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Desenhos dos filhos viram quadros e inspiram mãe a criar negócio próprio, no Paraná

Crescer - O principal portal de notícias para pais, mães e gráv… March 15, 2026
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Você já imaginou transformar os desenhos dos seus filhos em algo ainda mais especial? Foi assim que Leticia Mancebo, 32 anos, encontrou uma forma de eternizar os rabiscos da filha, Amaru, 8 anos: transformando-os em obras de arte — e ajudando outras famílias a fazerem o mesmo. Fernanda Vasconcellos, capa da CRESCER, fala de dedicação exclusiva ao filho: “Faço questão! Me faz feliz” Antes de fixar residência em Curitiba, no Paraná, Leticia e Amaru viviam em turnê com o Cirque du Soleil. Com tantas idas e vindas, levar muita bagagem não era uma opção, e a falta de memórias físicas começou a aparecer. Apesar de adorarem a experiência nômade, a mãe conta que sentia falta de ter um lugar para chamar de lar. Leticia se inspirou nos desenhos dos filhos pra criar seu negócio Arquivo pessoal A sensação de não ter um espaço definitivo para guardar lembranças se tornou mais evidente quando decidiu voltar ao Brasil. “Uma das principais coisas que eu queria era ter uma casa com cara de lar, uma casa aconchegante, acolhedora e com memórias. Memórias que eu nunca pude guardar de fato, porque a gente tinha que viajar com o mínimo de coisa possível. Eu sentia falta dessas memórias físicas — não só na nuvem —, fotos e coisas assim”, relembrou ela em entrevista à revista CRESCER. Quadro vivo A partir dessa falta surgiu a ideia que daria origem ao projeto, como conta a mãe de Amaru: “Quando a gente veio para o Brasil, essa ideia de ter um quadro vivo, eternizando essas memórias dessa fase da vida da minha filha, que eu sei que vai passar muito rápido, foi a minha grande motivação para começar esse processo. Foi a primeira sementinha plantada”. A iniciativa acabou se transformando em um momento compartilhado entre mãe e filha. A menina participa das etapas de criação, dá sugestões e acompanha a montagem das telas. “Ela me ajudou muito com sugestões do que queria. Eu sabia que tinha que ser uma tela colorida, cheia de vida”, detalhou Leticia. No início, lembra ela, Amaru ficou tímida, mas logo assumiu com orgulho a obra de arte. Pais trocam festa de aniversário da filha por viagem – e ela ama a ideia! “Ela já levou duas vezes para o show de talentos da escola, em anos diferentes, porque considera a autoria dela. E eu acho que está certo, é uma coautoria. A alma é dela ali. Por isso, eu nem assino a tela. Faço um certificado de autenticidade, mas o nome que vai na obra é o da criança”, compartilhou. Empreendendo com o Cola.eu O projeto, que começou dentro de casa, acabou ganhando novos rumos. Leticia já tinha relação com o universo artístico. No circo, trabalhou como iluminadora, colaborou com objetos cênicos, design e ilustrações para projetos internos da companhia. Também participa de cursos e mentorias ligadas à arte. De acordo com a artista, a transformação em negócio aconteceu de maneira natural. “A oportunidade surgiu espontaneamente. Algumas pessoas próximas viram a tela da minha filha e já encomendaram na hora, dizendo ‘também quero, também quero’. Isso foi se multiplicando de maneira muito orgânica e muito linda, até inesperada”, contou. Initial plugin text O processo começa com o envio ou seleção dos desenhos das crianças, muitas vezes feita junto com os pais. Depois desse primeiro momento, é definido com a família elementos como cores de fundo e atmosfera da obra. Em muitos casos, ela visita pessoalmente a casa dos clientes para entender o ambiente onde o quadro ficará. “Quando fecho um projeto com uma família, eu falo que se quiserem me entregar quatro caixas de desenhos podem entregar. Mas quando eles fazem essa pequena seleção do que vai ou não vai, o trabalho já começa aí, revisitar memórias, lembrar histórias, às vezes chorar um pouco, se emocionar”, explica a idealizadora do Cola.eu. A artista leva até três meses para finalizar a tela, que é acompanhada de um certificado de autenticidade e uma carta dedicada à criança. Initial plugin text “Os desenhos das crianças são algo muito passageiro. De repente, eles deixam de existir. Mas ali existe expressão, sensibilidade, a maneira delas se comunicarem com o mundo. Ver as famílias valorizando isso é o que mais me emociona nesse trabalho”, destacou a artista.

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