Mpox: tem vacina no SUS contra o vírus?
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February 25, 2026
O surgimento de novos casos de mpox no Brasil tem deixado muitas famílias apreensivas. Ao todo, o país já confirmou mais de 80 casos. Na última semana, a Organização Mundial da Saúde alertou sobre uma nova cepa recombinante do vírus, identificada no Reino Unido e na Índia. Varíola dos macacos: especialistas alertam sobre os principais sintomas Crescer Para os pesquisadores, o cenário indica que o vírus vem circulando mais amplamente. Diante dessa situação, é comum surgir a dúvida: existe vacina para a mpox no SUS? A resposta é sim! No entanto, o imunizante é destinado a grupos vulneráveis. 💉 Vacina para a mpox O Brasil adquiriu a vacina contra a mpox com o objetivo de imunizar pessoas dos seguintes grupos: Pessoas que vivem com HIV Funcionários de laboratórios que manipulam o vírus Pessoas que tiveram contato direto com fluidos e secreções corporais de pessoas suspeitas, prováveis ou confirmadas para mpox, cuja exposição seja classificada como de alto ou médio risco, conforme recomendações da OMS, mediante avaliação da vigilância local. O esquema vacinal prevê duas doses com intervalo de quatro semanas entre elas. Nova vacina No final de 2024, a OMS autorizou uma vacina contra Mpox para crianças a partir de 1 ano de idade. Até então, as vacinas aprovadas pela OMS só podiam ser administradas para maiores de 12 anos. “A listagem de uso emergencial da OMS da vacina LC16m8 contra mpox marca um passo significativo em nossa resposta à emergência atual, fornecendo uma nova opção para proteger todas as populações, incluindo crianças”, disse Yukiko Nakatani, Diretora-Geral Assistente da OMS para Acesso a Medicamentos e Produtos de Saúde, na ocasião. A ideia é que o imunizante seja aplicado em uma única dose, usando uma agulha bifurcada. Por enquanto, a LC16m8, que pode ser usada em crianças pequenas, só foi aprovada para uso emergencial. Ela não é indicada para gestantes e pessoas imunocomprometidas. Em setembro do ano passado, os Centros de Controle e Prevenção de Doenças da África informaram que a vacina seria aplicada na República Democrática do Congo (RDC) para reunir dados importantes sobre o mundo real. A LC16m8 — utilizada contra a varíola e mpox — é uma vacina viva atenuada produzida pela fabricante japonesa KM Biologics. Há décadas, a vacina foi licenciada no Japão para o tratamento da varíola e foi utilizada em surtos anteriores contra a mpox. Varíola dos macacos muda de nome e agora passa a se chamar “mpox” Mpox: OMS aprova vacina para uso emergencial em crianças a partir de 1 ano Mpox em crianças: sintomas, transmissão, prevenção e tratamento Mpox: o que é? De acordo com o Instituto Butantan, a mpox é considerada uma “zoonose silvestre”. Ou seja, isso significa que ela é causada por um vírus que infecta macacos, mas que eventualmente pode também contaminar humanos. Por um tempo, a doença foi chamada de varíola dos macacos. No entanto, a nomenclatura foi repensada após a OMS começar a receber reclamações de que o antigo nome é racista e ajuda a criar um estigma em relação à doença. Em várias reuniões, públicas e privadas, vários indivíduos e países levantaram preocupações e pediram à OMS que propusesse uma maneira de mudar o nome, dizia o comunicado. Onde surgiu a mpox? A descoberta inicial do vírus ocorreu em macacos em um laboratório dinamarquês em 1958. Por isso, o nome monkeypox anteriormente. Anos depois, uma criança da República Democrática do Congo foi o primeiro caso humano identificado em 1970. Atualmente, existem duas linhagens do vírus: Da África Ocidental e o da Bacia do Congo (África Central): parecem causar quadros menos graves; Da Bacia do Congo: causa quadros mais agressivos com uma taxa de mortalidade de 10,6%; Quais são os sintomas da mpox? Os sintomas iniciais incluem: Febre; Dor de cabeça; Dores musculares; Dores nas costas; Calafrios; Cansaço exagerado. É preciso ficar atento porque a doença também pode se manifestar em forma de lesões na pele, parecidas com as causadas pela catapora. Elas tendem a aparecer primeiro no rosto e depois se espalham para outras partes do corpo, incluindo os genitais. Como ocorre a transmissão? A principal via de transmissão é pelo contato direto com uma pessoa infectada, especialmente durante: Sexo; Abraço; Beijo ou toque; Por materiais contaminados. “Pode ser do indivíduo que está com as lesões de pele na toalha, no lençol, pelo contato pele a pele… E pode ser também por transmissão respiratória, mas ainda assim exige um contato mais próximo”, explica Renato Kfouri, infectologista, presidente do Departamento de Imunizações da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e colunista da CRESCER. Existe também uma possibilidade de transmissão da gestante para o feto, mas ainda não há estudos suficientes para comprovar essa hipótese. Qual é o tratamento? De acordo com a OPAS, ainda não há tratamentos específicos para a infecção pelo vírus da mpox. Os sintomas costumam desaparecer espontaneamente, sem necessidade de tratamento. Desse modo, a atenção clínica deve ser otimizada ao máximo para aliviar os sintomas, manejar as complicações e prevenir as sequelas em longo prazo. É essencial cuidar da erupção, deixando-a secar, se possível, ou cobrindo-a com um curativo úmido para proteger a área, se necessário. Evite ainda tocar em feridas na boca ou nos olhos. Como prevenir a mpox? A principal medida a ser adotada para controlar o avanço da doença é identificar os casos precocemente. Além disso, alertar a população quanto aos sintomas e orientar o isolamento de grupos que estejam com casos suspeitos. “Essa é a grande dificuldade dessa doença: ela tem um período de contaminação muito grande, então o isolamento deveria ser de 4 a 6 semanas, o que é muito difícil de manter, por isso que ela acaba se espalhando”, esclareceu o infectologista.
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