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  "textContent": "\nSe você já foi à praia, deve ter participado de um daqueles momentos em que um enorme número de pessoas começa a bater palmas. Caso você nunca tenha integrado essa ação em manada, eu te explico: isso é o que se faz, pelo menos no Brasil, quando alguma criança se perde na multidão. Mas o que fazer em eventos ainda maiores e, até mesmo, internacionais? O UNICEF (Fundo das Nações Unidas para a Infância) e a ONG Childhood Brasil lançaram um guia para te ajudar caso isso ocorra. Vamos torcer para que nenhuma criança e nem você, leitor da GALILEU, tenha que passar por esse desespero algum dia. Mas como sempre é bom estar preparado o Guia Rápido para Municípios – Proteção de Crianças e Adolescentes durante Grandes Eventos e Festas Populares reúne orientações práticas para fortalecer a proteção integral de crianças e adolescentes em grandes eventos e festas populares. O material foi elaborado de forma a apoiar os municípios na prevenção de violações e na articulação das redes de cuidados antes, durante e depois dos eventos. “O som dos tambores, o brilho das festas populares e a alegria dos grandes eventos não podem esconder a dura realidade que milhares de crianças e adolescentes ainda são expostos”, reforçou Luiza Teixeira, da UNICEF Brasil, em comunicado. Dos municípios aos civis Planejar uma festa nem sempre é fácil. Antes de festejar de fato, é preciso definir o que você quer fazer, saber quantas pessoas convidar, fazer uma estimativa de quanto cada uma irá beber e comer, e por aí vai. Já ouviu dizer que, em aniversários, os próprios aniversariantes quase não comem ou não aproveitam o momentos? É verdade. Agora, imagine uma festa para todo o seu bairro e vá aumentando cada vez mais a dimensão até ser todo o município. É com isso que muitos gestores políticos têm de lidar, só que com agravantes: o bem-estar da integridade física da população. Um dos grandes eventos realizados ao redor do país nos últimos anos e que teve uma experiência bem-sucedida na proteção de crianças e adolescentes foram os Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016 Wikimedia Commons Acontece que grandes eventos costumam intensificar o risco de violações de direitos de crianças e adolescentes, como o crescimento do fluxo de turistas, o consumo de álcool e outras drogas, a ocupação desordenada dos territórios e a ampliação de atividades informais. Esses contextos podem fragilizar redes de proteção locais, dificultar a identificação de situações de violência e favorecer práticas como exploração sexual, trabalho infantil e negligência. O Guia foi formulado para possibilitar que os municípios possam se preparar para momentos festivos. Ele auxilia na adoção de medidas preventivas, com orientações práticas e minuciosas: desde o planejamento prévio até o fortalecimento das redes locais de proteção, que envolvem áreas como assistência social, saúde, educação, entre outras. Combatendo a violência sexual na prática O material vai além da ajuda às instâncias governamentais dos municípios: ele também enfatiza a importância da prevenção, da escuta, da organização, da denúncia e do atendimento. Essas ações são, por vezes, tomadas ainda dentro dos núcleos familiares, que precisam estar atentos às crianças e aos adolescentes. Essa atenção se mostra ainda mais necessária em um país onde os casos de violência sexual contra crianças e adolescentes são subnotificados. Entre os anos de 2021 e 2023, segundo o relatório do Panorama da Violência Letal e Sexual contra Crianças e Adolescentes no Brasil, mais de 165 mil jovens de 0 a 19 anos foram violentados dessa maneira. As meninas corresponderam a 87,3% dos casos analisados naquele período. Para potencializar ações que combatam a violência no dia a dia, o Guia traz checklists, recomendações e exemplos práticos voltados, principalmente, às equipes municipais.",
  "title": "Entidades criam guia para que municípios protejam as crianças em grandes eventos"
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