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  "textContent": "\nO caso de um bebê, de 6 meses, diagnosticado com sarampo acendeu um alerta importante no Brasil, principalmente com relação aos surtos que vêm ocorrendo em outros países do continente. Segundo o diretor do Programa Nacional de Imunizações (PNI), Eder Gatti, ações de prevenção e controle estão sendo realizadas de forma constante para manter o país como área livre da doença. Getty São Paulo confirma primeiro caso de sarampo no Brasil em 2026 Casos de sarampo crescem 34 vezes em 2025, segundo órgão de saúde ligado à OMS No ano passado, foram registrados 14.891 casos da doença em 14 países das Américas, com 29 mortes. Neste ano, somente até o dia 5 de março, foram 7.145 infecções confirmadas. O Brasil registrou o primeiro caso de infecção em 2026 na semana passada em São Paulo. O bebê, de seis meses, adquiriu a doença durante uma viagem à Bolívia, que vive um surto da doença. Em 2025, 38 casos de sarampo foram identificados no país. Mesmo assim, por enquanto, o Brasil não corre risco de perder o certificado de área livre, reconquistado em 2024, porque não há transmissão sustentada dentro de seu território. \"Por conta do cenário internacional, o Ministério [da Saúde] está em alerta máximo. Nós vamos manter essa certificação, mas, para isso, a gente precisa continuar vacinando a população e alertando que a vacina é a principal prevenção, além de promover ações específicas em locais que estão com a cobertura mais baixa\", explica Gatti. Para evitar o avanço da doença no país, a pasta também tem realizado campanhas de vacinação nas áreas de fronteira. Qual é o esquema vacinal do sarampo? O calendário básico do Sistema Único de Saúde prevê a aplicação da vacina contra o sarampo em duas doses. A primeira deve ser tomada aos 12 meses, como parte do imunizante tríplice viral, e a segunda, aos 15 meses, com a tetraviral. No entanto, em casos de surtos, é possível aplicar a dose zero da vacina para crianças de 6 meses a 11 meses e 29 dias de idade. Cobertura vacinal No ano passado, 92,5% dos bebês receberam a primeira dose, mas apenas 77,9% completaram o esquema na idade correta. Além disso, de acordo com o diretor do PNI, as autoridades de saúde estão fazendo um trabalho de investigação e resposta a todos os casos suspeitos. Por enquanto, a grande maioria apresentou testes negativos. Bloqueio vacinal No ano passado, 3.818 suspeitas de infecção foram notificadas. Em 2026, até o dia 26 de janeiro, data da última atualização do painel do Ministério da Saúde, foram 27 suspeitas de sarampo no país. \"Pegando como exemplo esse caso confirmado, quando o município fez a identificação da suspeita, prontamente notificou o Ministério e já começou o bloqueio vacinal. Ou seja, levantou todas as pessoas que tiveram contato com o possível doente para identificar outros sintomáticos e eventuais fontes da infecção. Aí, bloqueia-se todo mundo, aplicando a vacina\", explica o diretor do PNI. Em seguida, uma força-tarefa faz uma busca ativa de outros casos suspeitos, batendo de casa em casa no entorno de onde a pessoa possivelmente infectada vive. Esses vizinhos também são vacinados preventivamente. Os profissionais de saúde também fazem uma varredura em laboratórios e unidades de saúde, à procura de pessoas com sintomas da doença que não tenham sido notificadas. Se a suspeita é descartada após exames laboratoriais, esse trabalho se encerra. Mas, se a infecção for confirmada, há uma monitoração do paciente e de sua comunidade por três meses para descartar novas infecções e, só então, é decretado oficialmente o fim da ocorrência. As medidas de resposta a casos suspeitos também incluem uma flexibilização das normas de vacinação. Os bebês de 6 meses a 1 ano que tiveram contato com o possível doente ou que vivem em proximidade, também recebem a vacina, o que é chamado de \"dose zero\". Ainda assim, devem tomar as duas doses na idade recomendada. Desafios com os turistas Eder Gatti garante que o Brasil tem as ferramentas para evitar que a situação vista em muitos países do continente se repita por aqui. O diretor do PNI lembra que, em junho e julho, os três países com a situação mais grave com relação ao sarampo ─ Estados Unidos, México e Canadá ─ vão receber a Copa do Mundo de futebol, e muitos turistas, inclusive brasileiros. Esse trânsito pode ajudar a espalhar a doença. Por isso, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) já está publicando mensagens sobre a importância da vacinação em aeroportos e portos. Mas há também os desafios internos: \"Nós temos um país com muitas áreas turísticas que recebem estrangeiros, principalmente o nosso litoral, Amazônia, Pantanal, Foz do Iguaçu. E a gente tem uma ampla fronteira terrestre com várias cidades gêmeas, com circulação de muita gente. Por isso, não podemos nunca deixar de falar de sarampo e da vacinação e fazer ações para manter as altas coberturas\".",
  "title": "Sarampo: saúde está em alerta máximo após caso de bebê e faz alerta sobre Copa do Mundo"
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