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Com câncer, mãe decide ensinar Língua de Sinais ao filho antes de cirurgia para remover língua

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Diagnosticada com câncer, Stephanie Gayhart precisou tomar uma decisão importante antes de sua cirurgia para remoção de sua língua. Preocupada com a alteração na sua fala, ela resolveu ensinar ao filho a Língua de Sinais Americana, com o intuito de facilitar a comunicação entre os dois. Stephanie com o filho Reprodução People/Stef Gayhart Em 2019, quando tinha 37 anos, a enfermeira Stephanie começou a apresentar os primeiros sinais preocupantes da doença, incluindo feridas na língua que não cicatrizavam e dor persistente. "Notei um caroço dolorido, do tamanho de uma ervilha, duro sob o queixo, do lado esquerdo, e em poucos dias percebi que doía quando eu falava e engolia", ela conta em entrevista à People. O diagnóstico assustador A princípio, a mãe pensou que não seria nada muito sério, mas pouco tempo depois, ela recebeu o diagnóstico de câncer de língua em estágio 3. "Eu não pensava em 'câncer' de jeito nenhum, porque quem automaticamente pensaria em 'câncer de língua', especialmente na minha idade?", ela questionou. Ela também se lembra de ir ao médico e ouvir que não havia motivo para preocupação, porque ela era jovem e saudável, mesmo ela relatando que estava com dor. A confirmação do diagnóstico ocorreu quando a enfermeira consultou um especialista e assim descobriu a doença. "Eu estava no trabalho quando recebi a ligação. Lembro de entrar na sala de descanso, e quando ele me contou os resultados, tudo parou, como um daqueles momentos de filme em que a bomba explode e o personagem fica suspenso no tempo, com zumbido nos ouvidos e a visão voltando aos poucos", ela lembrou. Homem com câncer terminal revolta família ao deixar mais de R$ 200 milhões para esposa — 28 anos mais jovem Mãe revela primeiro sinal de câncer da filha de 2 anos: 'Sabia que algo não estava certo' Stephanie durante o tratamento Reprodução People/Stef Gayhart Após a confirmação do diagnóstico, Stephanie foi encaminhada para fazer o tratamento e, posteriormente, uma cirurgia para remover parte da língua. Mas sua maior preocupação era seu filho, que na época tinha 6 anos. Antes da cirurgia, ensinei meu filho a dizer 'eu te amo' em Língua de Sinais Americana, porque, se nada mais restasse, eu queria que ele soubesse que ainda o amava," revelou. Do diagnóstico até a cirurgia se passaram três semanas, no entanto, a doença estava evoluindo cada vez mais e chegou ao estágio 3. Felizmente, Stephanie conseguiu reagir ao tratamento e, em agosto, já completa sete anos sem câncer. Apesar da boa recuperação, ela continua lidando com as consequências do tratamento, que envolveu perda de metade da língua e sessões de quimioterapia. "Comer traz desafios. Só consigo mastigar do lado da boca que não foi afetado e desenvolvi uma condição chamada insuficiência velofaríngea, então, às vezes, a comida acaba indo para a minha nasofaringe", ela relatou. Stephanie também diz que seu paladar mudou e muitas frutas que ela costumava comer já não são mais atraentes. Quanto à fala, a enfermeira menciona que ainda tropeça para pronunciar algumas palavras, principalmente quando elas têm sons mais difíceis. "Falar em geral é impossível quando minha boca fica muito seca, o que acontece frequentemente", a mãe desabafou. "Levou anos para eu conseguir ouvir vídeos meus antes do tratamento e não chorar". Após vivenciar essa experiência, Stephanie busca compartilhar sua história para alertar as pessoas: "Jovens têm câncer. Não só os cânceres pediátricos conhecidos, mas também cânceres como o meu." "Está acontecendo cada vez mais, então, independentemente da sua saúde e idade, é muito importante confiar no seu instinto e fazer algo checar se não parecer certo", disse ela. "Os médicos são especialistas em como os corpos funcionam em geral, mas você é o único especialista no seu corpo."

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