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"textContent": "\nEncontrar livros que despertem o interesse dos adolescentes nem sempre é uma missão simples. Muitos pais e educadores se perguntam quais histórias realmente prendem a atenção dos jovens, sobretudo em tempos de telas, notificações e rolagem infinita de conteúdo nas redes sociais. Será que é melhor priorizar clássicos? Ou obras contemporâneas? Para a escritora Bruna Paiva, especialista em literatura infantojuvenil, mestre em Ciência da Literatura pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), um bom livro para essa fase pode cumprir funções diferentes. Quais livros são indicados para adolescentes? Especialista explica Freepik \"Ler literatura hoje é quase um ato de resistência\", diz Pedro Pacífico, criador do perfil Bookster nas redes sociais “Para mim, há duas respostas para o que é um bom livro para adolescentes. Meu primeiro impulso é falar de livros que provocam pensamento crítico sobre o mundo, trazem temas interessantes de forma transversal à realidade, ajudando a construir um leitor capaz de compreender melhor o mundo, a partir da ficção”, avalia. “No entanto, um bom livro para adolescentes pode ser também aquele que apenas capta a atenção e o interesse para a possibilidade da literatura”, acrescenta. A especialista lembra que um livro que captura o jovem e mostra para ele que a leitura pode ser uma fonte real de entretenimento prepara o caminho para a construção do leitor. Essas duas funções, segundo ela, nem sempre aparecem no mesmo título — e tudo bem! O mais importante é que o adolescente descubra que ler pode ser prazeroso. Outro desafio comum é o conflito entre o que os adultos indicam e o que os jovens querem, de fato, ler. “Muitas vezes os adultos recomendam os livros que eles mesmos gostaram ou os grandes clássicos. Eles são clássicos por um motivo, claro. Mas o adolescente pode ainda não ter bagagem de leitura para apreciá-los”, lembra Bruna. Se a experiência for frustrante, o risco é o jovem concluir que ler é chato. “É importante respeitar o tempo do adolescente e ir construindo esse repertório”, recomenda. Adolescente pode tomar whey? O que dizem os especialistas Adolescência: fase decisiva para formação de leitores A adolescência é um período-chave para consolidar o hábito de leitura. É nessa fase que os jovens começam a refletir sobre identidade, valores e o próprio lugar na vida e na sociedade. “A adolescência é um momento em que estamos começando a entender quem somos e o que pensamos sobre o mundo”, diz Bruna Paiva. “A literatura pode ajudar muito nesse processo”, acrescenta. Pesquisas sobre leitura no Brasil também apontam que essa é uma fase em que os índices de leitura costumam ser mais altos. Depois da entrada no mercado de trabalho, esse número tende a cair. Por isso, incentivar livros que adolescentes gostam de ler pode ter impacto duradouro. Quarto de adolescente: ideias para decorar com personalidade E quando o adolescente diz que não gosta de ler? Nem todos os jovens se apaixonam pelos livros logo de início e isso é mais comum do que parece. Segundo Bruna, o primeiro passo é respeitar os interesses do adolescente. “Se ele gosta de futebol, por exemplo, vale procurar livros sobre futebol. Se gosta de música ou cultura pop, também existem histórias sobre esses temas”, aponta. Essa estratégia ajuda a mostrar que a literatura pode dialogar com a vida real. “Acredito que o que prende a atenção dos jovens é uma mistura dos três elementos: ritmo, identificação com a história e temas atuais. O ritmo é determinante porque vai definir o quanto o jovem vai conseguir focar naquele livro de uma vez. Em tempos de redes sociais, capturar a atenção deles é difícil”, diz a escritora. A identificação com um personagem ou com uma temática pode arrebatar o adolescente e fazê-lo entender que na literatura existe a possibilidade de ele se sentir menos sozinho Outro fator importante é o exemplo dentro de casa. “Os hábitos dos jovens muitas vezes refletem o comportamento das pessoas de referência. Ver os pais lendo, frequentar livrarias ou eventos literários pode despertar curiosidade”, afirma. Incentivo à leitura também precisa vir dos pais Freepik Como incentivar adolescentes a ler mais A especialista também defende que vale apresentar leituras mais desafiadoras, desde que isso seja feito com mediação. “Respeitar o interesse do jovem é muito importante, mas, se você quer formar um leitor capaz de interpretar melhor o mundo, é importante ampliar o repertório”, explica. “Mas não adianta entregar um livro difícil e dizer ‘se vira’. Ler junto, conversar sobre a história ou criar um pequeno clube do livro ou trazer conversas sobre o assunto do livro, para que a leitura fique menos caótica, pode ajudar muito”, ensina. Como acertar na escolha dos livros para adolescentes “Acredito que o que prende a atenção dos jovens é uma mistura dos três elementos: ritmo, identificação com a história e temas atuais. O ritmo é determinante porque vai definir o quanto o jovem vai conseguir focar naquele livro de uma vez. Em tempos de redes sociais, capturar a atenção deles é difícil”, diz a escritora. A identificação com um personagem ou com uma temática pode arrebatar o adolescente e fazê-lo entender que na literatura existe a possibilidade de ele se sentir menos sozinho. Para Bruna, o principal é que pais e professores conheçam aquele adolescente para o quem querem indicar a leitura. Para isso, é fundamental conversar, entender o nível de compreensão dele sobre os assuntos do mundo, identificar o repertório que ele tem quanto a língua, a cultura e as notícias. É importante lembrar que cada adolescente é único e que esta é a fase em que eles estão descobrindo e reafirmando a própria identidade. “Tendo essa noção, também é importante que o adulto saiba que livro está comprando, do que se trata, e, se possível, ler também para conseguir conversar sobre o livro depois”, sugere. Não é uma lista com uma fórmula mágica, porque, como você já viu, a escolha varia de acordo com a idade, a personalidade, as características próprias, os gostos, os interesses e com o momento que cada jovem atravessa. Mas, abaixo, Bruna dá algumas indicações de títulos por faixa etária. Podem ser boas maneiras de estimular seu adolescente a entrar no mundo da literatura, para ficar. Instagram vai alertar pais caso adolescentes pesquisem sobre suicídio Livros para adolescentes de 12 a 13 anos Por volta dos 12 anos, muitos jovens estão migrando da literatura infantil para histórias mais complexas. Nessa fase, aventura, mistério e humor costumam funcionar bem. A droga da obediência, Pedro Bandeira (Moderna) A droga da obediência, Pedro Bandeira Divulgação Um clássico nacional de suspense juvenil. A trama acompanha um grupo de estudantes que investiga o desaparecimento de colegas, em uma narrativa cheia de enigmas e ação. Um diário para Alice, Bruna Paiva Um diário para Alice, Bruna Paiva Divulgação Narrado em forma de diário, o livro aborda amizade, descobertas e sentimentos típicos da adolescência inicial. Não era pra ser você, Thaís Bergman (Astral Cultural) Não era pra ser você, Thais Bergmann Divulgação Uma história leve sobre relações, amadurecimento e as primeiras reflexões sobre identidade e escolhas. Livros para adolescentes de 14 a 15 anos Nesta fase, os jovens costumam buscar histórias com maior identificação emocional. Romances contemporâneos e narrativas sobre amizade e pertencimento ganham espaço entre os livros mais lidos pelos adolescentes. Céu sem estrelas, Iris Figueiredo (Editora Seguinte) Céu sem estrelas, Íris Figueiredo Divulgação A trama acompanha uma jovem lidando com mudanças familiares, amizades e descobertas sobre si mesma. Quinze dias, Vitor Martins (Editora Alt) Quinze dias, Vitor Martins Divulgação Um romance delicado sobre autoestima, amor e aceitação durante as férias escolares. A história que nunca vivemos, Lucas Rocha (Editora Alt) A história que nunca vivemos, Lucas Rocha Divulgação Uma narrativa sensível sobre amizades, sentimentos e as expectativas que cercam a juventude. Livros para adolescentes de 16 a 17 anos A partir dos 16, vem o interesse por histórias mais complexas, incluindo livros de suspense e mistério para adolescentes, distopias e narrativas com temas sociais. Vilão, V. E. Schwab (Record) Vilão, V.E. Schwab Divulgação Uma fantasia sombria sobre rivalidade, poder e moralidade, com personagens complexos e narrativa envolvente. Carta de amor aos mortos, Ava Dellaira (Editora Seguinte) Cartas de amor aos mortos, Ava Dellaira Divulgação Um romance epistolar que aborda luto, amadurecimento e identidade. O conto da aia, Margaret Atwood (Rocco) O conto da aia, Margaret Atwood Divulgação Um clássico contemporâneo que discute poder, sociedade e liberdade — indicado para adolescentes mais maduros.",
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