{
"$type": "site.standard.document",
"bskyPostRef": {
"cid": "bafyreias57lzausyhtskonutkhcauvy7gzvytgvzzggpca72zapydyax6i",
"uri": "at://did:plc:qvpgc4tnvvaveshvev5a2fu3/app.bsky.feed.post/3mfr3f4hed5b2"
},
"coverImage": {
"$type": "blob",
"ref": {
"$link": "bafkreidclim2uwyumjpph76elpal5tdcl24y7bmgj6n34cn3aje5zvaynq"
},
"mimeType": "image/jpeg",
"size": 47879
},
"path": "/criancas/saude/noticia/2026/02/ansiedade-de-separacao-por-que-acontece-e-como-acolher-o-bebe.ghtml",
"publishedAt": "2026-02-25T15:54:48.000Z",
"site": "https://revistacrescer.globo.com",
"tags": [
"crescer"
],
"textContent": "\nPara muitas mães, a cena é conhecida: basta se afastar para o choro começar. O bebê estica os braços pedindo colo, se agita e parece inconsolável. Apesar de angustiante, a situação não indica que algo grave aconteceu, mas apenas que o bebê ainda não consegue entender que a saída é temporária. Essa reação é conhecida como ansiedade de separação e faz parte do desenvolvimento infantil. Como amenizar a ansiedade de separação? (Foto: Thinkstock) Crescer “Por volta dos 11 meses, o bebê passa por mudanças ligadas ao amadurecimento neurológico e emocional. Nessa fase, a ansiedade de separação se torna mais evidente, com choro intenso quando nota a ausência dos cuidadores, mesmo que por poucos segundos”, explica Elias EL Mafarjeh, pediatra do Hospital Sírio-Libanês (SP). Nessa fase, é importante que os cuidadores ofereçam segurança e conforto e reforçem com gestos, voz e presença que sempre retornarão. Observar, acolher e conversar com o bebê ajuda a reduzir a ansiedade e fortalece o vínculo. A seguir, veja quais são os sinais da ansiedade de separação e quando procurar ajuda. A ansiedade de separação na infância Sim. A ansiedade de separação é uma etapa comum do desenvolvimento infantil e costuma aparecer com frequência nos primeiros anos de vida. Pode se manifestar mesmo quando a criança cresce em um ambiente afetivo seguro, com cuidadores atentos e presentes. “Do ponto de vista emocional, a ansiedade de separação é uma resposta de proteção que surge quando a criança percebe a ausência, real ou antecipada, da sua principal figura de cuidado. Nesse momento, o sistema de apego é ativado para garantir proximidade, provocando respostas como protesto, busca e sinais de necessidade”, explica Maiumi Souza, psicóloga especialista em Gestalt-Terapia e Desenvolvimento Infantil. Com o amadurecimento, geralmente por volta dos 2 anos, a criança começa a compreender que a separação não é definitiva, e os sinais tendem a diminuir gradualmente. Ainda assim, cada criança tem seu próprio ritmo, e o processo pode variar de acordo com o temperamento e as experiências individuais. Cantar para o bebê pode ajudar no desenvolvimento da fala, aponta estudo Algumas situações também podem intensificar a ansiedade de separação, como: Mudanças na rotina; Chegada de um novo irmão; Ingressar ou mudar de escola; Experiências de perda; Adoecimento de algum familiar. Como identificar sinais de ansiedade de separação É comum observar choro intenso, gritos e protestos, além de dificuldade para se separar dos cuidadores, busca constante por proximidade e maior necessidade de contato físico. Também podem surgir irritabilidade, inquietação e dificuldade para dormir. Em alguns casos, a ansiedade se manifesta por sintomas físicos, como dor abdominal, náusea ou vômitos, especialmente em situações que envolvem separação, como ir à escola ou permanecer com outras pessoas. De acordo com a psicóloga Maiumi Souza, crianças que vivenciam relações consistentes e responsivas tendem a protestar diante da separação, mas conseguem se reorganizar emocionalmente e se acalmar com o retorno do cuidador. Já vínculos marcados por inconsistência ou imprevisibilidade costumam gerar reações mais intensas e prolongadas. Veja quais são as melhores estratégias para diminuir a ansiedade de separação (Foto: Shutterstock) Crescer Estratégias para acolher o bebê e reduzir o sofrimento Com o acolhimento e uma rotina previsível, geralmente, a ansiedade de separação diminui com o tempo. Pequenas atitudes do dia a dia podem ajudar a tornar essa fase mais tranquila para a criança: Introduzir a ideia de separação aos poucos Brincadeiras simples ajudam o bebê a perceber que a ausência não é permanente. Jogos em que o cuidador sai por alguns instantes do campo de visão e retorna logo depois mostram, de forma lúdica, que o afastamento acontece, mas o reencontro também faz parte da experiência. Avisar sempre antes sair A recomendação é evitar sair sem se despedir. Conversar com a criança, explicar de forma simples o motivo da saída e quando pretende voltar contribui para a construção de confiança, mesmo considerando que imprevistos podem acontecer. Não evitar a separação por medo do choro Evitar separações por medo da reação da criança pode reforçar a ansiedade. Atitudes que parecem protetoras, como abrir exceções constantes, podem dificultar que ela desenvolva recursos para lidar com o afastamento. Manter despedidas calmas e seguras Despedidas breves e tranquilas transmitem segurança. Quando o adulto demonstra confiança, a criança tende a se sentir mais protegida. Excesso de culpa, hesitação ou prolongar o momento pode aumentar a sensação de ameaça. Propor outras atividades durante a ausência Antecipar experiências agradáveis ajuda a reduzir a ansiedade, como brincar, ir à escola ou permanecer com pessoas de confiança enquanto o cuidador não está presente. Não repreender o choro O choro é uma forma de expressão emocional. Em vez de repreender, é importante reconhecer o sentimento e ajudar a criança a atravessar esse momento com apoio e presença emocional. SP sanciona lei que permite uso de protetores auriculares para alunos com autismo Quando buscar ajuda especializada É importante procurar ajuda especializada quando o sofrimento da criança é intenso ou persistente. A intervenção também é necessária se a ansiedade começa a interferir no desenvolvimento, na vida escolar ou nos vínculos. Além disso, os pais devem buscar apoio quando se sentirem exaustos, confusos ou culpados, ou quando a separação desperta experiências traumáticas que não foram resolvidas durante a vida. “A psicoterapia infantil não atua sobre a criança de forma isolada, mas no campo relacional em que ela está inserida. A ideia é ajudar a criança a simbolizar o medo, fortalecer recursos de autorregulação emocional, apoiar os pais e reorganizar padrões de vínculo que sustentam a ansiedade”, complementa a psicóloga Maiumi Souza. Com o acompanhamento adequado, a criança aprende a se afastar de forma gradual e segura, desenvolvendo confiança para explorar o mundo. Os cuidadores, por sua vez, recebem orientações para conduzir as separações de maneira consistente, tornando esses momentos menos estressantes para todos. Desequilíbrio de minerais no cérebro pode ajudar a explicar epilepsia infantil grave, diz estudo Dúvidas frequentes O que é ansiedade de separação em crianças? A ansiedade de separação ocorre quando o bebê ou a criança pequena reage com choro ou angústia ao se afastar dos pais ou cuidadores. Essa reação é considerada parte do desenvolvimento infantil e reflete a necessidade de segurança, proteção e vínculo afetivo. Quando a ansiedade de separação começa e termina? Essa fase costuma surgir entre os 6 e 12 meses, se intensifica por volta dos 11 meses e geralmente diminui a partir dos 2 anos. Com o amadurecimento, a criança entende que a separação é temporária e que os pais ou cuidadores voltam após a ausência. Como saber se a ansiedade de separação é normal? É esperado que a criança chore ou se apegue aos cuidadores ao se separar, mas também que consiga se acalmar e retomar o interesse pelo ambiente em pouco tempo. Quando a ansiedade diminui gradualmente, as separações acontecem de forma segura e a rotina se mantém previsível, o comportamento está dentro do esperado e faz parte de um desenvolvimento saudável. Como ajudar uma criança com ansiedade de separação? Pais e cuidadores devem validar os sentimentos da criança, demonstrando que compreendem sua angústia, manter uma rotina previsível, realizar despedidas curtas e claras e incentivar atividades durante a separação. Essas atitudes ajudam a reduzir o desconforto sem reforçar o medo. Quais sinais indicam que a ansiedade de separação é preocupante? É importante procurar ajuda profissional se a criança apresentar choro intenso e prolongado, sintomas físicos frequentes, como dor de barriga ou vômitos, medo de perder os pais, evitação persistente de situações de separação ou regressões comportamentais. Nesses casos, a ansiedade pode estar interferindo no desenvolvimento emocional e social da criança.",
"title": "Ansiedade de separação: por que acontece e como acolher o bebê?"
}