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Garoto com síndrome de Down testa se as pessoas entendem seu nome — e vídeo surpreende

Crescer - O principal portal de notícias para pais, mães e gráv… April 9, 2026
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Com apenas 4 aninhos, Joaquim Rodrigues Castelló, de Brasília, costuma encantar seus milhares de seguidores no Instagram – em uma conta mantida por sua família – com seu jeito espontâneo e carismático. Em um vídeo compartilhado por sua mãe, recentemente, o menino, que tem síndrome de Down, voltou a emocionar os internautas ao aparecer vivendo uma nova conquista. Joaquim encantou e se divertiu ao conseguir fazer outras pessoas entenderem seu nome Reprodução/Instagram No post, Adriana Rodrigues de Souza, de 38 anos, explicou que Joaquim havia aprendido a falar seu nome, mas que nem sempre conseguiam entender quando ele tentava se apresentar. “Meu filho tem 4 anos, aprendeu a falar o nome e apesar de treinar muito, várias pessoas não entendiam. De um tempo para cá, ele melhorou bastante a dicção, por isso, fomos fazer o teste”, escreveu ela. O vídeo mostra o garoto se apresentando para desconhecidos em um shopping e sendo compreendido, para alegria dele, da mãe e de quem participou da experiência. Nos comentários, o público celebrou a conquista: “Isso é uma conquista tão significante pra nós, mães atípicas”, disse uma internauta. Outra completou: “Pronunciou muito bem, Joaquim!”; “Eu entendi de primeira”, escreveu uma terceira. "A Síndrome de Down não define a minha filha", diz mãe da blogueira Mariana Educada Aprendizado e incentivo à fala Como contou Adriana à CRESCER, Joaquim começou a falar suas primeiras palavras aos 2 anos e meio, quando também iniciou os primeiros passos. Desde os 6 meses, ele faz acompanhamento com fonoaudióloga, e, hoje, mantém duas sessões por semana. “Além disso, estimulamos muito em casa com exercícios orais e músicas. O desafio hoje é que ele aprenda a falar frases completas.” Para a mãe, esse processo também envolve superar uma barreira social. “Uma das grandes dores das pessoas com deficiência intelectual é não ser escutada. Muitas vezes, perguntam o nome ou o que querem para a pessoa do lado, mesmo quando estão presentes”, afirma. Síndrome de Down: “É difícil? Sim, é difícil. Mas vejo muitas possibilidades” Diante disso, ela teve a ideia de testar o desenvolvimento do filho e proporcionar um momento de maior autonomia para ele poder se apresentar ao interagir com outras pessoas. “Quando ele começou a melhorar a dicção e eu percebi que ele mesmo podia responder, quis testar se as pessoas já entendiam”, afirma. A experiência superou as expectativas. Segundo ela, todas as pessoas abordadas aceitaram participar com tranquilidade, e Joaquim adorou a interação: “Ele ficou todo animado depois e até ficou falando o nome para outras pessoas no shopping.” Casal de mães adota dois bebês com síndrome de Down, em Curitiba: "Não foi apenas coincidência" Adriana acredita que o teste também cumpriu um papel importante no desenvolvimento do filho. “A importância para ele é ter mais autonomia. É entender com o tempo que ele é capaz e que merece ser escutado”, diz. Contudo, em paralelo à jornada de estímulos, acompanhamento e conquistas, a família de Joaquim também precisa lidar muitas vezes com os desafios das redes sociais. Com um público grande nas plataformas, Adriana conta que denúncias e boletins de ocorrência já foram necessários diante de comentários capacitistas. “Uso os comentários como conteúdo também, pois acredito que só com mais informações conseguimos combater o capacitismo”, conclui ela. Vídeo: menino com síndrome de Down cumprimenta alegremente todos os passageiros de trem Abaixo, você confere o vídeo de Joaquim falando seu nome: Initial plugin text

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