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  "textContent": "\nVocê já deve ter ouvido por aí o termo \"Cicada\". Esse é o nome popular de uma variante da covid-19 que tem deixado o mundo em alerta. O que tem chamado a atenção dos especialistas é que a BA.3.2 — pertencente à família da Ômicron — possui cerca de 70 mutações na proteína spike em comparação com o vírus original de 2019. Nova variante tem mais de 70 mutações Freepik Por que isso é preocupante? A proteína spike é o principal alvo dos anticorpos gerados por infecção anterior ou vacinação contra a covid-19. As mutações, portanto, aumentam a capacidade do vírus de escapar da proteção dos imunizantes. Para te ajudar a entender o impacto dessa variante para a sua família, confira um guia completo com tudo que você precisa saber. Vacina da gripe: \"Crianças e gestantes estão sendo menos vacinadas do que gostaríamos\", alerta Kfouri Vacina contra covid-19 reduz chance de parto prematuro, diz novo estudo Vírus Nipah pode chegar ao Brasil? O que você precisa saber agora, segundo especialistas Onde foi a primeira detecção da BA.3.2? A BA.3.2 foi detectada pela primeira vez em 22 de novembro de 2024, conforme informações do relatório dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC). O caso era de um menino de 5 anos que mora na África do Sul. Como foi detectada em 2024 e voltou a circular mais em 2025 e 2026, alguns pesquisadores apelidaram a variante BA.3.2 como \"Cicada\". Em inglês, o termo significa cigarra, inseto que tem a capacidade de aparecer e reaparecer após anos no subsolo. Até 11 de fevereiro, a entidade de saúde norte-americana já detectou a nova variante em pelo menos 23 países. Crianças são mais afetadas? Alguns especialistas dizem que a nova variante parece estar infectando mais crianças. No entanto, a boa notícia é que a BA.3.2 não tem causado quadros graves. Em entrevista ao Huffpost, o professor de saúde pública da Northeastern University, em Boston, Neil Maniar, revelou que a nova variante é mais prevalente em crianças em comparação com a população idosa. \"Existem alguns motivos pelos quais é mais prevalente entre crianças\", pontuou Maniar. \"Trata-se de uma variante com muitas mutações em comparação com as outras, o que a torna mais infecciosa. Além disso, as crianças costumam estar em ambientes que facilitam a disseminação (como creches, escolas e acampamentos). Essa combinação — maior infecciosidade e ambientes propícios — ajuda a explicar por que essa variante está aparecendo mais em crianças\". O professor William Schaffner, da University Medical Center in Nashville, Tennessee (EUA), acrescentou que muitas crianças não tiveram contato com o vírus ainda ou não foram vacinadas, o que as tornam mais vulneráveis. Por outro lado, o colunista da CRESCER, Renato Kfouri, presidente do Departamento de Imunizações da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), destaca que ainda não há uma caracterização bem definida de que essa variante seja mais grave ou acometa mais mulheres, crianças ou idosos. Segundo o infectologista, o que sabemos é que a variante é mais transmissível e, por isso, acumulou mais de 70 mutações. \"Não há nenhuma sugestão de que tem gravidade maior. Mas a [alta] transmissibilidade acaba aumentando o número de casos leves, moderados e graves\", afirmou. As vacinas são eficientes para a nova variante cicada? Segundo o CDC, a vacina de mRNA contra COVID-19 adaptada à cepa LP.8.1 demonstra proteção contra a cepa JN.1 — atualmente a predominante no país. No entanto, apresentou uma menor neutralização de anticorpos contra a BA.3.2 em um estudo laboratorial com sete variantes, o que pode afetar a proteção conferida pela vacina. No entanto, o próprio relatório reconhece que mais estudos observacionais serão necessários. Kfouri também destaca que, até o momento, os dados mostram que as vacinas atuais são eficazes, especialmente para formas graves. \"É importante lembrar que as vacinas sempre estão um pouco defasadas. Não conseguimos ter uma previsibilidade em produzir vacinas com antecedência suficiente para ter um match exato da vacina com a que está circulando. Sempre que a vacina chega, já mudou o vírus duas ou três vezes, mas, até hoje, foi demonstrado que essas mudanças não têm alterado significativamente a eficácia dessas vacinas. Elas são muito melhores para prevenir desfechos mais graves e assim continuam. A expectativa para essa variante é que o mesmo aconteça\". Um estudo, publicado na revista acadêmica mBio, avaliou o desempenho da vacina contra a covid-19 adaptada para a variante KP.2 na neutralização de outras variantes, incluindo a BA.3.2. Quanto a essa última, os anticorpos conseguiram combatê-la de forma moderada. \"Observou-se apenas uma redução intermediária na neutralização para BA.3.2, apesar de seu extenso perfil de mutações\", disseram os pesquisadores.",
  "title": "Nova variante da covid-19 afeta mais crianças? Menino de 5 anos foi 1º caso identificado"
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