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"textContent": "\nO estado de São Paulo confirmou, nesta quarta-feira (11), o primeiro caso de Sarampo registrado no Brasil em 2026. O paciente é um bebê de seis meses, não vacinado, que contraiu a doença durante uma viagem à Bolívia em janeiro, segundo informou a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo. São Paulo confirma primeiro caso de sarampo no Brasil em 2026 Crescer O caso foi notificado às autoridades sanitárias em fevereiro e teve a confirmação por exames laboratoriais neste mês. Como a criança ainda não atingiu a idade para vacinação contra o sarampo, considerada a partir dos 12 meses, ela estava suscetível à infecção. Especialistas ressaltam que se trata de um caso importado, ou seja, contraído fora do país. Esse tipo de ocorrência não compromete automaticamente o status do Brasil como país livre da circulação endêmica da doença, mas exige ações rápidas de vigilância para evitar novos casos. Entre as medidas adotadas pelas autoridades de saúde estão investigação epidemiológica, busca ativa de possíveis contatos, testagem e bloqueio vacinal nas pessoas que tiveram contato com o caso confirmado. Vacinas contra o sarampo salvam cinco vidas por segundo, diz OMS Doença é uma das mais contagiosas entre os vírus respiratórios Para o pediatra infectologista Renato Kfouri, mestre pela UNIFESP, secretário do Departamento de Imunizações da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e colunista da CRESCER, o principal risco do sarampo é a alta capacidade de transmissão. “O sarampo é uma doença extremamente contagiosa, talvez, das doenças infecciosas, seja a que apresenta a maior taxa de transmissão. Um único caso pode gerar até 16 novos casos em ambientes onde há pessoas não vacinadas”, afirma. Segundo o especialista, antes da vacinação em massa, o sarampo era uma das principais causas de mortalidade infantil, especialmente por complicações como pneumonia e encefalite. “Nos surtos, estima-se que a cada mil casos pode ocorrer uma morte. Além disso, o sarampo provoca uma espécie de ‘amnésia imunológica’, deixando a pessoa mais vulnerável a outras infecções por três a seis meses após a doença”, explica. Alerta, sarampo! Dose zero da vacina deve ser aplicada entre 6 meses e 1 ano Brasil recuperou certificado de país livre do sarampo em 2024 O Brasil recebeu novamente, em novembro de 2024, a certificação internacional de país livre do sarampo, concedida após mais de um ano sem transmissão sustentada da doença. O país havia perdido o título em 2018, após um surto que registrou cerca de 40 mil casos e 40 mortes, associado à queda na cobertura vacinal e à entrada do vírus pela fronteira com a Venezuela. De acordo com Kfouri, o último caso autóctone, ou seja, com transmissão dentro do território nacional, havia sido registrado em junho de 2022, no Amapá. “Casos importados podem acontecer porque pessoas viajam e entram no país infectadas. O que define se uma região continua livre do sarampo é não haver transmissão sustentada dentro do território”, explica. Mesmo assim, o aumento de casos nas Américas preocupa especialistas. Um alerta recente da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) aponta que os registros da doença cresceram 32 vezes entre 2024 e 2025 no continente. São Paulo aumenta cobertura vacinal contra o sarampo em 20% Em 2025, foram registrados 14.891 casos de sarampo nas Américas e 29 mortes. A maior parte ocorreu no México, Canadá e Estados Unidos. No Brasil, foram confirmados 38 casos em seis estados e no Distrito Federal ao longo de 2025, sendo parte deles importados. “O grande desafio é manter o Brasil livre da transmissão da doença mesmo com tantos casos circulando nas Américas”, afirma Kfouri. O que é o sarampo O sarampo é uma doença viral altamente contagiosa causada por um vírus transmitido pelo ar. Ele se espalha principalmente por gotículas respiratórias, liberadas quando uma pessoa infectada tosse, espirra ou fala. O vírus pode permanecer em ambientes fechados por várias horas, o que facilita a transmissão em locais com muitas pessoas. Como se pega sarampo A transmissão ocorre principalmente por: Contato com secreções respiratórias de pessoas infectadas Permanência em ambientes fechados onde o vírus circulou Proximidade com alguém contaminado antes mesmo do aparecimento dos sintomas Uma pessoa infectada pode transmitir o vírus quatro dias antes e até quatro dias depois do surgimento das manchas na pele, característica típica da doença. Principais sintomas Os primeiros sinais do sarampo costumam aparecer entre 7 e 14 dias após a infecção. Entre os sintomas mais comuns estão: febre alta tosse coriza olhos vermelhos (conjuntivite) manchas brancas na boca (manchas de Koplik) erupções avermelhadas na pele que começam no rosto e se espalham pelo corpo Em alguns casos podem ocorrer complicações graves, como pneumonia, infecção de ouvido, encefalite e até morte. Existe tratamento para sarampo? Não existe um tratamento específico contra o vírus do sarampo. O cuidado é voltado para alívio dos sintomas e prevenção de complicações. Entre as medidas adotadas estão: hidratação adequada controle da febre repouso acompanhamento médico Em alguns casos, pode ser indicada suplementação de vitamina A, principalmente em crianças, para reduzir a gravidade da doença. Vacinação é a principal forma de prevenção A vacina contra o sarampo faz parte do Calendário Nacional de Vacinação e é considerada a forma mais eficaz de prevenção. O esquema recomendado no Brasil é: 1ª dose: aos 12 meses (vacina tríplice viral – sarampo, caxumba e rubéola) 2ª dose: aos 15 meses (tetra viral – sarampo, caxumba, rubéola e varicela) Além disso: pessoas de 5 a 29 anos devem ter duas doses da vacina pessoas de 30 a 59 anos precisam comprovar uma dose profissionais de saúde devem ter duas doses independentemente da idade Crianças menores de um ano, como o bebê do caso confirmado em São Paulo, ainda não têm idade para receber a vacina, o que reforça a importância da imunização da população para proteger os mais vulneráveis. Especialistas alertam que manter altas coberturas vacinais é fundamental para evitar novos surtos e impedir que o sarampo volte a circular de forma contínua no país.",
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