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"textContent": "\nUma mãe britânica resolveu retirar o filho da escola regular depois de compreender a chamada teoria da “criança afogada” – conceito que, segundo ela, trouxe clareza sobre o que o menino vinha enfrentando diariamente. A decisão transformou a dinâmica da família e, principalmente, a saúde emocional da criança. Após entender a teoria da “criança afogada”, Laura tirou o filho da escola para proteger sua saúde emocional Reprodução/Instagram Aos 42 anos, Laura I’Anson compartilhou a experiência em um vídeo publicado em seu perfil no Instagram. Na legenda, ela questionava frases que ouvia com frequência de profissionais da educação, como a de que o filho estava “lidando com a situação”, “dando conta” ou que precisava desenvolver “mais resiliência”. Para ela, essas avaliações deixavam de lado o impacto invisível que a rotina escolar causava em Coby, hoje com 7 anos. \"Se eu não tivesse confiado no meu instinto, meu filho teria morrido durante o sono\", diz mãe Em entrevista à Newsweek, Laura contou que uma conversa foi decisiva para mudar sua perspectiva. “Uma amiga minha, professora da educação infantil, me disse: ‘Se você visse uma criança se afogando, você pediria para ela nadar com mais força ou a tiraria da água?’, e isso me impactou muito”, afirmou. Segundo a mãe, embora o menino estivesse fisicamente presente na escola, algo não estava bem. “Enquanto ele estava fisicamente presente na escola, ficou claro para mim que ele não estava realmente vivendo ou prosperando — ele estava apenas sobrevivendo, a um custo muito real para seu bem-estar mental e emocional”, disse. Sinais que foram ignorados Os primeiros indícios apareceram quando Coby tinha 5 anos. Ele começou a apresentar apagões desencadeados por ansiedade – momentos em que se desconectava completamente sob pressão intensa. No ano seguinte, as dificuldades aumentaram, levando a crises frequentes dentro da escola. Esses episódios, muitas vezes, eram encarados como indisciplina. Entre os 5 e 7 anos, o garoto acumulou suspensões, o que agravou ainda mais seu sofrimento. Em casa, demonstrava vergonha e pedia desculpas sem conseguir compreender as próprias reações. Com o passar do tempo, tornou-se mais retraído e hipervigilante, chegando ao fim das semanas exausto – mental e fisicamente – e passando a evitar até mesmo passeios em público. Instinto materno: mãe salva a vida da filha depois de notar que ela não se mexia no útero Laura, que também é mãe de Kian, de 20 anos, Annie, de 14, e Finn, de 6, com o marido Scott, de 35, relata que a teoria da “criança afogada” ajudou a reorganizar tudo o que vinha observando. Para ela, o conceito mostra que o afogamento nem sempre é evidente. “Às vezes, meu filho se afogava ruidosamente, através de crises de choro, agressividade e comportamentos visíveis e disruptivos”, explicou. “Esses momentos eram frequentemente os que as pessoas notavam e geralmente eram tratados como o problema em si, em vez de um sinal de quão sobrecarregado ele estava.” Uma nova rotina Após optar por retirar Coby da escola, a primeira mudança foi simples, mas reveladora: ele passou a dormir profundamente e com regularidade. Laura decidiu priorizar descanso e um período de “desescolarização”, dando tempo para que o sistema nervoso do filho se estabilizasse antes de retomar qualquer expectativa acadêmica. Com isso, o aprendizado ganhou outro ritmo. “A aprendizagem se tornou algo que podíamos abordar com delicadeza e flexibilidade, no ritmo dele, em vez de algo impulsionado pelo medo ou exaustão”, contou. “A maior mudança foi que ele não sentia mais que precisava sobreviver ao dia. Ele podia simplesmente ser.” \"Confie no seu instinto de mãe\": como a insistência de uma mãe revelou um tumor cerebral em sua filha de 2 anos A mãe admite que sair do sistema tradicional foi assustador e que, no início, sentiu raiva da escola. Com o tempo, porém, conseguiu separar a emoção da decisão prática. Hoje, ela deixa um conselho a outros pais que enfrentam dilemas semelhantes: “Confie no seu julgamento como mãe. Eu sabia que todas as decisões que tomei para o Coby vinham de um lugar de amor, e mantive isso em mente nos dias em que me senti insegura.”",
"title": "Mãe tira filho da escola após entender teoria da “criança afogada”: “Ele não estava vivendo, estava sobrevivendo”"
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