{
  "$type": "site.standard.document",
  "bskyPostRef": {
    "cid": "bafyreidzu5yursvzb6daatntwdo4prlmb7tspiukeu2csur6hecngoqdzm",
    "uri": "at://did:plc:qvpgc4tnvvaveshvev5a2fu3/app.bsky.feed.post/3mkj55fanli32"
  },
  "coverImage": {
    "$type": "blob",
    "ref": {
      "$link": "bafkreiddsuyhxkxgfe3jjnz7ofblp4s5evxbsz6eryfbee73izix7j3r2e"
    },
    "mimeType": "image/jpeg",
    "size": 217714
  },
  "path": "/maes-e-pais/comportamento/noticia/2026/04/ia-sem-panico-livro-ajuda-pais-a-entender-a-inteligencia-artificial-antes-que-ela-eduque-os-filhos.ghtml",
  "publishedAt": "2026-04-27T19:36:23.000Z",
  "site": "https://revistacrescer.globo.com",
  "tags": [
    "crescer"
  ],
  "textContent": "\nSete em cada dez estudantes já usam inteligência artificial para fazer tarefas escolares. E a maioria dos pais não faz ideia de como orientá-los. Enquanto essa conversa não acontece em casa, os algoritmos seguem moldando o que os filhos pensam, consomem, sentem e acreditam. Para ajudar as famílias a sair desse lugar de paralisia, chega às livrarias em maio o livro \"IA sem Pânico: um guia prático para pais e educadores ensinarem crianças destemidas\", de Sandro Bonás. Ele é CEO da Conexia Educação, empresa do Grupo SEB, especialista na área e pai de dois adolescentes. Mas escreve o livro, sobretudo, como pai. Alguém que viveu as mesmas dúvidas e medos do seu leitor. IA e crianças Freepik “O uso de inteligência artificial generativa com crianças pode impactar a autonomia cognitiva delas”, diz especialista em ética da IA De onde veio a ideia A relação de Sandro com a tecnologia começa bem antes da IA. Criado com pouco recurso, ele ganhou aos 14 anos um computador velho que um primo ia jogar fora. Aquilo mudou tudo. \"Aquele computador me fez resolver problemas. Eu saí de trás do tabuleiro do jogo da vida e passei várias casas à frente porque ganhei um poder novo\", conta. Por anos, ficou com a sensação de que aquele acesso tinha sido um privilégio que poucos tiveram. Até que, em novembro de 2022, o ChatGPT chegou e mudou o jogo. \"Lá, eu vi a possibilidade desse poder virar um superpoder na mão de outros jovens, agora de maneira democrática, porque bastava um celular e uma conexão à internet\", lembra. Mas, logo o entusiasmo encontrou o lado pai. Sandro já vinha lidando com ansiedade, isolamento e brigas constantes pelo celular com seus filhos adolescentes. Quando foi pesquisar os riscos específicos da IA para jovens, encontrou casos que o perturbaram, incluindo adolescentes que criaram laços emocionais com chatbots e chegaram a situações extremas. \"Se eu, como alguém de tecnologia, não sei como resolver esse problema, preciso ajudar os pais que não são de tecnologia\", concluiu. E assim nasceu o livro. Não é manual. É método Sandro sabia que o maior risco era fazer um livro que os pais olhassem na livraria e deixassem para lá por parecer coisa de especialista. \"Quando a gente foi escolher a capa, eu falei: a hora que um pai olhar na livraria, ele não pode pensar que é um livro técnico e desistir de comprar. Esse livro fala de IA para quem não é técnico\", explica. A proposta é um método de cinco passos para colocar em prática já no primeiro dia. Os dois primeiros ajudam os pais a entender o básico que precisam saber, sem precisar virar especialistas. Os outros três ensinam como olhar para a vida digital dos filhos, protegê-los e ajudá-los a usar a tecnologia com mais consciência. Como preparar as crianças para usar inteligência artificial? Especialista explica! O algoritmo que ninguém conhece O ponto mais provocador do livro é simples: o maior risco não é a IA. É o espaço que ela ocupa quando os pais não estão presentes. \"Até pouco tempo atrás, quem influenciava a vida das pessoas eram os pais, as escolas, os amigos. Se a IA está por todos os lados agora, quem passa a influenciar o comportamento são os algoritmos. E não mais as pessoas\", alerta Sandro. Tem um exemplo que ele usa e que bate fundo: \"Quando um pai vai escolher uma escola, pergunta se ela é religiosa, de esquerda, de direita. Mas, os algoritmos que falam com os filhos dele por cinco, seis, sete horas por dia, ele não faz ideia de quais valores carregam.\" E fechar os olhos também não é saída. \"O mundo vai gerar mais oportunidades para quem conhecer a IA. Muitas profissões vão ser destruídas, muitas reconstruídas, muitas criadas do zero. Ignorar a IA é colocar o seu filho num mundo em que ele não vai ter competitividade.\" WhatsApp terá contas gerenciadas por pais para menores de 13 anos A virada de chave A ideia que Sandro mais quer que os pais levem do livro é uma inversão simples, mas poderosa: a IA não é para os filhos. É para os pais. Para liberar tempo, reduzir a sobrecarga e voltar a estar de verdade com eles. \"Noventa por cento do tempo que vivemos com nossos filhos é até os dezoito anos deles. Depois, só temos dez por cento. Terceirizar isso para um computador é entregar a maior dádiva existente no mundo, que é o contato com os nossos filhos\", reflete. E a conclusão é direta: \"Vamos colocar a IA para trabalhar para a gente, para que a gente volte a ter mais tempo para ficar com eles. Não vamos colocar a IA para cuidar dos nossos filhos.\" O lançamento acontece no dia 6 de maio, às 19h, na Livraria da Vila, no Shopping Center Norte, em São Paulo. O lançamento acontece no dia 6 de maio, às 19h, na Livraria da Vila, no Shopping Center Norte, em São Paulo. Divulgação",
  "title": "\"IA sem Pânico\": livro ajuda pais a entender a inteligência artificial antes que ela eduque os filhos"
}