Bebê nasce com doença rara que causa manchas escuras e dolorosas na pele
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April 12, 2026
A pequena Macey-Mai tem apenas 10 meses, mas já vem enfrentando um difícil diagnóstico. A bebê nasceu com uma condição rara chamada Nevo Melanocítico Congênito Gigante (GCMN), que causa manchas escuras na pele e aumenta os riscos de desenvolver um melanoma — tipo agressivo de câncer. Bebê foi diagnosticada com Nevo Melanocítico Congênito Gigante William Dax / SWNS A jovem Katelyn Clarke, de 23 anos, não imaginava que a filha iria desenvolver esse quadro. A inglesa, de Plymouth, passou uma gravidez saudável até dar à luz sua terceira filha, informou a People. Pouco tempo depois, ela descobriu a condição rara na pele de sua bebê. Katelyn conta que a filha tem uma mancha maior que cobre toda a sua costa, mas também mais de 100 manchinhas menores na barriga, couro cabeludo, pernas e braços. Em entrevista à agência Southwest News Service, a mãe revelou que ficou chocada com o diagnóstico da filha. Bebê nasceu com doença rara Reprodução: Gofundme. O diagnóstico Como tinha manchas dolorosas na pele, a pequena Macey precisou, em agosto de 2025, ser submetida a uma cirurgia para remover as lesões e enviar o material para a biópsia. Katelyn se lembra de acompanhar as manchas da filha com muito cuidado, sempre avaliando se as marcas estavam crescendo. Em março de 2026, a família recebeu a notícia de que uma das lesões de Macey-Mai era, de fato, cancerígena. "Nunca chorei tanto, meu coração está partido", a mãe lamentou. "É devastador saber a verdade". Desde o difícil diagnóstico, Katelyn passou a compartilhar a evolução da filha na página de doação GoFundMe. O intuito é arrecadar doações para ajudá-la no tratamento da bebê. Brasileira que nasceu com mancha escura no rosto se prepara para última cirurgia de remoção Vídeo no TikTok faz mãe descobrir que filho que parecia ser saudável tem doença rara e progressiva O que é o Nevo Melanocítico Congênito Gigante? O Nevo Melanocítico Congênito ainda não tem uma causa completamente conhecida. No entanto, os especialistas acreditam que algumas mutações genéticas possam estar relacionadas com o aparecimento das lesões. "Na gestação, essas manchas ainda são superficiais, fazem parte da composição da pele do embrião, então, o exame de imagem que temos disponível não consegue identificar. Então, normalmente, o diagnóstico é feito no momento do parto mesmo", explica o cirurgião oncológico Eduardo Bertolli. Quanto aos riscos, o médico afirma que as manchas, principalmente as de tamanho gigante, aumentam as chances de melanoma, que é o câncer de pele. "As lesões pequenas e médias têm um risco de cerca de 1% de transformação ao longo da vida. Já os pacientes com nevos grandes e gigantes têm um risco de até 5% de desenvolver melanoma em alguma fase da vida", disse. Além do câncer, em alguns casos, as manchas podem levar à melanose neurocutânea, que é o crescimento de nevos melanocíticos no sistema nervoso central. "Estes casos podem ser desde assintomáticos até casos extremamente graves", completou. A cirurgia de remoção não é indicada em todos os casos. "O risco de desenvolver o melanoma deve ser avaliado e a retirada é indicada principalmente nos casos de nevos grandes e gigantes, que têm um risco maior para o desenvolvimento do melanoma. A ressecção de lesões gigantes não é fácil devido ao tamanho da área que deve ser removida. O seguimento com dermatoscopia [método de visualização da pele com o dermatoscópio, um aparelho que amplia a imagem até 20 vezes] também é muito útil, pois a lesão pode ser fotografada e sua evolução é acompanhada a cada consulta. E, se houver alterações, realiza-se a biópsia", afirmou o cirurgião oncológico André Molina.
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