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"textContent": "\n“Remédios para depressão podem diminuir a libido? O que fazer?” Anônima, por WhatsApp Remédios de depressão podem afetar a libido? Freepik O desejo sexual feminino é complexo e multifatorial, por isso é difícil atribuir uma alteração a uma causa exclusiva. Dito isso, sim, algumas classes de antidepressivos podem ter impacto negativo ou na libido ou na capacidade de ter orgasmos. Para se atribuir o efeito unicamente à medicação, é necessário ter percebido uma alteração logo após o início do uso ou aumento de dosagem. E essa análise é difícil de se apontar porque, em geral, pessoas que estão precisando de antidepressivos não estão bem, portanto tendem a transar menos. Altos e baixos na libido? Sexóloga explica o que acontece no seu corpo Muitas vezes, o que se nota é uma apatia sexual mais intensa, que, mesmo com estímulos, demora a se excitar. Mas esta resposta é individual e depende da classe de medicação e da dosagem. É importante dizer que isso não deve ser motivo para abandonar a medicação, até porque, se ela foi prescrita, deve haver um grau de sofrimento que também atrapalha a expressão da sexualidade. Por isso, a primeira coisa a fazer diante dessa suspeita é conversar com seu médico e fazer algumas considerações: • A sua depressão/ ansiedade é leve? Se sim, será que você realmente precisa do remédio? Às vezes, ele parece a solução mais simples, mas medidas como psicoterapia e atividade física podem ajudar muito e trazer outros benefícios. No entanto, jamais pare a medicação sem a anuência do seu médico. • Se a medicação te ajudou com seus sintomas e só a questão da libido é que está ruim, será que medidas de erotização mais ativa, como aumento de estímulos sexuais, não seriam o suficiente? Geralmente, só precisamos sair da passividade, à espera da libido. • A situação está difícil e afetando o seu relacionamento? Então é importante considerar a troca de classe ou acrescentar outra medicação que age como “antídoto” para essa disfunção sexual. Além da medicação Confira outras estratégias para lidar com sintomas de depressão e ansiedade: 1. Psicoterapia. Só ela vai te trazer mais compreensão dessa fase difícil e as ferramentas para uma transformação. 2. Atividade física. Por liberar endorfinas e melhorar a sensação de bem-estar, os exercícios são tão importantes quanto a medicação. 3. Dormir bem e respeitar os horários de alimentação. Uma boa “rotina” organiza os pensamentos e os neurotransmissores e vai fazer com que se sinta melhor. Carolina Ambrogini é ginecologista, sexóloga e mãe de Marina, 12 anos, e Victor, 11 (Foto: Guto Seixas/Editora Globo) Crescer",
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