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  "textContent": "\nO nirsevimabe é o novo anticorpo monoclonal aprovado para prevenir a bronquiolite e outras infecções graves causadas pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR) em bebês. Diferentemente de uma vacina, o imunizante oferece proteção imediata por pelo menos seis meses com o intuito de cobrir toda a temporada de alta do vírus. Novo imunizante contra o VSR chega ao SUS Freepik O que é o VSR? O Vírus Sincicial Respiratório (VSR) é um dos grandes “pesadelos” para pais de bebês. Ele é uma das principais causas de internação de menores de 2 anos. Como têm o sistema imunológico mais frágil e um calibre reduzido das vias aéreas, os bebês acabam mais suscetíveis a infecções respiratórias graves. “Virtualmente, 100% das crianças serão expostas ao VSR nos dois primeiros anos de vida. Cerca de 60 a 65% se infectam no primeiro ano. Nem todas terão bronquiolite, mas muitas desenvolverão sintomas como chiado, tosse ou resfriado. Algumas evoluirão para quadros mais graves, necessitando hospitalização, e uma pequena parcela, infelizmente, pode vir a falecer”, explica o pediatra e infectologista Renato Kfouri, presidente do Departamento de Imunizações da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), e colunista da CRESCER. Nirsevimabe: o que você precisa saber sobre o imunizante que protege bebês contra o VSR Qual é a reação da vacina da bronquiolite na gestante? SBP atualiza calendário de vacinação infantil e inclui nova proteção contra VSR O que é o nirsevimabe e como ele protege seu bebê? O nirsevimabe, vendido comercialmente como Beyfortus, é um anticorpo monoclonal específico contra o VSR, produzido pela Sanofi. Esse tipo de medicamento é criado a partir do cultivo em laboratório de um único anticorpo, reproduzido em quantidade ilimitada. Daí vem o nome mono(clonal). Na prática, o anticorpo se liga de forma específica ao antígeno para o bloqueio do invasor ou para neutralizar proteínas causadoras de doenças. No caso do nirsevimabe, o intuito é neutralizar o VSR e impedir a sua multiplicação. Nirsevimabe vs Vacina: qual é a diferença? ‘Existe uma 'vacina' contra bronquiolite para bebê?'’. Essa é uma dúvida muito comum dos pais. No entanto, para respondê-la, é preciso entender os dois tipos de imunização que temos: Anticorpo vs Vacina Para compreender melhor, pense nessa analogia: Você é convidada para comer pão de queijo na casa de uma amiga. Você comeu e acabou! Aquele sabor ficará na sua boca só naquele momento ou até a próxima visita. Agora, se sua amiga te ensina a fazer a receita, você faz a qualquer momento que der vontade. Em outras palavras, a vacina ensina o corpo a preparar o 'pão de queijo', enquanto o anticorpo é o 'pão de queijo pronto', que acaba após um tempo. Nirsevimabe vs Palivizumabe: qual é a diferença Há mais de 20 anos, o principal anticorpo monoclonal contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) era o Palivizumabe. No entanto — segundo Renato Kfouri — esse imunizante possui limitações como: Custo mais elevado; Limitação de público; Necessidade de doses mensais; Durante os estudos do Nirsevimabe, um dos principais objetivos dos pesquisadores era aumentar a meia-vida do medicamento. Assim, os bebês precisariam apenas de uma dose. E eles conseguiram! O imunizante oferece uma proteção de até seis meses. Nirsevimabe vs Palivizumabe Nirsevimabe no SUS O medicamento começou a ser disponibilizado na rede pública desde fevereiro, mas é indicado apenas para grupos específicos, como: Todos os prematuros nascidos com menos de 37 semanas, independentemente da imunização materna Crianças menores de 2 anos diagnosticadas com comorbidades como: Doença pulmonar crônica da prematuridade (broncodisplasia); Cardiopatia congênita; Anomalias congênitas das vias aéreas; Doença neuromuscular; Fibrose cística; Imunocomprometimento grave, de origem inata ou adquirida; Síndrome de Down; 👀 Fique atenta! Na rede pública, a principal estratégia é utilizar a vacina materna como imunização universal de todas as gestantes e o Nirsevimabe apenas para prematuros e bebês com comorbidades. Portanto, se a gestante deixou de se vacinar e tiver um bebê a termo, perderá a oportunidade de imunizar o filho no SUS. Nirsevimabe na rede privada? É indicado para os bebês de até 8 meses, independentemente da sazonalidade, principalmente um mês antes ou durante o primeiro período de maior circulação do vírus. Qual é o esquema vacinal? As recomendações da SBim são: Crianças menores de 8 meses, cujas mães não se vacinaram na gestação: Uma dose de 50 mg para crianças com peso inferior a 5 kg; Uma dose de 100 mg para crianças com peso a partir de 5 kg. Crianças de 8 a 23 meses com risco para infecção grave por VSR 200 mg (duas doses de 100 mg administradas simultaneamente), independentemente de peso. Abaixo, as situações em que o uso do Nirsevimabe está formalmente recomendado — mesmo com a vacinação da gestante: Recém-nascidos prematuros; Mãe imunossuprimida vacinada durante a gestação; Parto ocorrido antes de 14 dias da vacinação materna; RN de alto risco, que pode incluir, mas não se limita a: doença pulmonar crônica da prematuridade, doença cardíaca congênita hemodinamicamente significativa, imunocomprometidos, Síndrome de Down, fibrose cística, doença neuromuscular e anomalias congênitas das vias aéreas. A critério do pediatra A administração do nirsevimabe em menores de 8 meses sem condições de risco cujas mães se vacinaram na gravidez, assim como em bebês maiores de 8 meses sem comorbidades — independentemente de vacinação materna — pode ser considerada pelo pediatra, a depender de situação epidemiológica e da existência de risco individual. Apesar da ausência de dados quanto à dose ideal para crianças a partir de 8 meses que não tenham risco para VSR grave, a SBIm sugere: Uma dose intramuscular e 100 mg se o peso for menor que 10 kg; 200 mg (duas doses de 100 mg administradas simultaneamente) se o peso for maior ou igual a 10 kg; Recomendações do PNI O sistema público ainda irá fazer uma transição para incluir o Nirsevimabe em suas unidades, uma vez que ainda há um estoque de palivizumabe. Diante dessa situação, os anticorpos serão aplicados da seguinte maneira: 1. Crianças na primeira sazonalidade: Prematuros (até 36 semanas e 6 dias): durante todo o ano, independentemente da vacinação materna. 50 mg para crianças com peso inferior a 5 kg; 100 mg para crianças a partir de 5 kg; Crianças com comorbidades: durante o período sazonal (fevereiro a agosto) 50 mg para crianças com peso inferior a 5 kg 100 mg para crianças a partir de 5 kg 2. Crianças na segunda sazonalidade: Com comorbidades e menores de 24 meses que não receberam palivizumabe em 2025: aplicação durante o período sazonal (fevereiro a agosto). 200 mg (duas doses de 100 mg administradas simultaneamente), independentemente do peso. Quais são as comorbidades elegíveis? Cardiopatia congênita; Broncodisplasia; Imunocomprometimento; Síndrome de Down; Fibrose cística; Doença neuromuscular; Anomalias congênitas das vias aéreas. Efeitos colaterais do nirsevimabe A aplicação do nirsevimabe não acarreta reações adversas significativas. Segundo o relatório preliminar da Conitec, os efeitos colaterais do medicamento são raros. Quando acontecem, são leves e passam rápido: Erupção na pele, com manchas ou saliências, que apareceu até 14 dias depois da aplicação da vacina Reações no local da injeção, como dor, vermelhidão e inchaço, que apareceram até 7 dias depois da aplicação Febre, que surgiu até 7 dias após a aplicação Qual é o valor do nirsevimabe? O preço da dose definido pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos foi de R$ 2.663,32, no preço de fábrica. Para o consumidor final, esse valor pode chegar a mais de R$ 3 mil. O plano de saúde cobre o nirsevimabe? Segundo uma determinação da Agência Nacional de Saúde (ANS), os planos de saúde só deverão cobrir os custos do medicamento em dois casos: Para prematuros com idade gestacional < 37 semanas (36 semanas e 6 dias) e com idade inferior a 1 ano (até 11 meses e 29 dias) entrando ou durante sua primeira temporada do VSR; Crianças com idade inferior a 2 anos (até 1 ano, 11 meses e 29 dias) com a presença de doença pulmonar crônica da prematuridade (displasia broncopulmonar) ou doença cardíaca congênita com repercussão hemodinâmica demonstrada;",
  "title": "Guia completo do Nirsevimabe: como funciona novo imunizante contra bronquiolite"
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