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  "publishedAt": "2026-03-08T16:16:13.000Z",
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  "textContent": "\nDiagnosticada ainda bebê com uma rara condição cardíaca congênita e com poucas chances de sobreviver, Erin Hunter-McPhan passou por sete cirurgias de coração, aquelas que abrem o peito, ao longo da infância. Hoje, aos 36 anos, ela trabalha como enfermeira e gerente de programas no mesmo hospital onde recebeu o primeiro tratamento que salvou sua vida. Erin Hunter-McPhan em um dos períodos de cirurgia e, hoje, atuando como enfermeira People Erin nasceu em 1989, em Arlington, no estado do Texas (EUA). Durante os primeiros meses de vida, seus pais, Gregory e Denise Hunter, começaram a perceber sinais de que algo não estava bem: a bebê apresentava lábios e unhas azulados e tinha dificuldade para terminar a mamadeira. Aos 33 anos, mineira será avó e aparência jovem chama atenção nas redes: “Revivi tudo o que enfrentei” Preocupados, eles buscaram atendimento médico e, após exames, a menina foi diagnosticada com Tetralogia de Fallot (ToF), uma cardiopatia congênita caracterizada por quatro alterações estruturais no coração. Essa condição, que afeta cerca de 2 a 4 em cada 10.000 bebês, obstrui o fluxo sanguíneo para os pulmões, causando baixos níveis de oxigênio no sangue e cianose, também conhecida como 'bebês azuis'. O tratamento é cirúrgico, geralmente realizado na infância. Na época, os médicos foram diretos: sem cirurgia cardíaca, a criança provavelmente não sobreviveria até completar um ano de idade. Sete cirurgias ao longo da infância Erin passou pela primeira cirurgia de coração quando tinha apenas 9 meses. O procedimento foi bem-sucedido, mas seria apenas o primeiro de uma série de intervenções médicas. Ao longo da infância e da pré-adolescência, ela precisou passar por outras seis cirurgias cardíacas. A última ocorreu quando tinha cerca de 12 anos. Mesmo depois de tantos procedimentos, Erin continua fazendo acompanhamento cardiológico anual. Embora sua saúde esteja estável, ela sabe que poderá precisar de uma nova cirurgia no futuro. Menino passa por transplante de coração após condição ser confundida com virose, em SP Vínculo com médicos inspirou carreira Durante os anos de tratamento, Erin e sua família criaram uma relação muito próxima com a equipe médica do hospital. Esse vínculo se fortaleceu ainda mais após uma tragédia familiar: em 2004, seu pai, que era sargento da polícia local, morreu em serviço. Profissionais do hospital visitaram a família e participaram do funeral, oferecendo apoio emocional. Ao longo do tempo, médicos e enfermeiros também estiveram presentes em momentos importantes da vida da jovem, como sua formatura na faculdade e seu casamento. Segundo Erin, foi justamente esse cuidado humano que a inspirou a seguir a carreira na área da saúde. Mãe descobre condição rara de bebê após perda de peso: “Já não queria mamar” “Quero retribuir o que recebi” Depois de se formar em enfermagem, Erin iniciou a carreira em um hospital de Dallas em 2012. No ano seguinte, passou a trabalhar no Children’s Health, o mesmo hospital onde foi operada ainda bebê. Por mais de sete anos, atuou diretamente no atendimento a pacientes antes de assumir um cargo de gestão em programas hospitalares. Hoje, ela diz que sua própria história é uma fonte constante de motivação. Sempre que enfrenta um dia difícil no trabalho, Erin lembra da própria trajetória e das pessoas que cuidaram dela durante a infância. “Tudo isso me dá força para continuar ajudando outras pessoas”, afirmou ela, em entrevista à revista americana People.",
  "title": "Após 7 cirurgias no coração, médicos disseram que menina não sobreviveria. Hoje, ela é enfermeira no hospital que salvou sua vida"
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