"Cara de Um, Focinho de Outro": equipe da Pixar viveu imersão na natureza para retrato realista do mundo animal
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February 19, 2026
A nova animação original da Pixar, "Cara de Um, Focinho de Outro", traz um mergulho no mundo animal. Com estreia marcada para 5 de março nos cinemas brasileiros, o filme acompanha Mabel, uma jovem defensora dos animais, que transporta a própria mente para um castor robótico realista para se misturar à natureza e salvar o lar deles. Mabel com o castor robô Divulgação/Disney O longa leva os espectadores a uma jornada educativa. Para isso, a produção contou com uma extensa pesquisa, envolvendo especialistas em biologia e visitas a habitats dos animais. O criador do projeto, o diretor e roteirista Daniel Chong conta que, enquanto desenvolvia a ideia inicial, ouviu falar sobre como o ecossistema do Parque Nacional de Yellowstone evoluiu quando lobos foram reintroduzidos ao local. A chegada dos canídeos curiosamente fez outros animais voltarem também e, entre eles estavam os castores, cujas construções ampliaram ainda mais a fauna e a flora do local. Com essa história em mente, o cineasta definiu que o longa iria girar em torno dos roedores. 'Cara de Um, Focinho de Outro': novo filme da Disney e Pixar ganha primeiro trailer; assista 'Toy Story 5': Pixar revela visual de Buzz e Woody e detalhe chama a atenção “Os castores são uma espécie fundamental que consegue sustentar a vida selvagem de uma forma muito singular, e ficou muito claro que eles seriam os veículos perfeitos para o filme contar essa história”, explicou Chong. “Além disso, eles são super fofos e redondinhos!” Imersão na natureza Na animação, humanos conseguem "saltar" a consciência para o corpo de um castor robô Divulgação/Disney A partir daí, a equipe desenvolveu a aventura de Mabel. Na história, ela quer impedir que um bosque habitado por animais seja destruído por uma estrada idealizada por Jerry, prefeito que quer se reeleger. A saída encontrada pela jovem é “saltar” a própria mente para dentro de um castor robô realista e unir forças aos bichos para levá-los de volta ao seu lar. “Queríamos que a experiência fosse nova e original, mas também gostaríamos que o público sentisse a autenticidade e a presença palpável da natureza, como se estivesse num lugar familiar, para que se envolvesse com a história”, explicou a diretora de arte Bryn Imagire. Para isso, a equipe também resolveu se misturar à vida selvagem. Daniel Chong conta que eles visitaram o Parque Nacional de Yellowstone para aprender mais sobre a natureza e o comportamento dos animais. Para sentir na pele o que é ser um castor, entraram até numa toca abandonada. “Foi muito apertado! Mas, quando você entra, vê todos esses corredores e áreas intrincadas, quase como salas separadas”, contou. 'Elio': 'Filmes da Pixar fazem as pessoas chorarem e rirem, mas há outras emoções que podemos provocar', diz diretora "Cara de Um, Focinho de Outro" é a nova animação da Disney e Pixar Divulgação Consulta de especialista Além disso, o time de arte teve o reforço da doutora Emily Fairfax, professora universitária e PhD especializada em castores. “Nunca imaginei que isso faria parte da minha carreira científica, mas é, sem dúvidas, uma das oportunidades mais incríveis”, celebrou a cientista, que fez a consultoria sobre os roedores para o time da Pixar. Ela fez apresentações sobre os castores, ela tirou dúvidas e opinou sobre storyboards. Porém, a principal missão foi guiar uma viagem pelo estado do Colorado, onde o time de arte não apenas observou os bichos em seu habitat natural, como ainda tiveram a chance de nadar em uma lagoa de castores. “Foi muito importante para mim que o pessoal da Pixar se importasse tanto. Me importo muito com a comunicação científica e com o compartilhamento de todas as coisas incríveis que os castores fazem. Não há como eu alcançar tantas pessoas quanto este filme por meio de um artigo científico”, explicou. 'Ganhar ou perder': série da Pixar retrata problemas da atualidade de forma leve e lúdica Toda a pesquisa garantiu que a animação tivesse liberdade para soltar a imaginação e ainda assim fosse ancorada na biologia. “Precisávamos que [o filme] tivesse validade e autenticidade. A pesquisa e o tempo gastos na natureza foram realmente importantes para acertar isso”, concluiu Bryn Imagire.
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