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Carruagem feita de bronze com 2,5 mil anos é encontrada intacta na Espanha

Galileu [Unofficial] June 30, 2026
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Uma rara carruagem de bronze de 2,5 mil anos foi descoberta no sítio arqueológico Casas del Turuñuelo, em Guareña, na Espanha. O achado foi anunciado semana passada, durante coletiva de imprensa na sede do Conselho Superior de Pesquisas Científicas, em Madri. O evento apresentou os resultados da oitava campanha de escavações do sítio, realizada entre abril e maio. A carruagem em questão é o único exemplar de seu tipo conhecido até hoje na Península Ibérica, conforme anunciou Esther Rodríguez, codiretora das pesquisas. "Embora sejam conhecidos alguns paralelos parciais no contexto etrusco, nenhum apresenta as características decorativas e construtivas documentadas nesta peça", informou a Prefeitura de Guareña, em publicação no Instagram. Initial plugin text De acordo com a administração local, a descoberta ocorreu no corredor "S3" do sítio arqueológico, e se destaca por seu excelente estado de conservação, algo considerado incomum pelos pesquisadores devido à acidez do solo da área. A peça corresponde à metade de um carro cerimonial, preservando duas rodas e parte da estrutura principal. Segundo o site Greek Reporter, o achado lança nova luz sobre o mundo perdido de Tartessos, uma antiga cultura do 1º milênio a.C. do sudoeste da Península Ibérica, moldada pela interação entre as comunidades locais e os colonizadores fenícios. Anteriormente, especialistas haviam encontrado nas proximidades um altar peculiar em forma de pele de touro — um objeto simbólico para a cultura da Península Ibérica antiga e do Mediterrâneo. A carruagem ritual de bronze de 2.500 anos encontrada em Casas del Turuñuelo em Guareña, Espanha @aytodeguarena/Instagram Os arqueólogos acreditam que a carruagem pode ter sido parte de cerimônias religiosas. Ela pode ter contido brasas, queimado incenso ou liberado resinas aromáticas durante rituais. Suas laterais preservam dois grifos, criaturas míticas com corpo de leão e cabeça de águia retratadas por artistas da Antiguidade. Em sua parte frontal, havia Aqueloo, o deus grego dos rios, frequentemente retratado com chifres de touro; já na sustentação do carro estavam duas figuras masculinas vestidas no estilo de modelos artísticos egípcios. A oitava campanha de escavações concentrou-se nas áreas norte e sul do monte que selava a estrutura, uma elevação de cerca de 90 metros de diâmetro e seis metros de altura. As escavações ao redor da chamada grande sala "H-100", com aproximadamente 70 metros quadrados, revelaram novos cômodos e áreas de circulação, ampliando a compreensão da planta do complexo. No fim do século 5 a.C., os ocupantes do sítio parecem ter destruído, incendiado, enterrado e abandonado o edifício de forma deliberada. Embora o motivo ainda seja desconhecido, essa ação acabou preservando a construção e seu conteúdo. Ao cobri-la com argila, eles selaram um mundo que os arqueólogos hoje revelam, camada por camada. O vídeo a seguir mostra detalhes das escavações. Veja:

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