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"textContent": "\nA fertilidade da mulher costuma ser uma caixinha de surpresas! Algumas mães levam anos para engravidar; já outras, não passam de poucos meses. Teste de gravidez Shutterstock Infelizmente, não existe uma receita infalível para resolver o problema da infertilidade. Mas, certos hábitos podem tornar esse caminho um pouco mais fácil. Um deles é ter uma dieta saudável e com acompanhamento profissional. “Uma perda de peso de apenas 5% a 10% do peso corporal pode ser suficiente para melhorar significativamente a fertilidade, regular a ovulação e preparar o corpo para receber o bebê”, afirma José Maria Soares Júnior, ginecologista e presidente da Comissão Nacional Especializada em Ginecologia Endócrina da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO). Após 13 anos de infertilidade, influenciadora engravida naturalmente e associa gestação ao uso de Mounjaro Fertilidade após os 35: o que está em jogo ao adiar a gravidez? Obstetra relata luta de cinco anos até engravidar: “Queria viver a maternidade que acompanhava todos os dias no consultório” Dia Mundial da Obesidade Nesta quarta-feira (4), é celebrado o Dia Mundial da Obesidade, que tem como tema “8 Bilhões de Razões para Agir sobre a Obesidade”. A data marca um momento importante de conscientização sobre a doença, mas também é uma forma de reduzir os estigmas em torno das pessoas que enfrentam os desafios da obesidade. E o que a obesidade tem a ver com a fertilidade? Mais do que você imagina! Segundo o ginecologista, a doença está associada tanto a um processo inflamatório crônico como à desregulação hormonal. Além disso, a doença pode afetar a qualidade dos óvulos e a ovulação. Nesse último caso, o principal fator por trás do problema seria a resistência à insulina e o desequilíbrio hormonal (como o hiperandrogenismo). Isso interfere na ovulação regular e na receptividade endometrial, dificultando a concepção. “Cerca de 40% a 85% das mulheres com SOP têm excesso de peso. A obesidade aumenta a resistência à insulina e os sintomas da SOP, criando um ciclo vicioso: quanto maior for o excesso de peso, mais difícil tratar a síndrome dos ovários policísticos — e vice-versa”, afirma o médico. Fertilidade X Canetas emagrecedoras Você já deve ter ouvido histórias de mulheres que tiveram bebê após usar as famosas canetas emagrecedoras. Mas elas, de fato, melhoram a fertilidade? Esse tipo de medicamento funciona imitando a ação do GLP-1 — hormônio natural do corpo que ajuda a controlar os níveis de açúcar no sangue. Como consequência, acaba também reduzindo o apetite e levando à perda de peso. “Essa classe de medicamentos foi usada inicialmente para tratamento de diabetes. Depois, se viu que poderia ter outras funções, como se ligar ao sistema nervoso central e promover a saciedade. Mas ainda existem muitas coisas sobre ele que a gente ainda não sabe”, explicou a endocrinologista Simone Lee, diretora do Departamento de Obesidade da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), em entrevista anterior à CRESCER. Portanto, ainda não está claro qual é, de fato, a relação entre esse medicamento e um possível aumento da fertilidade. Médicos até levantam explicações para essa associação, mas, por enquanto, não existem dados oficiais nem estudos científicos robustos que confirmem essa ligação. “Não tem nenhuma evidência científica de que esse aumento da fertilidade seja um efeito direto do remédio. O que podemos falar é que isso talvez seja um efeito da perda de peso causada pelo remédio. Tanto é que também vemos a fertilidade aumentar em pacientes que passaram por cirurgia bariátrica, por exemplo”, afirma Simone Lee. Como fazer um tratamento eficaz? Para o médico José Maria Soares, se a mulher deseja ser mãe, o primeiro passo é agir precocemente. Isso vai além da equação “comer menos e gastar mais.” Um tratamento eficaz envolve uma visão integral e multidisciplinar, que pode incluir: Mudança de estilo de vida (reeducação alimentar e atividade física). Acompanhamento psicológico para lidar com ansiedade, compulsão alimentar e imagem corporal. Tratamento medicamentoso, quando indicado, sob rigoroso controle médico. Cirurgia bariátrica para casos de obesidade mórbida (IMC ≥ 35 kg/m² com comorbidades ou ≥ 40 kg/m², sem comorbidades), com evidências de melhora da fertilidade e redução de riscos obstétricos. E, quando o teste dá positivo, os cuidados continuam. Durante a gestação, não é indicado iniciar uma dieta restritiva ou o uso de medicamentos para emagrecer, como os análogos de GLP-1. Esses devem ser suspensos meses antes da concepção para a segurança do bebê. “Invista em um acompanhamento multidisciplinar com nutricionista, educador físico e seu ginecologista. Seu corpo e seu futuro filho agradecerão”, destaca o médico. O acompanhamento profissional é o principal aliado ainda para reduzir complicações durante a gestação. Mulheres com obesidade têm maior risco de diabetes gestacional, pré-eclâmpsia, aborto espontâneo, parto prematuro e macrossomia fetal — o que pode repercutir em maiores taxas de cesarianas. Outros riscos da obesidade para a saúde da mulher Cânceres ginecológicos: o excesso de tecido adiposo — principalmente na região abdominal — pode estar associado à resistência insulínica e aumentar o risco de câncer de endométrio, mama e ovário. Dificuldade na menopausa: a obesidade está relacionada à maior incidência de sintomas climatéricos mais intensos (como ondas de calor). Incontinência urinária. Distúrbios menstruais. Síndrome dos ovários policísticos (SOP). Números que chocam Segundo a Febrasgo, mulheres com obesidade e anovulação crônica têm risco aumentado de 1,2 a 7,1 vezes para câncer de endométrio em comparação com mulheres com peso normal; Mulheres na menopausa e com excesso de peso relatam mais ondas de calor e suores noturnos; Ganho de peso na fase climatérica tende a elevar o risco de doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2 e alguns tipos de câncer; A obesidade está associada a maior sobrecarga do assoalho pélvico, o que contribui para a perda de urina e o prolapso genital.",
"title": "Pequena perda de peso já pode aumentar a fertilidade, diz médico"
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