Protetor solar infantil no verão: como escolher a fórmula certa e proteger toda a família de forma prática e segura
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February 23, 2026
Sol, férias, piscina, praia, parque. O verão convida para fora de casa, mas também acende um alerta importante: a proteção solar infantil precisa ser prioridade. Segundo a dermatologista Ana Coutinho, Head da área médica da ISDIN, proteger a pele das crianças vai muito além de evitar queimaduras. Trata-se de saúde a longo prazo. Veja dicas de como escolher o protetor solar ideal para a sua família Freepik “A pele da criança é mais fina, mais vulnerável e absorve substâncias com maior facilidade. Por isso, a escolha do protetor solar precisa ser criteriosa”, explica a especialista. Em entrevista à CRESCER, ela detalha como o filtro solar age na pele, as diferenças entre fórmulas infantis e adultas e quais hábitos ajudam a tornar o verão mais seguro para toda a família. Camiseta infantil com proteção UV: 5 opções para usar no sol intenso Como o protetor solar age na pele das crianças O protetor solar funciona como um escudo contra a radiação ultravioleta, responsável por queimaduras, envelhecimento precoce e aumento do risco de câncer de pele. Existem dois principais tipos de filtros: físicos e químicos. Os filtros físicos, como óxido de zinco e dióxido de titânio, criam uma barreira sobre a pele que reflete a radiação solar, como um espelho. “Eles não são absorvidos pelo organismo e raramente causam alergias, sendo a melhor escolha para bebês e crianças com pele atópica”, afirma Ana Coutinho. Já os filtros químicos absorvem a radiação e a transformam em calor. Embora sejam eficazes, podem ser mais irritantes em peles sensíveis. Segundo a médica, a recomendação da Sociedade Brasileira de Pediatria é clara: Abaixo de 6 meses: não usar protetor solar. A proteção deve ser apenas mecânica, com roupas e sombra. De 6 meses a 2 anos: uso liberado, preferencialmente com fórmulas pediátricas. Acima de 2 anos: a pele está mais resistente, mas os produtos infantis seguem sendo a escolha mais segura até a pré-adolescência. Protetor solar infantil x adulto: qual a diferença? No dia a dia corrido, muitas mãs se perguntam se o protetor que elas passam poderia ser aplicado nas crianças. De acordo com Ana, a principal diferença está na composição e no potencial irritativo, dois pontos importantes para se levar em conta na hora de tomar a decisão de usar ou não. As fórmulas infantis priorizam filtros físicos, são hipoalergênicas, não contêm fragrâncias e são desenvolvidas para não arder os olhos. Já os protetores adultos, frequentemente, incluem fragrâncias, conservantes e filtros químicos mais complexos, além de ativos para controle de oleosidade. “Se não houver nenhuma possibilidade de usar um filtro pediátrico, é melhor aplicar o protetor de adulto do que deixar a criança exposta ao sol. Mas essa deve ser uma solução emergencial”, orienta a dermatologista. Na prática, a mãe precisa ler o rótulo com atenção. Busque termos como “uso pediátrico”, “hipoalergênico”, “sem fragrância” e “testado dermatologicamente”. Para crianças com dermatite ou pele sensível, filtros físicos são especialmente recomendados. Criança brincando na praia Freepik Gestantes, lactantes e a atenção ao melasma Durante a gestação, as alterações hormonais aumentam significativamente o risco de melasma, aquelas manchas escuras que surgem principalmente no rosto. “O uso de protetor solar adequado é fundamental. Damos preferência aos filtros com cor, porque o pigmento cria uma barreira adicional contra a luz visível, inclusive de lâmpadas e telas”, explica Ana Coutinho. Gestantes e lactantes devem optar por fórmulas seguras, com ativos permitidos pela Anvisa, e evitar produtos com potencial irritante. O acompanhamento com dermatologista ajuda a individualizar a escolha. Vale lembrar que o cuidado não é apenas estético. Manchas podem ser difíceis de tratar e impactar a autoestima no pós-parto. Dezembro laranja conscientiza sobre o câncer de pele: prevenção começa na infância Além do protetor solar: hábitos que protegem no verão A proteção solar infantil não se resume ao frasco na bolsa. Segundo a especialista, trata-se de um conjunto de medidas. Roupas com proteção UV são grandes aliadas, especialmente para crianças que passam longos períodos ao ar livre. Chapéus de abas largas e óculos de sol com proteção UV complementam o cuidado. Outro ponto importante é a chamada “regra da sombra”: se a sombra projetada no chão for menor do que a própria altura da pessoa, o sol está mais agressivo. Nesse caso, o ideal é evitar exposição direta, especialmente entre 10h e 16h. Hidratante infantil: 6 produtos para maior proteção à pele dos pequenos Mesmo dentro de casa, a atenção continua necessária. “O vidro não bloqueia completamente os raios UVA. Se a criança brinca perto de janelas com muita incidência solar, o uso do protetor ainda é indicado”, alerta. Para curtir o verão com mais segurança, vale estabelecer uma rotina: aplicar o protetor 15 a 30 minutos antes da exposição, reaplicar a cada duas horas ou após mergulhos e incentivar pausas na sombra. No fim das contas, proteger a pele na infância é um investimento no futuro. A cada reaplicação, a mãe não está apenas prevenindo uma queimadura. Está ajudando a construir uma relação mais saudável com o sol e preservando a saúde da pele do filho por toda a vida. A seguir, confira uma seleção especial de protetores solar e acessório para toda a família: Protetor solar facial em creme SPF 50+, Shiseido, R$329 | Pediatrics Stick, ISDIN, R$139,90 | Protetor Solar Infantil FPS 50, Natura Solar, R$149,90 Divulgação Protetor Solar Facial Episol Intense Stick FPS 50 Sem Cor, Mantecorp Skincare, R$109,90 | Chapéu Bucket Infantil FPU50+, Ollie, R$139 Divulgação Protetor Solar em Pó, CARE, R$179 | Spray FPS 70 Kids, Helioderm, R$76,90 | Protetor Solar Alta Proteção FPS 50+, Mustela, R$ 199,79 Divulgação Protetor Solar Baby FPS 40, Avon, R$61,90 | Beach Defense Bastão Kids FPS 60, Neutrogena, R$129,90 | Bastão Facial Protetor Solar FPS 60, Ricca, R$54,99 Divulgação
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