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"textContent": "\nQuantas mães ou pais de autistas que você conhece estão no mercado de trabalho? É comum que os cuidadores deixem o emprego devido à demanda de cuidados com os filhos. É o que mostra o Mapa Autismo Brasil. Segundo o documento, 3 em cada 10 responsáveis estão desempregados. Mãe cuidando do filho Freepik Dos que estão no mercado formal, a maior parte são servidores públicos (22%). A situação se torna ainda mais preocupante quando olhamos para o perfil dos responsáveis: 92,4% são mulheres. Cuidadores 🔍 O que é o Mapa Autismo Brasil? Criado em 2021, esse relatório busca trazer mais informações sobre pessoas autistas no Brasil. Entre os dados coletados estão: Perfil sociodemográfico Diagnóstico Acesso à saúde Terapias Educação Condições de vida Perfil dos cuidadores Como a pesquisa foi feita? A coleta foi realizada por meio de 43 questões, incluindo aspectos sociodemográficos e clínicos das pessoas autistas. Segundo os pesquisadores, embora se trate de uma amostra que não representa estatisticamente toda a população autista brasileira, ela oferece insights importantes sobre esse grupo. O questionário foi realizado de forma online A pesquisa foi respondida por pessoas autistas maiores de 18 anos e por familiares; A coleta ocorreu entre o dia 29 de março e 20 de julho de 2025. Diversidade geográfica Norte – 2.007 respondentes Nordeste – 4.219 respondentes Centro-Oeste – 2.950 respondentes Sudeste – 10.505 respondentes Sul – 3.951 respondentes Idade da pessoa autista O relatório contou com a participação de 23.632 pessoas, sendo 71% responsáveis por uma pessoa autista; 9,4% responsáveis e pessoas autistas e 19,48% pessoas autistas maiores de 18 anos. Quanto à idade dos autistas, a maior parte está em faixas etárias mais jovens, o que pode indicar que os diagnósticos ocorrem com mais frequência na infância e adolescência. Nos adultos, é comum haver um maior número de subdiagnósticos. Por que os casos de autismo estão aumentando? Veja 5 possíveis explicações Seu filho faz isso? 3 sinais de autismo que merecem atenção Perfil da pessoa autista Quais são os benefícios e direitos que os autistas utilizam? O relatório apontou que 76,6% das famílias utilizam algum tipo de direito ou auxílio governamental. Por outro lado, 22,1% não utilizam e 1,3% não soube informar. Esses dados mostram que as políticas de proteção social estão sendo acessadas. No entanto, ainda existe uma parcela importante desse grupo sem acesso a direitos já garantidos por lei. Benefícios e direitos * Os participantes poderiam selecionar mais de uma opção Perfil clínico Quem tem filhos autistas sabe que o transtorno não se manifesta igualmente em todas as pessoas. Não é à toa que o consideramos um espectro por sua diversidade de sintomas. Segundo o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais DSM-5, o transtorno pode ser classificado em: Nível 1 de suporte: precisa de apoio dos familiares e profissionais. Em geral, as pessoas apresentam sintomas leves, como dificuldades em situações sociais e na linguagem, comportamentos repetitivos e restritivos, ou comportamentos em excesso, como cumprimentar ou falar com pessoas desconhecidas na rua. Nível 2 de suporte: exige apoio substancial. Pessoas que apresentam sintomas intermediários e um menor grau de independência. Normalmente, elas podem ter dificuldade em interações sociais, comportamentos restritivos e repetitivos, podem não fazer contato visual ou não expressar emoções, além de manter conversas curtas. Nível 3 de suporte: exige necessidade de apoio substancial. Pessoas com sintomas severos, com dificuldades na comunicação e situações sociais, uso de poucas palavras e muitos comportamentos restritivos e repetitivos. Raramente iniciam alguma conversa e reagem somente a abordagens muito diretas. Além disso, costumam precisar de apoio especializado ao longo da vida. Os dados do Mapa Autismo Brasil mostram que 46,3% das pessoas autistas estão nos níveis 2 e 3, o que indica necessidade de apoio substancial ou intensivo. Nível de suporte Outros pontos importantes sobre o perfil clínico Idade do diagnóstico: a maior parte das pessoas autistas recebe o diagnóstico na primeira infância, com 51,71% diagnosticadas entre 0 e 4 anos, seguido de 17,11% entre 5 e 9 anos. Ano do diagnóstico: 69% dos registros se concentraram nos anos de 2020 e 2024. Isso não significa que havia uma ausência de pessoas autistas nos anos anteriores, mas sim uma falta de diagnósticos. Quem percebeu os sintomas? O relatório mostra que a família é a primeira a identificar os sinais do autismo (56%), seguida pelos próprios autistas (11,5%), professores (9,4%) e médicos (7,3%). Rede onde ocorreu o diagnóstico: Particular (55,3%), Plano de saúde (23,1%) e SUS (20,4%). Acesso a terapias É possível perceber um padrão que indica predomínio de intervenções clássicas e multiprofissionais. Principais terapias *Participante poderia escolher mais de uma opção Investimento mensal em terapias As famílias atípicas também lidam com os custos das intervenções. Em geral, elas gastam: De R$ 501 a R$ 1000 (24,82%) De R$ 1.001 a R$ 3.000 (22,15%) De R$ 101 a R$ 500 (20,93%) 👨🎓 Educação Abaixo, confira as redes de ensino frequentadas pelas pessoas autistas Rede de ensino Em relação à educação inclusiva, o relatório também chama a atenção para um dado importante: 39,9% das pessoas autistas não têm nenhum tipo de apoio. Comorbidades Principais comorbidades Empregabilidade dos responsáveis Estar fora do mercado de trabalho, infelizmente, é a realidade de muitos pais e mães de crianças autistas. Por mais que o levantamento não traga um recorte por idade, é possível termos uma dimensão desse problema: Está desempregado/não tem renda: 30,5% Trabalha como servidor público: 22% Trabalha de carteira assinada: 16% Trabalha como autônomo: 11,3% Aposentado ou pensionista: 7,2% Trabalha como Pessoa Jurídica (MEI ou pequena empresa): 6,5% Trabalha sem carteira assinada: 5,7% Trabalha na carreira militar: 0,7% \"A elevada proporção de cuidadores fora do mercado de trabalho sugere impacto direto das demandas de cuidado na trajetória profissional, ampliando vulnerabilidades econômicas e dependência de políticas de proteção social\", diz o relatório.",
"title": "3 em cada 10 cuidadores de autistas estão desempregados, diz relatório"
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