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Fonoaudióloga revela por que nunca colocaria esses 9 nomes nos seus filhos

Crescer - O principal portal de notícias para pais, mães e gráv… February 20, 2026
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Escolher o nome do bebê é sempre uma tarefa desafiadora. São muitos os fatores a considerar antes de bater o martelo — da sonoridade ao significado, das homenagens de família à combinação com o sobrenome. E, mesmo quando a decisão parece tomada, alguns pontos importantes podem passar despercebidos. Você já pensou, por exemplo, que certos nomes podem ser mais difíceis para as crianças aprenderem a falar ou escrever? Débora é fonoaudióloga infantil há 8 anos Arquivo pessoal Foi a partir dessa reflexão que Débora Evelyn Dos Santos, 37, de Santo André (SP), que atua há mais de oito anos como fonoaudióloga infantil, destacou alguns nomes populares que ela, com base em sua experiência clínica, nunca colocaria nos próprios filhos. Fonoaudióloga dos EUA revela por que nunca daria esses 3 nomes aos filhos — um é muito popular no Brasil Enfermeiras revelam piores nomes de bebês que já ouviram: 'Inacreditáveis' Veja alguns deles: Lorenzo Bernardo Carolina Lorena Clara Aurora Gabriel Sara Murilo "Todos esses nomes têm um som (fonema) em comum, que é o /R/. Alguns tem o R em que precisamos vibrar a língua, como em caRolina, ou o R em que precisamos deixar a língua ‘flutuar’ como em beRnaRdo", explica, em entrevista exclusiva à CRESCER. Além do /R/, ela afirma que alguns destes nomes também possuem os sons /L/ /Ç/ e /Z/. "O som desses R’s já são considerados complexos para a criança aprender a falar. Quando juntamos mais sons que também têm a sua complexidade, como o L e o Z, cientificamente esperamos que ela aprenda essa sequência de sons na mesma palavra até os 5 anos", diz. Segundo ela, a maioria aprende, mas alguns podem precisar de terapia fonoaudiológica para conseguir desenvolver essa habilidade. "Com ou sem terapia, a criança pode demorar 5 anos para conseguir falar o seu próprio nome, o que pode causar frustrações", ressalta. "Convivo com essa cena em consultório há pelo menos 8 anos e eles detestam quando perguntam seu nome e precisam falar um apelido ou encurtar de forma que consigam pronunciá-lo", acrescenta. Viralizou! Débora resolveu publicar vídeos no seu perfil do Instagram (@debora.evelynn) contando sobre os nomes que não colocaria nos filhos e viralizou, com alguns deles alcançando mais de 400 mil visualizações. Ela nunca imaginou que as gravações fariam tanto sucesso, mas foi uma ótima surpresa. "Achei que poderia chamar a atenção pelos nomes, mas fiquei com medo de que as pessoas não entenderiam. Mas foi o contrário, a maioria entendeu e entrou na brincadeira comentando coisas como ‘eu vendo com um Bernardo e uma Lorena em casa’ e comentários de pais dizendo que chegaram a mudar a escolha de nome por perceber que nem eles mesmos conseguiriam pronunciar o nome da criança corretamente", conta. Menos de 50 pessoas têm esses nomes no Brasil - descubra quais são A fonoaudióloga ficou muito contente com toda a repercussão. "Isso é muito motivador, vejo que consegui passar uma informação técnica de uma forma em que as pessoas entendessem", comemora. Initial plugin text 3 dicas para escolher o nome do filho Para ajudar pais que estão indecisos, Débora separou algumas dicas para escolher o nome do bebê. Confira: 1. Não pensar apenas no apelido Muitas vezes, os pais já decidem o nome pensando no apelido pelo qual o filho vai ser chamado. Mas, para a fonoaudióloga, este não é o melhor caminho. "A criança precisa entender qual é o real nome dela além do apelido. Em lugares formais, ela será chamada pelo nome e, na escola, ela precisará aprender a escrever o seu nome real", diz. 2. Leve a pronúncia e a escrita em consideração Débora sugere que os pais evitem fonemas difíceis e ortografias muito complexas. "Se é um nome que até os adultos confundem, falam ou escrevem errado, com certeza você vai abrir margem para que a criança tenha dificuldades em relação a isso", afirma. 5 vezes que o registro do nome dos bebês não saiu como o esperado 3. Observe o filho mais novo, se tiver A terceira dica é para quem já tem filhos. "Observe se o seu filho pequeno - a partir de 4 ou 5 anos - já consegue falar o próprio nome (não apelido) corretamente. Se ele não conseguir, aconselho procurar uma fono de confiança, pois é bem possível que isso esteja sendo uma frustração na vida desse pequeno", finaliza.

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