Quais chás a tentante não pode tomar? Veja os cuidados antes de engravidar
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April 13, 2026
Quem está tentando engravidar costuma rever alimentação, rotina e até hábitos aparentemente inofensivos, como o consumo de chás. Embora muitas bebidas à base de ervas sejam associadas a algo “natural” e seguro, algumas plantas podem interferir e atrapalhar. Tentantes precisam de cuidados na hora de tomar alguns chás: saiba o que pode e o que nao pode, de acordo com especialistas Freepik “Diversas ervas possuem compostos bioativos com ação anti-inflamatória potente, diurética ou hormonal, o que pode impactar na fertilidade ou na implantação”, explica a ginecologista e obstetra Graziela Canheo, especialista em reprodução assistida. Isso não significa, é claro, que os chás são totalmente proibidos para tentantes. O principal cuidado está na frequência, na quantidade e no tipo de erva escolhida. O consumo eventual costuma ser seguro, mas o uso excessivo ou contínuo pode trazer riscos. Por isso, é importante ficar atenta e, na dúvida, buscar orientação. Algumas plantas podem interferir mesmo em uma gestação muito inicial, quando a mulher ainda não sabe que engravidou. Por isso, a recomendação é sempre adotar uma postura mais cautelosa nessa fase. Tentante pode tomar chá? De forma geral, sim, desde que com moderação e escolha adequada das ervas. Segundo a nutricionista materno-infantil Renata Riciati, alguns chás são bem tolerados no dia a dia, enquanto outros devem ser evitados ou usados com cautela. Entre os considerados mais tranquilos, quando consumidos com moderação, estão: Camomila Erva-doce Hortelã Melissa (erva-cidreira verdadeira) Mesmo nesses casos, o ideal é limitar a ingestão a 1 ou 2 xícaras por dia e evitar o uso contínuo por longos períodos. O excesso pode interferir na absorção de nutrientes, ter leve ação hormonal ou sobrecarregar o organismo. Por que alguns chás são desaconselhados antes da gravidez? Algumas ervas possuem compostos que podem atuar no organismo de diferentes formas, como: Ação antiestrogênica Efeito anti-inflamatório potente Atividade uterina Ação diurética intensa Interferência no metabolismo hepático Alteração na absorção de medicamentos Esses mecanismos podem influenciar a ovulação, o equilíbrio hormonal ou a implantação do embrião, especialmente quando há consumo frequente ou em doses elevadas. Outro ponto importante é que muitas receitas da internet combinam várias plantas, o que aumenta o risco. Misturas “detox” costumam ter compostos com efeitos imprevisíveis, sem padronização de dose e sem estudos em mulheres tentando engravidar, alertam as especialistas. Quais chás exigem atenção para quem está tentando engravidar? De modo geral, os especialistas destacam três grupos que pedem mais cuidado: Chás com efeito hormonal - Podem interferir no ciclo menstrual e na ovulação. Chás estimulantes - Contêm cafeína, que em excesso pode impactar a fertilidade e a implantação. Chás diuréticos ou “detox” - Podem alterar o equilíbrio mineral e metabólico importante para a fertilidade. A seguir, veja o que considerar sobre alguns dos mais populares. Tentante pode tomar chá de camomila? A camomila costuma ser considerada uma das opções mais seguras, desde que consumida com moderação. Ela tem efeito calmante leve e pode ajudar no sono e na ansiedade, fatores que mexem indiretamente com a fertilidade. Mesmo assim, o consumo excessivo deve ser evitado. Doses elevadas podem ter efeito farmacológico e, em teoria, influenciar a circulação fetal em fases muito iniciais da gestação. O mais indicado é limitar a 1 ou 2 xícaras por dia e evitar uso contínuo. Tentante pode tomar chá de gengibre? O gengibre também costuma ser permitido em pequenas quantidades. Ele pode ajudar na digestão e tem leve ação anti-inflamatória. O cuidado está nas doses elevadas. Em excesso, o gengibre pode interferir na coagulação e ter efeito sobre a atividade uterina. Por isso, o ideal é consumir em chá leve, sem concentração elevada. Uma xícara por dia costuma ser considerada uma quantidade segura. Tentante pode tomar chá de hibisco? O chá de hibisco exige mais cautela. Alguns estudos experimentais associaram a planta a possíveis alterações hormonais e no ciclo menstrual. Embora o consumo eventual não esteja ligado diretamente a problemas, o uso frequente ou concentrado não é recomendado para quem está tentando engravidar. Por isso, a orientação é evitar o consumo regular nessa fase. Tentante pode tomar chá verde? O principal cuidado com o chá verde é a cafeína. O consumo excessivo pode impactar a fertilidade, interferir na ovulação e prejudicar a implantação. Segundo o Colégio Americano de Ginecologia e Obstetrícia e a Autoridade Europeia de Segurança Alimentar, a ingestão máxima recomendada de cafeína para tentantes e gestantes é de até 200 mg por dia, somando café, chá, refrigerantes e chocolate. Como o chá verde contém cafeína, ele deve entrar nessa conta. O ideal é evitar o consumo frequente ou limitar a ingestão. Tentante pode tomar chá de cavalinha? A cavalinha é uma das ervas que exigem mais cuidado. Ela tem efeito diurético importante e pode levar à perda de minerais como magnésio e potássio. Isso pode alterar o equilíbrio metabólico necessário para a ovulação e a implantação. Além disso, há relatos de possível toxicidade hepática com uso prolongado. Por esse motivo, é melhor evitar o chá de cavalinha durante a fase de tentante. Cuidado com chás “detox” e misturas caseiras Chás “detox”, emagrecedores ou com promessas hormonais são especialmente desaconselhados. Essas fórmulas costumam combinar várias ervas, muitas vezes sem padronização de dose. Cápsulas e extratos também exigem atenção, pois são mais concentrados que o chá tradicional. Os principais riscos incluem: Associação de múltiplos compostos ativos Efeitos hormonais imprevisíveis Interação com medicamentos Impacto na ovulação e implantação Ausência de estudos em tentantes Orientações importantes para quem está tentando engravidar Para consumir chás com segurança nessa fase, especialistas recomendam: Não assumir que natural é sempre seguro Evitar uso diário do mesmo chá por longos períodos Limitar a 1 a 2 xícaras por dia Evitar misturas “detox” ou fórmulas prontas Não usar chás com finalidade medicinal sem orientação Contabilizar a cafeína total do dia Conversar com ginecologista ou nutricionista
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