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Mãe revela porque descobriu sexo do bebê só no parto: "No primeiro abraço, não sabia quem era"

Crescer - O principal portal de notícias para pais, mães e gráv… April 27, 2026
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Fumaça colorida, bolo e balões azul ou rosa... Os chás revelação se tornaram uma tendência nos últimos anos. No entanto, a gerente de negócios Fernanda Vasconcellos, de 32 anos, optou por ir na contramão desse movimento. Ela, que mora em São Paulo, descobriu o sexo do seu bebê assim como era na época das nossas avós: no parto. Fernanda conhece a filha Natália Franciscone/@natalia_franciscone_fotografia E era uma menina — a pequena Tiê, hoje, já está com três meses. Em entrevista à CRESCER, Fernanda conta que sua gravidez foi planejada, mas ver o teste positivo lhe causou um misto de sentimentos. '"A minha primeira reação foi medo. Acho importante a gente não romantizar esse momento. Sentia medo de tudo o que mudaria, porque eu amava a minha vida como ela era e sabia que precisaria me apaixonar por uma nova versão dela", ela desabafou. A gerente de negócios também não conseguiu fugir da tão famosa culpa materna. "Sempre fui uma pessoa que se cobra muito, que quer dar 100% em tudo e com a maternidade eu sabia que não seria diferente." Apesar das apreensões iniciais, logo ela começou a se sentir plena e feliz. Afinal, mais um integrante estava chegando à família. Para Fernanda, a gestação foi um respiro em meio à vida agitada. "Ela trouxe uma calma que eu não conhecia. Foi um período de muita conexão e presença, de observar cada mudança do meu corpo com carinho e de acompanhar também tudo o que acontecia dentro de mim, emocionalmente", ela lembrou. “Aquele 1%”: sexagem fetal dá errado e mãe descobre verdadeiro sexo do bebê semanas depois Descubra como uma gestante viveu a emoção de saber o sexo do bebê apenas no parto. Veja o vídeo Fernanda com o marido Natália Franciscone/@natalia_franciscone_fotografia A gerente de negócios ainda revela que a parceria do marido a ajudou a se sentir amparada e inteira nesse momento de tantas transformações físicas e psicológicas. Por que descobrir o sexo do bebê só no parto? Hoje em dia, já é possível descobrir o sexo do bebê a partir da 8ª semana de gestação (cerca de dois meses) por meio da sexagem fetal. Para as famílias ansiosas, esse exame é um dos mais aguardados. Já para Fernanda, durante a gravidez, não fazia diferença saber se era menino ou menina. "Não saber quem era o nosso bebê fez com que a própria gestação virasse o centro de tudo. A gente não criou expectativas irreais, nem idealizou quem viria, a gente só viveu cada etapa da gestação curtindo o momento e não o futuro", ela reforçou. A decisão de descobrir o sexo do bebê só no parto foi tomada antes mesmo da gravidez. "Sempre que a gente falava sobre filhos, esse desejo já existia. Nunca fomos muito apegados à questão de gênero, o que vai na contramão do que vemos hoje com os chás revelação e toda essa expectativa de saber se é menina ou menino". Para a mãe da pequena Tiê, gerar uma vida já era muito maior do que saber quem viria. Apesar disso, essa não era uma decisão sem volta. "Combinamos que, se, durante a gestação, a curiosidade me gerasse ansiedade, a gente descobriria sem problema algum. A ideia era sentir o processo e entender se isso caberia para nós. E coube e foi lindo". Fernanda em trabalho de parto Natália Franciscone/@natalia_franciscone_fotografia Quando engravidou, a gerente teve que compartilhar com a família a sua decisão. Fernanda diz que muitos acharam diferente, um tanto curioso, mas respeitaram sua escolha. "Vieram algumas brincadeiras, aquela tentativa leve de descobrir antes da hora", contou. "As pessoas começaram a entrar na brincadeira, fazer apostas… e viver essa espera com a gente". Se uma mãe decide descobrir o sexo do seu bebê só no parto, sempre fica uma dúvida: como fica a preparação do enxoval? Para Fernanda, que se define como uma pessoa básica e que não gosta de excesso, isso não foi um problema. Afinal, cor não era uma questão! "O fato de não sabermos o sexo acabou guiando tudo para uma paleta mais neutra, com tons terrosos e pastéis. Que é bem a nossa cara e o que queríamos para o nosso bebê." Ela conta que até os presentes seguiram nessa linha. O parto Para acompanhá-la no grande dia do parto, Fernanda contou com uma equipe humanizada de doula, enfermeira obstétrica e médica obstétrica. A pequena Tiê estava prevista para o dia 16 de janeiro. "O único pedido que fiz para o meu bebê foi que ele esperasse o Natal e o Ano Novo. E não é que ele esperou?" A mãe começou a sentir as contrações na primeira segunda-feira útil do ano, 5 de janeiro. As cólicas que pareciam pródromos — contrações irregulares de curta duração — rapidamente evoluíram e ficaram mais intensas. "Quando a enfermeira chegou em casa, às 11h, eu já estava com 8 cm de dilatação. Foi uma decisão rápida: tentar ir para o hospital ou seguir com um parto domiciliar." A enfermeira achou melhor ir para o hospital. Fernanda se lembra de ser um dos trajetos mais longos da sua vida. "Minha bolsa estourou no carro, e eu já sentia vontade de fazer força", ela se recordou. Ao chegar ao hospital, a pequena Tiê já estava pronta para conhecer o mundo. "Eu pedia anestesia, achando que não ia aguentar, mas já estava no momento do expulsivo. Fomos para a banheira, e ali tudo mudou. O alívio da água rapidamente virou força. Lembrei de tudo o que aprendi na fisioterapia pélvica, me conectei com o meu corpo… e com três respirações e forças, meu bebê chegou ao mundo". Na sala, todos estavam ansiosos para saber quem seria o novo integrante da família. "Ninguém anunciou. Minha médica não falou nada. Meu marido já conseguia ver e dizia: “Olha quem está aqui com a gente, amor.” Fernanda teve parto normal Natália Franciscone/@natalia_franciscone_fotografia Fernanda descreve o primeiro momento com a filha como um "encontro de almas". "Um reconhecimento imediato, como se, no fundo, eu sempre soubesse que era ela. Meu marido sonhou que era uma menina no começo da gestação, um sonho super simbólico em que uma menininha corria pelas matas e nos puxava pelas mãos. Mas, como nunca criamos expectativas sobre quem viria, guardamos isso com leveza. E, no fim, era ela mesmo". A mãe revela o que sentiu ao segurar a filha pela primeira vez. "O mais curioso é que, naquele primeiro abraço, eu ainda não sabia quem ela era, e isso nem importava. O que existia ali era o calor do corpo dela no meu, a vida pulsando, a certeza de que ela estava bem. O resto veio depois, aos poucos, junto com a conexão". Com o nascimento da filha, logo, Fernanda precisou se adaptar à rotina de mãe de primeira viagem. O parto normal a ajudou a ter uma recuperação mais tranquila. "No mesmo dia, eu já estava levantando, com ela no colo, caminhando, me sentindo forte. Claro que o parto normal também traz desconfortos, como inchaço e possíveis lacerações, mas não foi nada comparado a uma cirurgia." Para a gerente, seu parto foi como ela sempre quis. "Nunca tinha passado por nenhum procedimento, nunca tinha tomado anestesia. E, naquele momento, o que eu mais queria era estar presente, consciente, inteira. E foi exatamente assim que me senti", finalizou.

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