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  "textContent": "\nVocê já viu aquele brinquedo que parece uma lousinha mágica, bem fininha, onde as crianças podem desenhar e apagar quantas vezes quiserem? Muita gente — como a gerente de mídia e influenciadora Renata Porto, 35 anos, de Goiânia (GO) — nem imagina que o produto funciona com bateria, acomodada em um compartimento fechado por uma peça pouco resistente. Isso significa que, enquanto a criança parece estar se divertindo com algo inofensivo, pode, na verdade, estar exposta a um risco sério. Para Renata Porto, os dias seguintes foram de puro pânico. Seu filho caçula, Pedro, de apenas 1 ano, sobreviveu por um milagre: nada explica como ele conseguiu passar tanto tempo com uma bateria presa no esôfago sem que a história terminasse em tragédia. O pequeno Pedro passou 12 horas com a bateria no esôfago Reprodução/ Instagram Em um vídeo, publicado em seu perfil no Instagram, Renata, que também é mãe de outras três crianças, conta que tinha saído para trabalhar na manhã de 13 de janeiro, quando recebeu uma ligação da babá. Ela dizia que ele parecia ter engasgado com alguma coisa. A funcionária, que é técnica em enfermagem, fez a manobra de desengasgo, mas não viu nada, além de muco e saliva. Ele parecia ter desengasgado, mas continuava estranho. “No telefone, perguntei de forma bem enfática se ele estava respirando e ela me afirmou que sim. Eu fiquei mais ‘tranquila’”, lembra a mãe, em entrevista a CRESCER. Mesmo assim, ela e o marido voltaram imediatamente para casa. “Fui dirigindo e rezando para que ficasse tudo bem”, relata. Ao chegar, percebeu que Pedro não estava normal. “Embora ele estivesse respondendo quando chamávamos, ele estava molinho e com excesso de saliva. Era muita saliva mesmo”, reforça. O objeto que ninguém viu O casal entrou em contato com um médico amigo da família, que orientou levar o pequeno em seu consultório. Lá, Pedro fez uma radiografia que mostrava, de fato, um objeto entalado em seu esôfago. O médico perguntou se havia chance de ser uma bateria e os pais responderam que não. “Achamos que era uma peça de brinquedo grande, de plástico. Ele vivia com ela na boca, mas, pelo tamanho, não achávamos que ele conseguiria engolir. Na hora, foi nossa primeira hipótese”, explica Renata, no vídeo. Pedro, provavelmente, teria de fazer uma endoscopia para retirada do objeto. Eles foram encaminhados a um hospital infantil. Lá, novamente, foram questionados sobre a chance de ser uma bateria e, mais uma vez, negaram categoricamente. As perguntas são feitas, justamente, porque, quando não se trata de bateria, o processo é diferente, não é considerado tão urgente. Foi nesse ponto que Renata sentiu a importância de contar a história para alertar outras famílias. “Se seu filho passar por um episódio de engasgo e você achar que desengasgou, mas não tiver visto o objeto expelido, vá com ele para a emergência. Além disso, se você não viu o que seu filho ingeriu, sempre tem chance de ser bateria. Então, você sempre vai responder que sim, no atendimento médico”, recomenda. Um verdadeiro milagre No caso de Pedro, como ainda não se sabia que era uma bateria, o protocolo seria aguardar algumas horas em jejum, para depois fazer a retirada. “Mas estávamos incomodados com essa espera e resolvemos ir para outra instituição médica, focada em aparelho digestivo”, conta Renata, no vídeo. O médico já tinha até feito a anestesia, mas, na hora, foi identificado que não daria para retirar. “Já havia se criado um tecido em torno do tal objeto”, explica. Retirar, ali, seria arriscado, porque havia um risco de perfuração de esôfago e, como o médico não era pediatra, nem tinha estrutura pediátrica, as complicações poderiam ser grandes. Eles precisaram buscar outro hospital. Enquanto isso, Renata conversava com um amigo de Brasília, que é cirurgião pediátrico. Ela mandou a imagem para ele, que insistiu que parecia muito ser uma bateria e ela disse que não tinha como. “O único lugar que tinha bateria, assim, mais fácil, era a balança do banheiro, que, ainda assim, fica em um lugar inacessível”, reforça. “Mas eu já tinha visto que a bateria estava lá. Então, não tinha chance”, diz. Em resumo, a bateria só foi retirada 12 horas depois. Havia uma necrose no local e, de fato, havia chance de ter ocorrido uma perfuração, que não pode ser descartada pelo exame de tomografia, feito no dia seguinte. Se houvesse essa perfuração, ele teria de fazer uma alimentação parenteral [feita pelas veias, diretamente na corrente sanguínea, sem passar pelo trato gastrointestinal] por vários dias. “Eu e meu esposo ficamos bastante preocupados porque não é simples. É bastante perigoso. Tem risco de infecção”, explica. Sem a confirmação de que não havia perfuração, os médicos não poderiam liberar a dieta e Pedro estava sem comer desde antes de engolir a bateria, às 8h30 da manhã do dia anterior. A mãe insistiu que repetissem a tomografia, antes de partir para a alimentação parenteral. Os médicos fizeram e conseguiram, finalmente, descartar a perfuração. O menino poderia começar uma dieta líquida, antes de uma dieta pastosa. “Mas em dois ou três dias, ele estaria em casa”, diz Renata. E foi o que aconteceu. “Ficamos 6 dias no hospital, de terça a domingo”, explicou, na entrevista. A mãe credita o fato de o pequeno ter saído bem da história a um verdadeiro milagre, alcançado por meio de uma forte corrente de orações. “Não discutimos com os médicos sobre as possíveis razões para ele não ter tido complicações gravíssimas e até óbito, pois, ao engolir uma bateria, a partir de 6 horas, os danos são enormes e causam sequelas para toda a vida. Ele ficou 12 horas com o objeto dentro dele”, diz ela. “Eu atribuo tudo isso à força das orações, mas humanamente falando, pode ter sido pela bateria já estar mais gasta, embora isso seja um pensamento totalmente leigo, meu mesmo”, analisa. Agora, Pedro está bem, mas precisará repetir os exames e fazer um acompanhamento do quadro, com os médicos. No entanto, até o momento ele não apresentou nenhum sinal de alerta, desde que recebeu a alta do hospital. Cuidado com os brinquedos Em casa, o cuidado com os brinquedos foi reforçado. “Passamos a ficar mais alerta com as ‘crianças soltas pela casa’. Sempre estimulamos que elas explorassem, mas confesso que depois do acontecido, se por algum momento não pudermos ficar em cima dele, prefiro deixar no cadeirão de alimentação com o cinto, pois ali ele pode brincar com algum brinquedo e está seguro. Também ficamos mais atentos com pecinhas pequenas em geral”, explica. A bateria que foi retirada do corpo de Pedro Reprodução/ Instagram Mais tarde, eles também descobriram a origem da bateria que o menino havia engolido. “Meu marido já havia vasculhado brinquedos, controles e possíveis objetos que podiam ter bateria e não encontrou de onde podia ter sido!”, conta. “Porém, depois da repercussão do vídeo de alerta, uma seguidora me mandou mensagem perguntando se tínhamos essa lousinha em casa. Tínhamos muitas porque ganhamos de lembrancinha em 9 a cada 10 aniversários. Sempre achei que era um brinquedo de desgaste. Não fazia ideia que tinha bateria e que o parafuso que a prende é bastante frágil, não precisando mais do que duas quedas para se soltar. Jogamos todos fora agora!”, disse Renata, que recomendou aos seguidores que façam o mesmo. Felizmente, foi um grande susto, que não terminou em tragédia. Mas vale o alerta sobre o reforço na segurança dos brinquedos, sobretudo os que funcionam com baterias! Assista ao vídeo de Renata abaixo (se não conseguir visualizar, clique aqui): Initial plugin text",
  "title": "Mãe faz alerta sobre brinquedo comum após bebê parar no hospital, em GO"
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