"Deixei outra mulher amamentar meu bebê": a história de uma mãe que precisou pedir ajuda e aprendeu que isso não a torna menos mãe
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May 1, 2026
Quando Abbi Warden, 30 anos, deu à luz sua terceira filha por cesariana, ela já sabia que a maternidade nunca é simples. Mas o que veio a seguir ela não esperava: uma hérnia abdominal diagnosticada logo após o parto, uma cirurgia de emergência e, com ela, a impossibilidade de amamentar por vários dias por causa dos medicamentos. Abbi havia se preparado. Tinha extraído e congelado leite materno suficiente para esse período. Só não havia contado com um detalhe: a filha se recusou completamente a aceitar mamadeira. "A primeira mensagem que mandei depois da cirurgia foi para o meu noivo perguntando: ela está se alimentando?", lembrou ela. A resposta não foi boa. Após dar à luz seu terceiro filho, Abbi Warden (na foto) não conseguiu amamentar o recém-nascido e recorreu a uma solução inesperada. Abbi Warden/Daily Mail O plano de amamentar o filho não funcionou A bebê passou quase 24 horas sem se alimentar direito. E Abbi, ainda se recuperando no hospital, entrou em desespero. Foi então que sua cunhada, Rebecca Harman, de 37 anos, fez uma oferta que Abbi nunca imaginaria receber. Rebecca, que também estava amamentando sua própria filha na época, se colocou à disposição para ser ama de leite da sobrinha. Amamentação por ama de leite é quando uma mulher que está amamentando alimenta o bebê de outra mãe. A prática existe há séculos, mas ainda provoca reações muito diferentes. "A ideia me deixou um pouco desconfortável no começo", admitiu Abbi. "Mas quando se trata da saúde do seu bebê, você tem que deixar seus sentimentos de lado." Ela ligou para Rebecca. E Rebecca disse sim. Sua cunhada, Rebecca Harman, de 37 anos (à direita), ofereceu-se para ser sua ama de leite. Abbi Warden/Daily Mail Como foi a amamentação pela cunhada Além de amamentar a sobrinha, Rebecca dormiu com a bebê enquanto Abbi ainda estava internada, para dar à cunhada mais tempo para se recuperar. As duas crianças, a bebê de Abbi e a filha de Rebecca, passaram três dias juntas. "Para mim foi uma bênção enorme. Foi algo lindo e altruísta", disse Abbi. Rebecca, por sua vez, conta que a decisão não foi difícil. Ela cresceu ouvindo histórias sobre amamentação compartilhada, e quando percebeu que a cirurgia da cunhada se aproximava, já havia plantado a semente na cabeça. "Foi muito especial quando ela veio me pedir. Eles confiaram em mim", refletiu Rebecca. "Eu sabia que não os decepcionaria." Harman (na foto) acabou amamentando a filha de Warden, assim como a sua própria, por três dias. Abbi Warden/Daily Mail Como a mãe se sentiu Mesmo aliviada, Abbi não saiu ilesa emocionalmente. Enquanto estava no hospital, um pensamento insistente batia. "Fiquei pensando: será que minha filha vai querer mamar comigo de novo depois? Será que ela vai preferir minha cunhada?" E então veio o pensamento mais doloroso de todos. "Pensamentos do tipo 'eu não sou suficiente' realmente surgem na sua cabeça. Mas isso não era sobre mim. Era sobre minha filha." Abbi voltou para casa. A filha voltou para ela. E o vínculo entre as duas continuou. "Tudo correu tão bem. E minha cunhada também tem um vínculo incrível com minha filha. Quando as mulheres se apoiam mutuamente, podemos fazer muito mais", disse ela. Para Abbi, o que ficou de tudo isso vai além da solução encontrada em um momento de crise. "É um excelente exemplo de mulheres se apoiando mutuamente e sendo simplesmente maravilhosas." Às vezes, ser boa mãe também significa saber pedir ajuda. O que dizem os especialistas sobre amamentação A prática de amamentação por ama de leite é antiga, mas ainda levanta dúvidas e divide opiniões, especialmente quando não há triagem prévia da mulher que vai amamentar. Em entrevista para o Daily Mail, Bryn Pearson, consultora de lactação do Hospital Infantil da Filadélfia, alerta que não existem protocolos universais para garantir que nenhuma doença seja transmitida durante esse processo. "Não há necessariamente medidas de segurança para garantir que a pessoa que compartilha o leite tenha um estilo de vida saudável e esteja livre de doenças", explicou. Uma alternativa mais segura é o banco de leite humano, que coleta, seleciona e processa o leite doado antes de distribuí-lo para bebês que precisam. No Brasil, a rede de bancos de leite humano é uma das maiores do mundo e oferece leite pasteurizado e seguro para recém-nascidos internados. A recomendação dos especialistas é sempre conversar com o pediatra antes de tomar qualquer decisão sobre a alimentação do bebê, avaliando os riscos e benefícios de cada opção para aquela situação específica.
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