Mãe de Millena Brandão relembra 1 ano da morte da atriz mirim: "A ferida não cicatriza”
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May 5, 2026
Em maio de 2025, a família da modelo e atriz mirim Millena Brandão, de 11 anos, enfrentou a perda da menina após uma sequência de atendimentos médicos iniciada por uma dor de cabeça aparentemente comum. O quadro, no entanto, evoluiu rapidamente para complicações neurológicas graves, com confirmação de morte encefálica após alguns dias. Segundo a mãe, a empresária Thays Brandão, 38 anos, Millena sempre foi uma menina carismática, afetuosa e muito ligada à família. Meses depois da morte, o laudo pericial apontou que a causa foi um abscesso cerebral — infecção localizada no cérebro que provoca acúmulo de pus. O caso gerou grande comoção e marcou profundamente a família, que ainda tenta lidar com o luto e reorganizar a vida depois da perda. Em entrevista à CRESCER, Thays relembra o início de tudo e como tenta seguir convivendo com a ausência da filha. Millena morreu aos 11 anos Arquivo pessoal CRESCER: Quais foram os primeiros sintomas da Millena e o que chamou mais atenção? Thays Brandão: A Millena apresentava fortes dores de cabeça e a levamos ao hospital. A médica que a atendeu disse que era dengue, sem solicitar exame. Ela passou medicação, que aliviou um pouco o desconforto. Também disse que os sintomas poderiam piorar, que não deveríamos forçar a alimentação e que, em caso de sangramentos, como na gengiva, era para retornar ao atendimento. Nesse momento, foi feito apenas um hemograma e nos informaram que as plaquetas estavam normais. CRESCER: Quando vocês perceberam que o quadro era mais grave? TB: Ela desmaiou em casa e tivemos que correr para o pronto-socorro, onde ela foi internada. Os exames deram negativo para dengue. Passamos a madrugada aguardando vaga para realizar uma tomografia. Ela recebia medicação para dor, mas não fazia efeito diante da intensidade do que ela estava sentindo. O exame só foi realizado no dia seguinte, depois que ela já tinha sido entubada. Atriz e modelo Arquivo pessoal CRESCER: Como o quadro evoluiu? TB: Após a realização da tomografia foi constatada uma massa de 6 cm no cérebro, com suspeita de tumor. Eu não acreditei, porque ela não apresentava sintomas que indicassem algo tão avançado. Ela ainda sofreu mais de 14 paradas cardiorrespiratórias durante a internação. Mesmo após falecer, não houve uma definição clara da causa de forma imediata. O que se sabia era da presença dessa massa no cérebro, e no atestado de óbito constou como “morte a esclarecer”. CRESCER: Como tem sido viver os primeiros meses após a perda da Millena? TB: Foram os piores 12 meses da minha vida. Ela faleceu no dia 2 de maio de 2025 e, desde então, nada mais foi igual sem a presença dela aqui. Eu nunca imaginaria viver longe dela. Vivo uma mistura de sentimentos e uma saudade que insiste em me acompanhar todos os dias. Hoje, pouca coisa me abala, porque já passei pela pior e maior dor, que é perder uma filha. Millena com a família Arquivo pessoal CRESCER: Como está a rotina da família hoje? TB: Estamos tentando retomar a rotina aos poucos, mas as lembranças dela estão presentes o tempo todo. Quando passamos ou vamos aos lugares que frequentávamos, a saudade volta com força. Mesmo assim, precisamos seguir em frente. Temos a Alice, que não é nossa filha biológica, mas está conosco com guarda definitiva, e isso nos dá força para continuar e seguir firmes por ela. CRESCER: Qual lembrança dela fica mais presente no dia a dia? TB: O abraço dela marcou a família inteira e a todos que tiveram a oportunidade de receber. CRESCER: O que tem te ajudado a seguir? TB: A Millena sempre pedia que eu e o pai dela voltássemos a frequentar a igreja. Alguns meses antes de ela falecer, fizemos essa reconexão, e isso a deixou muito feliz. Hoje, encontro força nesse caminho e na forma como isso também fazia sentido para ela, para nossa família. Além disso, a minha agência de modelos nasceu do sonho dela. Pensei em desistir depois de tudo, mas senti que precisava continuar. Em castings e lugares ligados ao trabalho dela, as lembranças persistem. Fico pensando como ela estaria vivendo tudo isso. CRESCER: O que diria para outra mãe que acaba de perder seu filho? TB: O que posso dizer é que a dor é muito grande e profunda, e que essa ferida não cicatriza. Mas se apegue à fé, independentemente da sua religião, porque o fardo fica mais leve. É assim que a gente encontra força para continuar. É o que eu estou tentando fazer. CRESCER: O que significou ser a mãe da Millena? TB: Foi um privilégio ter convivido 11 anos com um anjo que Deus me confiou para amar e cuidar pelo tempo que estivemos juntas. As lembranças mais lindas e marcantes que vivemos permanecem guardadas para sempre no meu coração. Ela era uma menina muito amada por todos que tiveram a oportunidade de conhecê-la. Millena Arquivo pessoal
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