“Como quer que eu me vista com 60 anos?”: vídeo viral reacende debate sobre corpo, autoestima e envelhecimento
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April 19, 2026
“Como quer que eu me vista com 60 anos?” — a pergunta, feita de forma direta em um vídeo publicado nas redes sociais, foi o suficiente para que, a mãe de dois, Silvana Ribeiro Araújo, de 56 anos, viralizasse e provocasse uma onda de identificação entre mulheres de diferentes idades. No vídeo, ela aparece primeiro com um visual que remete ao estereótipo de “senhora”. Em seguida, faz a transição para um vestido no qual se sente segura e confortável, rompendo com o que ainda se espera de mulheres mais velhas. Sem rodeios, questiona os padrões que tentam limitar o corpo feminino com o passar dos anos. A repercussão foi imediata. “Eu não imaginava que fosse tomar essa proporção. Postei como posto outros conteúdos, mas acho que tocou em um lugar muito real das mulheres”, conta ela, que é mãe de Vinicius, 32, e Isabela, 30 anos, em entrevista à CRESCER. Expectativa vs realidade Reprodução/Instagram Rotina construída ao longo dos anos Por trás da aparência que chamou atenção nas redes, Silvana faz questão de reforçar: não existe resultado rápido. “Não foi algo que começou agora. Eu cuido da minha alimentação e me movimento há muitos anos. É um processo que construí ao longo da vida. No começo, eu pensava mais na aparência, mas, com o tempo, passei a focar na saúde. Queria chegar aos 50 anos com um corpo funcional”, explica. Segundo ela, a base está em escolhas consistentes. “Procuro manter uma alimentação equilibrada, evitando alimentos processados e ultraprocessados. Prefiro comida de verdade, sem radicalismos. Também não uso suplementos como whey ou creatina. O segredo é não deixar de me exercitar e incluir exercícios com peso, que pode ser calistenia e o peso do próprio corpo, sem acessórios como halteres ou aparelhos. Mais do que aparência, eu a partir de adulta sempre pensei em saúde, autonomia, em conseguir fazer minhas coisas e me sentir bem no meu corpo.” Silvana aos 56 Arquivo pessoal Sem fórmulas mágicas e sem desculpas Silvana também desmistifica a ideia de que é preciso ter uma rotina perfeita para começar. “Não tem segredo. Não tem milagre. O que existe é constância”, afirma. Nas redes, ela compartilha uma rotina simples e possível: exercícios ao ar livre e uma alimentação acessível, como o hábito de comer uma laranja com o bagaço, em vez de suco, ou uma panqueca de banana. “Eu mostro o que qualquer pessoa pode fazer. Não precisa de academia cara nem de nada sofisticado. Dá para começar com o que você tem, no espaço que você tem até no quarto. Hoje existem muitos treinos disponíveis na internet.” E reforça: “Se você esperar o momento ideal, ele não chega. O melhor momento é agora. Começa hoje.” O impacto nas outras mulheres A identificação foi um dos pontos mais marcantes da viralização. Nos comentários, mulheres relatam inspiração, vontade de retomar o autocuidado e até arrependimento por terem se deixado de lado por tantos anos. “Recebi muitas mensagens de mulheres, principalmente mães, dizendo que estavam precisando ouvir aquilo. Que estavam se sentindo invisíveis, cansadas, sem olhar para si mesmas”, conta. Para Silvana, esse retorno mostra que a discussão vai muito além da estética. “Não é só sobre roupa ou sobre corpo. É sobre se permitir viver bem em qualquer fase. Ter um corpo saudável e funcional. E tudo é questão de equilíbrio” Exercício e alimentação equilibrada Arquivo pessoal Envelhecer também é escolha Ao falar sobre o que considera essencial para chegar aos 60 anos com saúde e disposição, ela resume: “É cuidar de você ao longo da vida. Não adianta querer resolver tudo depois. O corpo responde ao que você faz com ele todos os dias.” E deixa um recado direto para quem acha que já passou do tempo de mudar: “Nunca é tarde. Sempre dá para começar. Pequenas mudanças já fazem diferença.” Silvana Arquivo pessoal Um vídeo que virou reflexão O vídeo de Silvana abriu espaço para uma conversa importante sobre envelhecimento, autonomia e liberdade feminina. “Se serviu para fazer uma mulher se olhar com mais carinho, já valeu”, diz. Talvez seja isso que explique o sucesso. Porque, no fim, a pergunta que ela fez não foi só sobre roupa. Foi sobre o direito ainda pouco naturalizado de uma mulher continuar sendo quem ela quiser, em qualquer idade. E, principalmente, sobre a importância de não se abandonar e escolher pela sua saúde e bem-estar todos os dias. Initial plugin text
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