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"textContent": "\nA gestação da modelo e apresentadora Larissa Chehuen, 29 anos, evoluía sem intercorrências até a 25ª semana, quando um exame morfológico identificou uma restrição de crescimento fetal. Casada com o empresário Flávio Sarahyba, 44, ela conta que, até então, não apresentava sintomas comuns da gravidez. “Eu não sentia enjoos nem nenhum outro sintoma considerado ruim. Sempre fui muito saudável e tudo estava completamente normal”, contou, em entrevista à CRESCER. Larissa Chehuen enfrentou 5 meses na UTI após o nascimento prematuro da filha, Eduarda Arquivo pessoal/Reprodução Instagram No exame, os médicos observaram que a placenta não estava nutrindo a bebê adequadamente, o que levou ao diagnóstico de insuficiência placentária. Na mesma avaliação, ainda surgiu a suspeita de uma alteração em uma das mãozinhas da criança, que não pôde ser visualizada com clareza. A confirmação veio apenas após o nascimento, quando exames e avaliação genética indicaram se tratar de brida amniótica – uma condição rara onde as membranas internas da bolsa gestacional se rompem e formam filamentos fibrosos que podem se prender ou enrolar em partes do bebê, como membros e dedos, causando a restrição de fluxo sanguíneo e, consequentemente, anéis de constrição, malformações ou amputações fetais. Bebê prematura nasce com pouco mais de 500 gramas: \"Cabia na palma da mão\" Quadro de pré-eclâmpsia levou ao parto antecipado Segundo Larissa, o parto prematuro não teve relação direta com a brida amniótica, mas, sim, com a evolução da insuficiência placentária. Ela desenvolveu pré-eclâmpsia em espelho, quadro em que o organismo materno responde à dificuldade de nutrição do feto com aumento da pressão arterial. A modelo relatou que apresentou pressão de 16 por 10, além de inchaço, dores de cabeça, dor na nuca e dor epigástrica intensa. “Nada que meu organismo fizesse iria ajudar”, explicou. Diante do risco para mãe e bebê, a equipe médica optou pelo parto de emergência. “O que eu gostaria de saber quando fui diagnosticada com pré-eclâmpsia” Eduarda nasceu na 27ª semana de gestação, com 580 gramas. O contato inicial foi breve, já que ela precisou de atendimento imediato da equipe neonatal. Apesar da prematuridade extrema, a bebê apresentou choro ao nascer e não precisou de intubação imediata. “Ela até chegou a chorar no parto, o que é bem raro para um bebê de 580g”, relatou a mãe. Larissa Chehuen e seu marido, Flávio Sarahyba, na UTI com Eduarda Arquivo pessoal Larissa recebeu alta cinco dias após o parto. Por conta do uso de sulfato de magnésio no tratamento da pré-eclâmpsia, só conseguiu visitar a filha na UTI no dia seguinte ao nascimento. Durante a internação, a bebê permaneceu em incubadora e, nas primeiras semanas, não pôde ser colocada no colo. A alimentação foi feita inicialmente por sonda, e a amamentação só ocorreu após quatro meses. “Demorou para que eu pudesse amamentá-la. Tudo isso foi muito desafiador”, disse. A mãe destacou que a rotina na UTI neonatal envolve acompanhamento contínuo e evolução gradual. “As conquistas eram pequenas e diárias. A gente comemorava cada grama que ela ganhava, cada ml de leite que aumentava da dieta dela.” Larissa conseguiu começar a amamentar a filha quatro meses após o parto prematuro Reprodução/Instagram Internação teve intercorrências e acompanhamento multiprofissional A evolução clínica apresentou uma intercorrência após quase três meses de internação, quando a bebê, já com 1,7 kg, teve piora respiratória associada a distensão abdominal. Ela precisou ser intubada pela primeira vez, sofreu uma parada cardiorrespiratória e passou por uma cirurgia de urgência. Na sequência, desenvolveu um quadro de choque séptico. “Foi quando ela literalmente poderia ter morrido, de tão grave que ela ficou”, relembrou Larissa. Após esse período, houve recuperação progressiva até a estabilização do quadro. Durante os cinco meses de internação, o pai também manteve presença diária no hospital. “Ele ia todos os dias ver a Eduarda e sempre rezava com ela”, contou a modelo. A família também participou do processo dentro das limitações da UTI, que restringe visitas, mas abriu exceções em alguns momentos. Após 145 dias, Eduarda recebeu alta hospitalar ao atingir os critérios clínicos necessários, como peso mínimo, capacidade de respirar sem suporte e alimentação por via oral. “Ela tinha que bater no mínimo 2,1 kg, conseguir respirar sozinha e aprender a mamar”, explicou Larissa. Conheça a história emocionante do bebê mais prematuro do mundo e veja como ele está hoje Larissa, sua família e profissionais da UTI no dia da alta hospitalar de Eduarda Reprodução/Instagram Em relação à brida amniótica, a modelo afirmou que não houve outras sequelas além da alteração na mão. “Poderia ter sido algo muito pior”, afirmou, ressaltando que a condição não interferiu na evolução clínica durante a internação. Em seu Instagram, ela explicou aos internautas a situação através de um vídeo cheio de leveza e carinho. Assista abaixo: Initial plugin text Rotina após a alta e acompanhamento Após a alta, a bebê passou a ser acompanhada por diferentes especialistas, incluindo cardiologista, endocrinologista, oftalmologista, cirurgião e fisioterapeuta. Atualmente, segue em acompanhamento endocrinológico e realiza fisioterapia motora duas vezes por semana. A família ainda aguarda a realização de uma nova cirurgia. Larissa também relatou que conseguiu estabelecer amamentação exclusiva após a alta, o que considera incomum em casos de prematuridade extrema. “A fonoaudióloga falou que ela poderia ser uma bebê de peito exclusivo quando fosse para casa, algo extremamente raro.” Prematuro extremo nasce com apenas 440 gramas e completa cinco meses na UTI, em SP Hoje, com sete meses, a pequena mantém uma rotina considerada estável, com uso de poucos medicamentos. A modelo afirma que a experiência impactou sua forma de enxergar a maternidade e o cotidiano. “Aprendi a valorizar coisas simples, como um colo e uma respiração.” Além da rotina com a filha, Larissa retomou gradualmente as atividades profissionais e passou a compartilhar a experiência nas redes sociais. Segundo ela, o retorno do público tem sido majoritariamente positivo, com relatos de outras mães em situações semelhantes. “Com absoluta certeza compartilhar histórias e experiências é algo que pode ajudar muita gente”, concluiu ela. Flávio Sarahyba, Larissa Chehuen e Eduarda, aos sete meses Reprodução/Instagram",
"title": "Larissa Chehuen relembra complicação rara na gravidez e 5 meses na UTI após parto prematuro"
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