{
"$type": "site.standard.document",
"bskyPostRef": {
"cid": "bafyreifnnmx3xyb5rtzkb563yowyvwfpy7ejocmydpyx3qeup7hf4t2tke",
"uri": "at://did:plc:qvpgc4tnvvaveshvev5a2fu3/app.bsky.feed.post/3mfcj4mmddzc2"
},
"coverImage": {
"$type": "blob",
"ref": {
"$link": "bafkreigiizlg23rco7k5sh2hpnbgil4nhkwjv5gzdiy4fw5ovanw4effg4"
},
"mimeType": "image/jpeg",
"size": 92217
},
"path": "/saude/noticia/2026/02/mae-revela-primeiros-sinais-da-ela-doenca-que-causou-morte-de-eric-dane-de-greys-anatomy.ghtml",
"publishedAt": "2026-02-20T13:50:09.000Z",
"site": "https://revistacrescer.globo.com",
"tags": [
"crescer",
"@irenicecandido"
],
"textContent": "\nQuem é fã da série médica Grey's Anatomy acordou com uma triste notícia nesta sexta-feira (20). O ator Eric Dane — que ficou muito conhecido por interpretar Mark Sloan — faleceu na última quinta-feira (19) após uma longa luta contra a ELA (Esclerose Lateral Amiotrófica) — doença degenerativa. Irenice Candido Lima perdeu a capacidade de falar Arquivo Pessoal/Getty Images A notícia foi confirmada pela família do ator à revista norte-americana People. Com o coração pesado, compartilhamos que Eric Dane faleceu na tarde de quinta-feira após uma corajosa batalha contra a ELA”, diz um comunicado da família do ator. “Ele passou seus últimos dias cercado por queridos amigos, sua esposa dedicada e suas duas lindas filhas, Billie e Georgia, que eram o centro de seu mundo.” O ator, que tinha 53 anos, foi diagnosticado com a doença em abril do ano passado e, desde então, passou a dar visibilidade para a sua condição. “Ao longo de sua trajetória com a ELA, Eric tornou-se um defensor apaixonado da conscientização e da pesquisa, determinado a fazer a diferença para outros que enfrentam a mesma luta. Ele fará muita falta e será sempre lembrado com carinho. Eric adorava seus fãs e é eternamente grato pelo amor e apoio que recebeu. A família pediu privacidade enquanto navega por esse tempo impossível.” Eric Dane Getty Images Assim como Eric Dane, Irenice Candido Lima, de Imperatriz (MA), também foi diagnosticada com essa condição. Devido à ELA, a advogada, que tem um filho de 12 anos, perdeu a capacidade de falar. Em entrevista anterior à CRESCER, ela conta que os primeiros sintomas que sentiu foram: Perda de força; Fraqueza dos músculos; Dificuldade para andar e comer; O caminho até o diagnóstico não foi fácil. Em 2018, Irenice precisou do suporte de um respirador domiciliar e ainda passou por um procedimento para a inserção de um tubo de alimentação. Foi uma longa jornada e peregrinação. Estive em várias capitais do Brasil e os médicos não conseguiam chegar a um diagnóstico. A falta de conhecimento da doença é o maior desafio e também a ausência de profissionais que conheçam e possam dar o atendimento necessário Com o passar do tempo, o quadro da maranhense foi ficando cada vez mais crítico. “As dificuldades foram avançando dia após dia e me impedindo de fazer as mínimas coisas. Eu me formei em direito, passei no exame da ordem antes de me formar. Recebi minha carteira e, em 7 meses, a doença chegou e só foi piorando, não pude exercer. Fazia faculdade levando o João Paulo comigo no colo”, ela lembrou. Em novembro, ela já não tinha mais voz. Primeiro, a mãe teve um quadro de disartria — condição que faz com que a pessoa deixe de pronunciar as palavras corretamente. “Já sabia que perder a fala era questão de tempo”, disse. Dia 5 de novembro de 2020, véspera do meu aniversário, a voz foi embora por total”. Em meio aos obstáculos do tratamento, a maranhense ainda enfrenta o desafio de apoiar o filho durante esse momento delicado. “Essa foi a parte mais difícil e dolorosa para mim”, admitiu. João Paulo é autista e, desde muito pequeno, acompanhou as complicações de saúde da mãe. “Ele tinha apenas 3 anos quando comecei a sentir os primeiros sintomas e não conseguia mais colocá-lo no colo. Eu chorava quando ele pedia. Ele passou por psicólogos para entender. Mas, até hoje, quando passo mal, ele entra em desespero”, explicou. Mãe com doença degenerativa surpreende filho ao parabenizá-lo com voz gerada por Inteligência Artificial Mãe com doença degenerativa supera obstáculos para amamentar A fala pela IA Em seu perfil no Instagram (@irenicecandido), em janeiro do ano passado, a advogada compartilhou um momento emocionante na festa de aniversário de seu filho. “Em todos os seus aniversários, eu sempre fazia um discurso de gratidão a Deus pela sua vida. 2020 foi a última vez que Deus me permitiu falar com o som da minha voz. Nos anos seguintes, senti uma dor imensurável pelo silêncio que a doença me trouxe”, escreveu a mãe na legenda da postagem. João Paulo conseguiu ouvir a voz da mãe em seu aniversário graças à Inteligência Artificial. Nas redes sociais, Irenice sempre se deparava com internautas usando a Inteligência Artificial para reproduzir a voz de outras pessoas, em muitos casos, com má- intenção. No entanto, a advogada viu que o recurso também poderia ser usado de uma forma benéfica. Com a ajuda de um amigo, a mãe decidiu usar a tecnologia para passar uma mensagem para o filho em seu aniversário. “Ele me pediu um áudio, antes de perder a voz. Mandei um vídeo da formatura, quando fui oradora da turma. Ele fez e ficou muito igual. Foi a forma que encontrei de matar um pouco da nossa saudade de conversar e dizer com o som os parabéns. Nós dois temos muita saudade, ele diz que seu maior sonho é me ver curada e falando novamente”, relatou. A maranhense agradece aos avanços da tecnologia por proporcionar a ela um momento tão único. “Se usada para o bem, ela pode fazer maravilhas. Sem ela, jamais poderia ouvir a minha voz novamente e nem tão pouco dar ao meu filho essa alegria. O choro dele e o meu, na hora que começou o áudio, foi de uma saudade que dói para nós dois e ouvir é reviver coisas boas. Tentei segurar o choro, mas quando ele começou a chorar, choramos juntos. Só nós dois sabemos o tamanho da importância. E todos os presentes ficaram emocionados. A tecnologia é vida, só saber usar”, finalizou. O que é ELA A Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) é uma condição que afeta o sistema nervoso de forma degenerativa e progressiva, causando paralisia motora irreversível. Infelizmente, não há cura para a doença. A descrição do seu nome, Esclerose Lateral Amiotrófica, significa. Esclerose — endurecimento e cicatrização; Lateral — endurecimento da porção lateral da medula espinhal; Amiotrófica — fraqueza que resulta na redução do volume real do tecido muscular, atrofia. Quais são as causas? Não há ainda todas as respostas sobre as causas da ELA. No entanto, os pesquisadores já apontaram que cerca de 10% dos casos estão relacionados a um defeito genético. Nesse caso, os neurônios dos pacientes acometidos pela doença se desgastam ou morrem e já não conseguem mais mandar mensagens aos músculos. A curto e médio prazo, a doença causa enfraquecimento dos músculos, contrações involuntárias e incapacidade de mover os braços, as pernas e o corpo. Quando os músculos do peito param de trabalhar, fica muito difícil respirar por conta própria. Quais são os sintomas de ELA? Em geral, os sintomas da ELA começam a aparecer após os 50 anos, mas pessoas jovens também podem apresentar sinais. Entre os sintomas estão: Perda gradual de força e coordenação muscular; Incapacidade de realizar tarefas rotineiras, como subir escadas, andar e levantar; Dificuldades para respirar e engolir; Engasgar com facilidade; Babar; Gagueira (disfemia); Cabeça caída; Cãibras musculares; Contrações musculares; Problemas de dicção, como um padrão de fala lento ou anormal (arrastando as palavras); Alterações da voz, rouquidão; Perda de peso. Com informações do Ministério da Saúde",
"title": "Mãe revela primeiros sinais da ELA — doença que causou morte de Eric Dane, de Grey's Anatomy"
}