Mãe relata desespero ao sofrer AVC após montanha-russa: "As palavras não saíam da minha boca"
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April 8, 2026
A última vez que a paranaense Débora Antunes, de 39 anos, foi a um parque de diversão ficou marcada para sempre em sua memória. O que era para ser um passeio divertido acabou se tornando um trauma. Na ocasião, ela teve um Acidente Vascular Cerebral (AVC) após sair de uma montanha-russa. Débora sofreu um AVC após sair de um brinquedo Arquivo Pessoal Débora mora em Paranaguá (PR) com o marido e os três filhos — Pedro Henrique, 20, João Mateus, de 14, e Gustavo, de 3. O acidente aconteceu há 8 anos — em dia 9 de janeiro de 2018. Era aniversário do marido, Paulo Sérgio da Luz, e a família foi fazer uma viagem de férias para Santa Catarina. Depois de um dia agitado em um parque de diversões, no finalzinho da tarde, Débora acompanhou o filho, João Mateus, em uma montanha-russa. No brinquedo, ela acabou batendo a cabeça do lado direito, mas, a princípio, pensou que não era nada sério. "Não foi aquela dor forte, mais um incômodo", disse ela em entrevista à CRESCER. Pai é arremessado de toboágua e fratura coluna, no Paraná: "Dor imensurável" Menino de 9 anos vai parar em hospital, após passeio em parque temático Antes de o parque fechar, ela foi em mais uma montanha-russa com o filho. "Quando o brinquedo freou, eu senti uma dor muito forte. E minha voz parecia que estava em um túnel", lembra. Animado com o passeio, Mateus correu para ver como tinham ficado as imagens, no entanto, Débora não conseguiu acompanhá-lo. "Lembro da foto cair da minha mão. Não tinha força. Depois, não me lembro de mais nada", contou. O AVC Após perder a consciência, a paranaense foi socorrida pelos médicos do parque. Ela menciona que tem alguns flashes de memória de quando acordou. "Ouvi que poderia ter tido um aneurisma ou AVC". Ao ser levada para o hospital mais próximo, Débora foi examinada e informada de que tinha tido uma paralisia facial por causa da adrenalina. "Lembro de ir ao banheiro e perceber que meu rosto estava torto. Eu falava tudo enrolado, tentava falar, mas as palavras não saíam da minha boca, não conseguia me expressar", afirmou. Na ocasião, fez uma tomografia e, como os resultados não apontaram nada de anormal, foi liberada. Apesar da alta, o quadro de Débora não melhorou. A mãe não conseguia nem levantar o braço e decidiu ir ao hospital novamente, dessa vez, em Curitiba (PR). Ao fazer uma ressonância, a paranaense descobriu que teve uma dissecção da artéria carótida (uma lesão na parte interna da artéria). Como Débora foi em mais um brinquedo em seguida, o quadro piorou ainda mais e desencadeou um AVC isquêmico. Segundo os especialistas, ela precisava passar por uma cirurgia urgente. Na época, o procedimento custava cerca de R$ 50 mil em um hospital particular. "Nós não tínhamos esse valor, mas o médico me disse que não poderia me deixar sair de lá, só em uma UTI móvel" A família, então, se mobilizou para arrecadar o dinheiro e a mãe conseguiu passar pela cirurgia em um hospital, que cobrou R$ 40 mil. Após o procedimento, aos poucos, ela foi se recuperando e ficou sem sequelas. Hoje, ela faz acompanhamento anual para avaliação da artéria carótida. Apesar de não ter tido sequelas físicas, os traumas psicológicos ainda permanecem. "Nunca mais voltei a um parque", revelou. "Tive que tomar antidepressivo depois, porque ficavam vindo flashes na minha cabeça sobre o momento. Eu ouvia o grito do meu filho que me viu no chão", ela se recordou. Débora ressalta que nunca tinha tido nenhum AVC antes. "Hoje, eu fico com medo até do meu filho ir nos brinquedos", destacou. Entenda o AVC O Acidente Vascular Cerebral (AVC) acontece quando vasos que levam sangue ao cérebro entopem ou se rompem, provocando a paralisia da área cerebral que ficou sem circulação sanguínea. Quanto mais rápido for o diagnóstico e o tratamento do AVC, maiores serão as chances de recuperação completa. Desta forma, torna-se primordial ficar atento aos sinais e sintomas e procurar atendimento médico imediato. Existem dois tipos de AVC: O AVC hemorrágico, que ocorre quando há rompimento de um vaso cerebral, provocando hemorragia. Esta hemorragia pode acontecer dentro do tecido cerebral ou na superfície entre o cérebro e a meninge. É responsável por 15% de todos os casos de AVC, mas pode causar a morte com mais frequência do que o AVC isquêmico. Já o isquêmico acontece quando há obstrução de uma artéria, impedindo a passagem de oxigênio para células cerebrais, que acabam morrendo. Essa obstrução pode acontecer devido a um trombo (trombose) ou a um êmbolo (embolia). O AVC isquêmico é o mais comum e representa 85% de todos os casos. Existem múltiplas causas, mas, entre elas, estão doenças como hipertensão, diabetes, obesidade, tabagismo, histórico familiar, mas também ferimentos na cabeça ou no pescoço. Os sintomas principais são: confusão mental; alteração da fala ou compreensão; alteração na visão; dor de cabeça súbita, intensa, sem causa aparente; alteração do equilíbrio, coordenação, tontura ou alteração no andar; fraqueza ou formigamento em um lado do corpo (rosto, braço ou perna). Fonte: https://www.gov.br/saude .
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