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Betto Auge fala sobre paternidade e como criar hábitos saudáveis em família. "Tenho uma cozinha ao redor da casa", diz o influenciador

Crescer - O principal portal de notícias para pais, mães e gráv… February 12, 2026
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A cozinha de Betto Auge não é apenas cenário de vídeos que acumulam milhares de visualizações diárias nas redes sociais. É território afetivo, laboratório criativo e extensão da sua sala de estar. Formado em Design, ele transformou a paixão antiga pela gastronomia em um projeto de vida que mistura estética, funcionalidade e alimentação saudável para muitas famílias do país. Betto Auge com a família, a esposa, Thays, e o filho, Joaquim Reprodução/redes sociais Pai de Joaquim e, ao lado da esposa Thays, à espera da pequena Maria, Betto fala com naturalidade sobre rotina, bagunça organizada e sobre como a comida pode ser ponte entre pais e filhos. Em entrevista à CRESCER, ele relembra a infância entre panelas, explica como une design e culinária na criação de conteúdo e dá dicas práticas para quem quer melhorar a alimentação das crianças sem transformar a mesa em campo de batalha. A seguir, confira a entrevista completa com Betto Auge CRESCER: Você é formado em Design. Como aconteceu a transição para a criação de conteúdo culinário? Betto Auge: A gastronomia sempre esteve ali. Quando a gente precisa escolher uma profissão, ela era uma opção forte. Mas a arte acabou falando mais alto naquele momento. Só que, com o tempo, eu percebi que dava para juntar as duas coisas. A criação de conteúdo me permitiu unir culinária e design, estética e sabor. Comida é visual. A gente come primeiro com os olhos. Então, eu sempre tive essa preocupação de apresentar bonito, de montar o prato com cuidado. Foi assim que comecei a mostrar que comida saudável não precisa ser sem graça. CRESCER: Como era sua relação com a comida na infância? Betto: Muito afetiva. Eu vivi muito isso com a minha avó paterna. Todo domingo tinha almoço para a família inteira. Eu chegava cedo só para acompanhar a produção. Ficava na bancada, vendo, ajudando, provando. Eu sempre gostei de comer, sempre fui curioso. Acho que foi ali que a cozinha floresceu para mim. Hoje, eu vejo meu filho na bancada e me reconheço. CRESCER: O nascimento do Joaquim mudou sua forma de cozinhar? Betto: Mudou no sentido de responsabilidade, mas não no conceito. Eu sempre quis compartilhar o que eu como com ele. Nunca fui da linha “isso é comida de adulto”. Se eu quero que ele coma comida de verdade, eu também preciso comer comida de verdade. Então, a gente come abacate, alface, cenoura, beterraba, tudo junto. Ele tem curiosidade porque vê a gente comendo. O exemplo pesa muito mais do que qualquer discurso. CRESCER: Como foi a introdução alimentar do Joaquim? Betto: A Thays, minha esposa, é nutricionista e, mesmo assim, procurou uma nutricionista infantil. Isso foi muito importante. A gente achava que sabia tudo, mas percebeu que tem muitos detalhes. A gente aprendeu a respeitar o tempo dele. Nunca apressamos. Se ele levava uma hora para comer, a Thays ficava ali. Ela é um exemplo. Ele começou a usar talher cedo, sempre teve autonomia. Isso construiu uma relação muito tranquila com a comida. CRESCER: Você fala muito sobre estética na alimentação. Isso também vale para a lancheira? Initial plugin text Betto: Com certeza. A gente sempre tenta trazer algo lúdico, colorido. A apresentação conta muito. Às vezes, é só organizar as cores, cortar diferente, envolver a criança no preparo. Quando ele participa, ele quer comer. E eu sempre busco praticidade. Receita complicada ninguém faz. Eu penso em soluções simples, com pouca louça para lavar. CRESCER: Como é a organização da lancheira na rotina corrida? Betto: Planejamento. Parece básico, mas faz toda a diferença. Escolher duas ou três frutas da semana, deixar ingredientes em casa, ter receitas rápidas já testadas. Panqueca de banana leva minutos. Se você não se organiza, abre a geladeira e não tem nada. Aí volta para o industrializado. A mudança começa na compra. CRESCER: A cozinha também vira espaço de conexão? Betto: Total. Não adianta tirar a criança da tela se você não oferece algo interessante em troca. Aqui, ele tem a torre de aprendizagem, fica na altura da bancada, mexe, prova, experimenta ingredientes isolados. Ele come aveia pura porque teve acesso. Come canela porque estava ali. A curiosidade nasce do contato. Costumo dizer que tenho uma cozinha ao redor de casa. CRESCER: Que dicas você daria para pais que querem melhorar a alimentação dos filhos? Betto: Primeiro, entender que criar hábito leva tempo. Não é porque a criança recusou dois dias que você desiste. Segundo, escolher uma refeição para virar ritual. Eu gosto muito do café da manhã. Acordar um pouco mais cedo, fazer algo simples junto, dar pequenas tarefas. Amassar a banana, escolher entre manga ou morango. Quando você dá poder de escolha, a criança participa. E, claro, dar exemplo. Não adianta exigir o que você não pratica.

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