Mãe tira filha da escola para viajar pelo mundo e gera debate sobre educação fora da sala de aula
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March 8, 2026
Uma mãe dos Estados Unidos decidiu tirar a filha da escola tradicional para que ela pudesse aprender viajando pelo mundo e a escolha tem gerado tanto curiosidade quanto críticas. A história mostra como a família adotou o chamado worldschooling, modelo educacional baseado em experiências de viagem e contato com diferentes culturas. Elena e a filha, Alexis, mantêm um perfil nas redes sociais, que mostra diferentes formas de aprender enquanto viajam Reprodução/redes sociais Como ensinar o valor do dinheiro às crianças em um mundo cada vez mais digital? Elena Ollick, de 41 anos, moradora da Flórida, tomou a decisão há três anos, quando percebeu que a filha Alexis, hoje com 14 anos, não se sentia estimulada na escola. Segundo ela, em entrevista ao Daily Mail, a professora da menina chegou a comentar que a aluna parecia entediada nas aulas e sugeriu que fosse testada para altas habilidades. O resultado mostrou que Alexis estava no percentil 99,9, nível considerado extremamente elevado. A escola indicou um programa para estudantes superdotados, mas Elena afirma que o modelo oferecia apenas mais tarefas e trabalhos, sem um real aprofundamento nos conteúdos. Foi então que ela começou a pesquisar alternativas educacionais e descobriu o worldschooling, prática em que crianças e adolescentes aprendem por meio de viagens, vivências culturais e experiências do cotidiano. Aprendizado fora da sala de aula Segundo Elena, as viagens sempre fizeram parte da rotina da família e ela percebeu que a filha aprendia muito durante esses momentos. Em uma visita às Ilhas Galápagos, por exemplo, Alexis estudou sobre vida marinha, evolução e história natural. Depois da viagem, chegou a produzir um relatório sobre o que havia aprendido. Já após visitar Hiroshima, no Japão, e conhecer o Museu da Paz, a adolescente passou a pesquisar por conta própria sobre reatores nucleares e acidentes atômicos. Hoje, a rotina da jovem não segue um currículo fixo ou horário escolar tradicional. A mãe afirma que o aprendizado acontece de forma espontânea, guiado pelos interesses da filha. “Ela segue suas paixões e aprende sobre o que desperta curiosidade naquele momento”, explica Elena ao jornal britânico. Aos 8, cearense conquista medalha em Olimpíada Internacional de Ciências, nos EUA Não vai ter homeschooling: o que deputados decidiram na votação sobre o novo Plano Nacional de Educação Initial plugin text Habilidades para a vida A mãe acredita que o modelo ajuda a desenvolver habilidades práticas importantes. Desde pequena, Alexis participa ativamente da logística das viagens, como interpretar horários de trens, localizar portões em aeroportos e entender informações em outros idiomas. Para Elena, essas experiências ajudam a desenvolver autonomia, pensamento crítico e capacidade de resolver problemas. Como educar meninos para o respeito e a responsabilidade pela cultura da violência Initial plugin text Críticas nas redes sociais Apesar dos benefícios que vê na escolha, Elena diz que recebe críticas frequentes nas redes sociais, especialmente de pessoas que acreditam que a filha está sendo privada de uma educação formal. Alguns comentários afirmam que a adolescente estaria “perdendo experiências importantes” da escola tradicional. A mãe discorda e argumenta que a filha tem, hoje, mais interação social do que teria em uma escola convencional, já que convive com pessoas de diferentes idades e culturas durante as viagens. Com o tempo, Elena decidiu transformar a experiência em um projeto maior. Ela criou a empresa Worldschooling Journeys, que organiza viagens em grupo para famílias que seguem o mesmo estilo de educação. A proposta é conectar pais e crianças que vivem esse estilo de vida, criando uma rede de apoio e convivência entre famílias que educam os filhos fora do sistema escolar tradicional. Para Elena, o objetivo não é ensinar apenas conteúdos escolares, mas preparar os filhos para lidar com um mundo em constante transformação. “Mais do que matérias, queremos ensinar habilidades para a vida, como resiliência, pensamento crítico e resolução de problemas”, afirmou ela.
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