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"textContent": "\nUma mãe de Nevada acreditava que o filho estava se desenvolvendo normalmente – até que um vídeo no TikTok acendeu um alerta que mudou tudo. Alley Stanley contou nas redes sociais que só depois de observar semelhanças preocupantes em conteúdos na plataforma decidiu buscar respostas mais aprofundadas sobre a saúde de Stone. Vídeo no TikTok faz mãe descobrir que filho que parecia ser saudável tem doença rara e progressiva Reprodução/Instagram Os sinais pareciam pequenos e facilmente explicáveis: o “nariz arrebitado fofo”, um atraso leve na fala, acúmulo de líquido atrás dos tímpanos que levou à necessidade de colocar tubos, além de uma hérnia inguinal identificada quando ele tinha 3 anos. Os médicos garantiram que tudo era comum para meninos da idade dele, assim como os joelhos valgos e a cabeça grande — traços presentes na própria família. Ainda assim, o incômodo persistia. \"Algo dentro de mim continuava me incomodando silenciosamente. E se...?\", contou Alley à Newsweek. Mesmo após um geneticista pediátrico dizer que não havia motivo para preocupação, ela sentia que precisava de algo mais concreto. “Até então, tudo o que tínhamos eram opiniões, e isso simplesmente não era suficiente para mim.” Essa busca terminou com a confirmação que ela tanto temia: Stone tinha MPS II, conhecida como Síndrome de Hunter, uma doença genética rara e progressiva. Após vencer infertilidade, mãe recebe diagnóstico inesperado do bebê: \"Achamos que precisaria crescer numa bolha\" O diagnóstico e a luta cotidiana Nos dias que antecederam a descoberta, Alley mal conseguia comer ou dormir. Mãe também de Carson, Dexter e da pequena Hayes, fruto do casamento com John, ela mergulhou em pesquisas enquanto lidava com a angústia de não saber o que viria pela frente. \"Acho que não existem palavras para descrever um evento [que muda a vida] como esse\", disse. “Foi uma verdadeira tortura, mas confirmar meus medos foi um inferno para o qual acho que ninguém jamais poderá se preparar.” A Síndrome de Hunter ocorre quando o corpo não produz a enzima necessária para eliminar determinados resíduos celulares. Sem ela, toxinas se acumulam em órgãos, articulações, cérebro — “em todos os sistemas do corpo”, explicou Alley. “Não para nem dá descanso. Está sempre em movimento.” Pais contam sobre diagnóstico de bebê com Síndrome de Dravet: \"É a ansiedade de você achar que amanhã não vai ter mais o seu filho\" O cotidiano da família se tornou um constante monitoramento: administrar comportamentos quando Stone fica sobrecarregado, observar qualquer sinal de regressão, conciliar múltiplas consultas e terapias e estar atenta à respiração, ao sono e à dor do filho. “Ao mesmo tempo, é uma luta para lhe proporcionar uma vida o mais normal possível”, disse. “Deixá-lo ser criança, enquanto carrego o peso de uma doença que não é justa.” Atualmente, existe apenas uma terapia aprovada pelo FDA (agência federal do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos EUA, equivalente à Anvisa no Brasil) – uma reposição enzimática semanal que ajuda o corpo, mas não consegue alcançar o cérebro. Ensaios clínicos vêm testando alternativas mais avançadas, capazes de atravessar a barreira hematoencefálica. Alley relatou que Stone apresentou progressos “notáveis” em um desses estudos. Menino é o 1º do mundo a receber terapia genética para doença que pode causar a morte até 20 anos: “Um novo recomeço” Mas, para ela, o maior desafio agora é a incerteza regulatória. Tornou-se uma crítica contumaz do que considera atrasos injustificáveis em terapias para doenças raras. Segundo a mãe, a burocracia está afastando empresas menores e inviabilizando tratamentos. \"Ninguém deveria ter que lutar tanto para manter seu filho vivo\", afirmou. “Não podemos continuar nesse caminho. Algo precisa ser feito.” A preocupação aumentou quando o ensaio clínico de Stone passou a correr risco de ser encerrado. Porém, pouco depois de expor suas frustrações, Alley recebeu uma boa notícia: o tratamento aguardado pela família havia sido aprovado. “Esta será a primeira terapia de reposição enzimática capaz de tratar o cérebro disponível para nossas crianças nos EUA”, celebrou. Initial plugin text",
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