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"textContent": "\nUm adolescente de 13 anos foi esfaqueado por um colega da mesma idade, na última quinta-feira (19), dentro da EMEF Adevalni Sysesmundo Ferreira de Azevedo, no bairro Jardim Camburi, em Vitória, no Espírito Santo. Após o ocorrido, alunos do período da tarde foram liberados antecipadamente e as atividades na unidade foram suspensas. Em entrevista exclusiva à CRESCER, Samaira Cabral, mãe de uma menina de 7 anos, aluna do 2º ano do ensino fundamental, contou o que viu e deu mais detalhes do caso. Samaira Cabral é mãe de uma aluna do 2º ano do ensino fundamental na escola onde o ataque aconteceu Reprodução Instagram/Arquivo pessoal Após o ocorrido, ela usou seu perfil do Instagram para compartilhar informações para pessoas próximas. O conteúdo, porém, acabou viralizando nas redes sociais. Ela conta que, na quinta-feira, chegou atrasada para deixar a filha na escola, por volta das 13h26, instantes após o ocorrido. Sem saber do que se tratava, Samaira deixou a menina no portão de entrada. “Eu achei que as pessoas estavam me olhando por causa do atraso. Dei um beijo nela, disse que estava tudo bem e que ela tivesse uma boa aula. Só depois comecei a ouvir que não era para deixar ela entrar”, relembra ela. Pouco depois, um pai chegou correndo ao local, desesperado, dizendo que havia alguém esfaqueado dentro da escola. Foi nesse momento que a situação começou a ficar mais clara para quem estava do lado de fora. Funcionários informaram que o agressor já havia sido contido e estava isolado. Correria, medo e espera por notícias Impedida de entrar para chamar a filha, Samaira aguardou do lado de fora por notícias. Segundo ela, a menina conseguiu chegar até a sala de aula sem presenciar a cena, mas encontrou a porta fechada. “Ela disse que tentou abrir várias vezes até que alguém viu pela fresta e abriu. A professora tinha colocado uma mesa para segurar a porta. Isso mexeu muito comigo, porque se não fosse isso, minha filha estaria completamente vulnerável no corredor”, relata. Enquanto aguardava, a mãe presenciou o desespero de funcionários tentando acionar socorro. A chegada da polícia aconteceu pouco depois, quando o botão de pânico foi acionado. O estudante ferido foi levado pelos próprios policiais, já que a ambulância demorou a chegar. “Eu nunca vi tanta viatura. Os policiais entraram correndo, armados. Quando o menino ferido saiu, muito pálido, perdendo sangue, foi impossível não se desesperar. Todas as mães estavam chorando”, lembra. Impacto para famílias e percepção de segurança A mãe conta que a liberação dos alunos foi feita de forma gradual, com os funcionários controlando a saída e evitando tumulto, apesar da tensão entre os responsáveis que aguardavam do lado de fora. Professora da rede estadual há 12 anos, Samaira admite a segurança escolar sempre foi pauta constante na comunidade, especialmente após episódios de violência no estado, como o 'Massacre de Aracruz'. Na época, em novembro de 2022, um adolescente invadiu duas escolas no município, vitimando fatalmente quatro pessoas e deixando outras onze feridas. Ainda assim, ela diz que viver a situação como mãe foi completamente diferente. “Como professora, a gente até pensa em formas de se defender, mas como mãe de uma criança de 7 anos, a sensação é de total impotência. A vontade é colocar dentro de uma redoma e proteger”, diz. “A gente ouve falar desses casos, mas estar ali, sem saber se sua filha está segura, é algo que não dá para descrever.” Ela também destaca que, nos últimos anos, participou de treinamentos voltados para esse tipo de situação e cita a existência de um plano estadual que busca identificar comportamentos de risco entre alunos. Assista abaixo ao vídeo compartilhado por Samaira: Initial plugin text O que diz o município Em nota enviada à CRESCER, a Prefeitura de Vitória informou que o caso está sendo apurado e reforçou que a situação foi controlada ainda dentro da escola. A gestão municipal também destacou que se trata de um episódio isolado e que medidas foram tomadas para garantir a segurança dos estudantes. Confira a nota na íntegra: “A Secretaria Municipal de Segurança Urbana (Semsu) informa que, na tarde desta quinta-feira (19), foi registrado um episódio no bairro Jardim Camburi, em Vitória, envolvendo dois adolescentes. Diante do ocorrido, a Prefeitura ressalta que se solidariza com a vítima e seus familiares, com a comunidade escolar e com os moradores da região, reiterando seu compromisso com o cuidado, o respeito e a segurança de todos. A vítima da agressão foi socorrida e encaminhada ao hospital, onde recebeu atendimento. O caso está sendo apurado pelas autoridades competentes. Ressalta-se que a situação está sob controle e se trata de um caso isolado. Diante disso, estudantes do turno da tarde da unidade escolar onde o fato foi registrado foram liberados antecipadamente, como medida de cuidado e prevenção. A saída ocorreu de forma organizada, com acompanhamento da equipe escolar. A municipalidade reforça seu compromisso com a segurança e o bem-estar da comunidade escolar e de toda a população e segue à disposição para esclarecimentos. As aulas foram suspensas na noite desta quinta-feira (19) para as turmas da Educação de Jovens e Adultos (EJA) e também serão nesta sexta (20) para todos os turnos.” A CRESCER entrou em contato com a EMEF Adevalni Sysesmundo Ferreira de Azevedo e com a 12ª Companhia Independente de Polícia Militar, de Vitória, mas não teve retorno até a publicação desta matéria.",
"title": "Estudante é esfaqueado dentro de escola no ES, e mãe relata desespero ao deixar filha no local"
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