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Paola Antonini, que perdeu uma das pernas há 11 anos, reforça por que é preciso conversar com as crianças sobre "corpos diferentes"

Crescer - O principal portal de notícias para pais, mães e gráv… April 17, 2026
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A influenciadora digital Paola Antonini, de 31 anos, voltou a emocionar ao compartilhar um vídeo sobre a importância de conversar com crianças sobre inclusão e respeito aos corpos diferentes. Ela, que é de Belo Horizonte (MG), perdeu a perna esquerda após um acidente há 11 anos e, desde então, se tornou referência ao abordar autoestima, superação e diversidade. Paola perdeu a perna há onze anos Reprodução/Instagram Conhecida por suas próteses estilosas — e brilhantes —, ela também é autora de livro e fundadora de um instituto que apoia pessoas com deficiência, ampliando o debate sobre acessibilidade e acolhimento. No vídeo, Paola relembra uma situação marcante ao interagir com uma criança: "Há alguns anos, eu resolvi tomar sol lá no meu prédio e falei: 'Vou tirar a minha prótese, tomar sol na minha perninha...' E aí, naquele momento, chegou uma criança até mim e falou assim: 'Nossa, que coisa horrível'. Eu falei: 'Por que?' E ele disse: 'Essa perna, assim...' Eu falei: 'Não é horrível, deixa eu te contar...' Eu sofri um acidente, fui atropelada, mas olha o tanto de coisa que eu faço, olha o tanto de esporte. Aí peguei meu celular e mostrei pra ele jogando tênis. E assim que mostrei tudo, ele olhou pra mim e falou: 'É, não é tão horrível assim'". Initial plugin text Apesar de lidar com a situação com maturidade, ela reconhece que o comentário a afetou momentaneamente: "Eu sou uma mulher adulta e é claro que, no fundo, aquilo mexeu um pouquinho comigo. Fiquei insegura por uns segundinhos, mas olhei pra dentro e falei: 'Vamo embora'". O relato ganha ainda mais força quando ela compartilha a história de uma menina atendida por seu instituto, que enfrenta bullying na escola: "Ela se emocionou muito comigo, chorou e me contou que tem sofrido muito bullying na escola, e ela falou: 'Será que eu fiz alguma coisa errada? Eu só queria ter uma vida normal...' Aquilo tocou muito meu coração porque eu me vi nela". Diante disso, Paola faz um apelo direto a pais, familiares e à sociedade: "Eu posso falar para um monte de gente aqui da internet [...] pedir para passar conhecimentos para as crianças, para a gente falar sobre inclusão, pra gente mostrar a existência de corpos diferentes, de pessoas com deficiência". Ela reforça que a informação é essencial para construir uma convivência mais respeitosa: "Muitas vezes, o que falta pra gente é conhecimento. Então, que a gente faça a nossa parte, que a gente se trate com mais amor e trate os outros com mais amor também". Encerrando sua reflexão, Paola deixa uma mensagem poderosa sobre diversidade: "Cada um foi escolhido pra estar aqui nesse mundo do seu jeitinho. [...] E o que é diferente não é feio, só é diferente". O depoimento reforça a importância de educar desde cedo para o respeito, mostrando que a inclusão começa com diálogo, empatia e informação. Initial plugin text

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