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  "textContent": "\nUma manhã que parecia rotineira para a família de Fernanda Gyullia Fatel Storelli, 28 anos, de Brasília, acabou em susto, internação e três cirurgias. Há um ano, Ísis Maitê, então com 1 ano e 1 mês, sofreu queimaduras graves após derrubar uma xícara de café quente sobre o próprio corpo. O acidente resultou em lesões de segundo grau na barriga e na perna. Bebê de 1 ano sofreu queimaduras de segundo grau no corpo após derrubar café no próprio corpo Arquivo pessoal Segundo a mãe, enquanto tomava café da manhã, a família decidiu como passaria o feriado em comemoração ao aniversário da cidade, em 21 de abril. “Nessa de conversar e decidir para onde iríamos, coloquei a Ísis na cadeirinha, mas esqueci de colocar o cinto. Quando servi minha xícara de café, ela, com toda aquela curiosidade de quem está descobrindo o mundo, puxou e caiu no corpinho dela”, relembrou, em entrevista à CRESCER. A reação da criança foi imediata. “Foi desesperador. Ela começou a gritar e chorar. Eu, ainda sem entender nada, fiquei olhando. O pai dela entendeu prontamente o que havia ocorrido.” O que fazer em casos de queimadura em crianças? Atendimento rápido e primeiros cuidados Julio Cesar retirou a filha da cadeirinha e imediatamente percebeu a gravidade da queimadura. “Ele subiu o body e lá estava: o café quente caiu no tronco e na perninha. Quando levantou a roupa, ainda dava para ver a pele derretendo”, contou Fernanda. Sem perder tempo, ele colocou a filha sob água corrente na pia da cozinha. Enquanto isso, Fernanda procurava uma pomada até ser alertada pelo marido de que não se deve aplicar produtos imediatamente sobre a queimadura. “Ele perguntou o que eu estava fazendo. Quando respondi, falou que não se passa nada. Na hora, eu pensei: ‘Beleza, faço o quê agora?’ Eu não fazia ideia de como agir”, desabafou. Crianças são vítimas 30% dos casos de queimaduras no Brasil A mãe buscou informações rapidamente e encontrou orientações sobre o procedimento correto, além do telefone de emergência. “Tive que pesquisar porque nem o número do bombeiro eu lembrava. Achei no Google que o certo era justamente o que ele tinha feito, deixar na água corrente, e que agora me restava ligar para os bombeiros.” Segundo Fernanda, o atendimento em Brasília foi ágil e certeiro. “Foi impecável. Nada, absolutamente nada a reclamar. Eles chegaram muito rápido, identificaram que havíamos feito o procedimento correto e nos encaminharam ao hospital.” Como a família tinha plano de saúde, Ísis foi levada ao Hospital Santa Lúcia, na Asa Sul. Lá, uma cirurgiã e uma pediatra já aguardavam a chegada da criança. A família acionou os bombeiros após o acidente e foi rapidamente encaminhada ao hospital Arquivo pessoal Três cirurgias e alerta a outras famílias No hospital, a menina recebeu os primeiros curativos e foi sedada. Fernanda também recebeu acolhimento da equipe médica, especialmente por, naquele momento, estar grávida de sua segunda filha, Clarisse Mavie, hoje com 7 meses. A família permaneceu internada por cerca de quatro dias. “Tínhamos tudo que precisávamos. Ísis passou pela primeira cirurgia e quem nos atendeu foi o Dr. Cássio Leão. Muito humano, muito solidário, muito respeitoso. Ele cuidou dela muito bem e fez as três cirurgias que ela precisou.” Após a alta, os cuidados continuaram em casa. A orientação médica era manter os curativos secos, evitar exposição ao sol e usar medicamentos para coceira e dor. Depois da última cirurgia, os curativos foram retirados e a hidratação da pele passou a ser feita com pomada. Menina de 2 anos sofre queimaduras graves em acidente domésticos: \"Não se parecia mais com ela”, lembra mãe “Depois disso, ela já podia tomar banho normalmente, mas ainda sem tomar sol. A cicatrização ficou perfeita. Ficaram marquinhas, mas bem menos do que esperávamos.” Fernanda acredita que a rapidez do marido nas primeiras atitudes fez diferença no desfecho do caso. “Graças a Deus, o pai dela sabia o que fazer, porque já foi bombeiro mirim e escoteiro.” Passado um ano do susto com o acidente, ela decidiu transformar a experiência em alerta para outras famílias. “A ideia da postagem é justamente para que papais e mamães estejam preparados e não se sintam tão perdidos como eu me senti. Ninguém espera passar por isso, mas, se acontecer, precisa agir rápido. Quanto mais rápido, menos sofrimento. Conhecimento salva”, concluiu. Assista abaixo ao vídeo de relato e alerta feito por Fernanda no Instagram: Initial plugin text O que fazer em caso de queimadura? De acordo com a pediatra Tania Zamataro, de São Paulo, a orientação é resfriar a lesão (caso o paciente esteja estável) com água corrente ou compressas frias durante 20 a 30 minutos. “Evite usar gelo pelo risco de hipotermia, principalmente se a queimadura for muito extensa. Depois, seque o local delicadamente com um pano limpo e, se o ferimento apresentar bolhas, evite rompê-las. Após a pele ter sido resfriada, a criança deve ser mantida aquecida”, ela aponta. Além disso, a profissional ressalta que não é indicado usar produtos caseiros como talco, manteiga ou pasta de dente, pois eles podem piorar a lesão. “No máximo, lave o local com sabão neutro”, completa. Quanto à necessidade de procurar atendimento médico, Tania afirma que é indicado: Se a queimadura ocorrer na face, pescoço, mãos, pés, região genital; Se for próxima ou em uma articulação; Se apresentar um aspecto esbranquiçado e a dor for extremamente intensa, ou se a dor for pequena comparada à gravidade da lesão; Se a queimadura for muito extensa ou muito profunda; Se a vítima for uma criança menor que 5 anos ou um idoso maior que 70 anos; Se a queimadura envolver membro ou tiver aspecto circular em volta de alguma parte do corpo como braço, perna, pulso, peito, pescoço; Se surgirem sinais de infecção ao redor da lesão, como vermelhidão ou dor além da dor da queimadura, se houver pus ou se a temperatura do local for muito diferente do resto do corpo; Se o acidente for por choque elétrico, principalmente se houver alteração do estado de consciência; Se o acidente envolver algum produto químico; Se a vítima escarrar “pontos pretos”, se tiver rouquidão ou desconforto respiratório após o acidente; Se for vítima de incêndio em ambiente fechado.",
  "title": "Bebê sofre queimaduras graves após acidente com xícara de café: “Dava para ver a pele derretendo”"
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