{
  "$type": "site.standard.document",
  "bskyPostRef": {
    "cid": "bafyreia5cd666wjybdkp3bbclb4witpweexrty7cud3qen7ezrltvbi24a",
    "uri": "at://did:plc:qvpgc4tnvvaveshvev5a2fu3/app.bsky.feed.post/3mkcrvnpa26a2"
  },
  "coverImage": {
    "$type": "blob",
    "ref": {
      "$link": "bafkreibf7ytogtyzdsmafmmwkbf3cgbrxfrana6afms5mjhu7ucrnejlwa"
    },
    "mimeType": "image/jpeg",
    "size": 357569
  },
  "path": "/pre-adolescentes/saude/noticia/2026/04/5-coisas-que-os-pais-precisam-saber-sobre-o-uso-do-mounjaro-em-criancas-e-adolescentes.ghtml",
  "publishedAt": "2026-04-24T11:21:35.000Z",
  "site": "https://revistacrescer.globo.com",
  "tags": [
    "crescer"
  ],
  "textContent": "\nA Anvisa acaba de aprovar o uso do Mounjaro (tirzepatida) para crianças e adolescentes de 10 a 17 anos com diabetes tipo 2. O medicamento já era autorizado para adultos no Brasil e, agora, passa a ser uma opção também para os mais jovens, quando outros tratamentos não foram suficientes para controlar a doença. Veja quais são os pontos de atenção listados por especialistas para o uso do Mounjaro em adolescentes Freepik Busca por canetas emagrecedoras cresce entre mães no pós-parto, revela pesquisa A novidade é significativa: hoje, cerca de 213 mil adolescentes vivem com diabetes tipo 2 no Brasil, e mais de 1,4 milhão já apresentam pré-diabetes. Ter uma nova alternativa aprovada amplia as possibilidades de tratamento para uma faixa etária que ainda tinha poucas opções. Mas, a aprovação também trouxe dúvidas e, é claro, alguns mitos. Afinal, esse medicamento ficou famoso entre adultos como \"caneta emagrecedora\", e agora chega para um público completamente diferente, ainda em fase de crescimento. Para entender o que essa novidade significa na prática, conversamos com Leticia Lara, nutricionista especializada em pediatria pelo Instituto da Criança da Faculdade de Medicina da USP. Ela explica o que os pais precisam saber antes de qualquer conclusão. 1. Não é sobre emagrecer. É sobre tratar uma doença Essa é a primeira confusão que precisa ser desfeita. \"No caso de crianças e adolescentes com diabetes tipo 2, o foco principal não é estético. O objetivo é tratar uma doença metabólica e evitar complicações futuras\", esclarece Leticia. \"A perda de peso pode acontecer como consequência do tratamento, mas ela não deve ser encarada como objetivo principal.\" Estamos falando de controle de glicemia e qualidade de vida, não de padrões estéticos ou cultura da dieta. 2. A caneta não faz o trabalho sozinha O remédio é um suporte. Mas ele só funciona bem quando faz parte de um cuidado maior. \"A caneta não é um tratamento milagroso e nunca deve ser usada sem indicação médica. O uso precisa ser acompanhado por endocrinologista pediátrico e nutricionista para garantir segurança, adesão ao tratamento e manutenção do crescimento saudável\", reforça Leticia. Alimentação equilibrada, atividade física, sono de qualidade e apoio da família continuam sendo pilares insubstituíveis do tratamento. Obesidade na adolescência: quando usar a caneta emagrecedora? 3. A alimentação precisa ser reorganizada, com atenção redobrada Como o medicamento reduz o apetite e aumenta a saciedade, algumas crianças podem passar a comer muito menos do que precisam. Em fase de crescimento, isso é um ponto sério. \"O principal cuidado é garantir que a criança continue consumindo nutrientes suficientes para crescer e se desenvolver adequadamente. Muitas vezes, é necessário reorganizar a rotina alimentar, priorizando refeições mais equilibradas e fracionadas ao longo do dia\", explica a nutricionista. Os pais devem ficar atentos a sinais como perda de peso muito rápida, cansaço excessivo, fraqueza e mudanças no comportamento em relação à comida. 4. Náusea, vômito e diarreia são comuns no início. E a alimentação pode ajudar Esses efeitos colaterais aparecem enquanto o organismo está se adaptando ao medicamento. A boa notícia é que existem estratégias simples para minimizá-los. \"Para náuseas e enjoos, oriento refeições menores e mais fracionadas ao longo do dia, evitando longos períodos em jejum e grandes volumes de comida de uma só vez. Alimentos mais leves e menos gordurosos ajudam, e algumas crianças relatam melhora com sabores mais cítricos\", diz Leticia. Nos casos de vômito ou diarreia, a prioridade é a hidratação. Alimentos de fácil digestão, como arroz, frango, batata e caldos, são aliados nesse momento. Frituras, refrigerantes e ultraprocessados pioram os sintomas e devem ser evitados. Se os sintomas forem intensos ou persistentes, é hora de acionar o médico e o nutricionista. 5. Os pais são parte do tratamento Essa talvez seja a mensagem mais importante, e a que Leticia faz questão de reforçar em todas as consultas. \"Os pais são os maiores exemplos. Crianças aprendem muito mais observando os hábitos da família do que apenas ouvindo orientações. O ambiente alimentar da casa precisa favorecer saúde, acolhimento e equilíbrio, sem culpa, sem restrições extremas e sem comparações\", afirma. E ela vai além: \"Meu maior alerta é: criança não precisa de cultura da dieta. Criança precisa de tratamento sério, individualizado e focado em saúde. Quando bem indicada, a medicação pode ajudar muito. Quando usada sem critério, pode trazer riscos físicos e emocionais.\"",
  "title": "5 coisas que os pais precisam saber sobre o uso do Mounjaro em crianças e adolescentes"
}