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A dor na perna do filho foi ignorada por meses. O que os exames revelaram partiu o coração da família

Crescer - O principal portal de notícias para pais, mães e gráv… April 11, 2026
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Jack Douglas, de 15 anos, é descrito pela mãe, Jemma, como "um menino muito feliz, com uma personalidade linda e um coração enorme". Mas, desde setembro de 2025, a vida dessa família de Cheshire, na Inglaterra, virou de cabeça para baixo, depois que uma simples dor na perna revelou um diagnóstico devastador. Jack Douglas, de 15 anos, sentiu uma dor na perna que revelou um diagnóstico aterrorizante Reprodução/redes sociais Tudo começou depois de uma noite na casa de um amigo. "Ele estava jogando futebol no jardim, e naquela noite sentiu uma dor na perna", contou Jemma, de 40 anos. "A gente não deu muita importância, e passou no dia seguinte. Mas a dor voltou na mesma semana, então, achamos que era uma lesão do esporte", disse ela à revista People. Com a dor persistindo, a família levou Jack ao médico. Um raio-X foi feito e não mostrou nenhuma alteração. Em janeiro, o menino já estava mancando, mas o clínico geral continuou a dizer que era "nada sério". Foi só na segunda consulta com o fisioterapeuta, em fevereiro, que alguém percebeu que algo estava errado de verdade. O profissional disse que podia sentir que havia algo fora do normal e orientou a família a procurar atendimento médico imediatamente. A descoberta do diagnóstico Jack passou por uma série de exames no Hospital Leighton, em Crewe, incluindo uma ecografia da bexiga que revelou que o órgão não estava esvaziando completamente. Os médicos suspeitaram que algo estava bloqueando os nervos responsáveis pelo funcionamento da bexiga e solicitaram uma ressonância magnética com urgência. Durante o exame, no dia seguinte, uma enfermeira pediu que Jemma ligasse para o marido. "Eu sabia que iam nos dizer algo horrível", ela lembrou. Os exames confirmaram o pior: Jack tinha sarcoma de Ewing na coluna. Trata-se de um câncer raro dos ossos e tecidos moles que afeta principalmente crianças e adolescentes entre 10 e 20 anos. No caso de Jack, o câncer já havia começado a se espalhar, com células cancerosas encontradas na medula óssea, o que mudou o diagnóstico para sarcoma de Ewing metastático. "Quando contamos o diagnóstico para o Jack, partiu o coração dele", disse Jemma. "A gente nunca esperava que fosse isso." Jack começou a quimioterapia de emergência e enfrentou efeitos colaterais muito intensos: náuseas debilitantes, perda de peso, dificuldade para andar e queda total do cabelo. O adolescente, que era muito social, passou a ficar isolado dos amigos. "Durante a quimioterapia, tivemos que ter muito cuidado com infecções. Ele ficava parado na porta olhando para os amigos, quando antes estava sempre na rua com eles", contou a mãe. Apesar de tudo, Jack guarda gratidão por quem fez a diferença. "Um dia, vou levar o fisioterapeuta para tomar uma cerveja. Quero agradecer a ele por ter insistido nos exames", disse o adolescente. A boa notícia é que o tumor diminuiu com a quimioterapia, mas Jack ainda tem um longo caminho de tratamento pela frente.

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