mães, eu quero muito que elas se sintam abraçadas.",
"title": "Rafa Kalimann aborda solidão e saúde mental em documentário sobre maternidade real: “Não é sobre estar sozinha”"
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