{
  "$type": "site.standard.document",
  "bskyPostRef": {
    "cid": "bafyreibgb5fyh6pergaekasrjqbj7mtt2bl55xl4n2wnztc5hi24g5364y",
    "uri": "at://did:plc:q5xux2nkhg7d6ywwbe36ocxq/app.bsky.feed.post/3mo4ycqethpq2"
  },
  "coverImage": {
    "$type": "blob",
    "ref": {
      "$link": "bafkreibjztesp2z4fosooanslgvqi4yflrljktsgtrr6po2urp5hgpf4cm"
    },
    "mimeType": "image/jpeg",
    "size": 769827
  },
  "path": "/ciencia/espaco/noticia/2026/06/esta-nova-tecnologia-pode-mostrar-imagens-do-sol-como-nunca-vimos-antes.ghtml",
  "publishedAt": "2026-06-12T17:23:11.000Z",
  "site": "https://revistagalileu.globo.com",
  "tags": [
    "galileu"
  ],
  "textContent": "\nEm um artigo publicado na revista Science Advances nesta quarta-feira (10), cientistas descobriram uma nova tecnologia de telescópio capaz de melhorar o monitoramento do Sol. Trata-se de um componente óptico de apenas 6 milímetros de diâmetro. Conhecido como \"grade de polarização de meta-superfície\", o minúsculo aparato poderá reduzir a quantidade de equipamento e baratear futuras missões no espaço. O recurso permite manipular a luz de maneiras que os dispositivos ópticos convencionais não conseguem. A meta-superfície é o círculo de seis milímetros no centro do disco, que é segurado por uma pinça. Noah Rubin Os engenheiros da Universidade da Califórnia em San Diego, nos Estados Unidos, em colaboração com a empresa BAE Systems Space & Mission Systems, integraram o novo componente a um telescópio de última geração construído sob medida. Em seguida, um teste foi realizado em um observatório avançado, demonstrando sua capacidade de coletar dados solares relevantes. \"Estamos entusiasmados com a possibilidade de implantar nossa tecnologia no espaço\", disse em comunicado Noah Rubin, professor de Engenharia Elétrica e de Computação na UC San Diego. \"Acho que este é um ótimo exemplo de como a pesquisa acadêmica fundamental pode realmente se traduzir em algo com verdadeiro potencial para a exploração espacial e a ciência.\" Rubin iniciou o desenvolvimento da tecnologia quando era doutorando em Harvard. Ela mede uma propriedade da luz conhecida como polarização, isto é, a direção ou plano específico em que as ondas de luz vibram. A luz solar concentrada chega ao fim de sua jornada aqui, através da meta-superfície. Noah Rubin Em astronomia, medir a polarização fornece informações sobre os campos magnéticos do Sol. Medições confiáveis ​​desses campos magnéticos, por sua vez, oferecem deslumbres sobre eventos solares como ejeções de massa coronal , que são erupções massivas capazes de lançar nuvens de partículas carregadas em direção à Terra. Esses eventos podem ser desastrosos para satélites, infraestrutura eletrônica, sistemas de comunicação e redes elétricas. \"Há muito interesse em poder prever se tais eventos irão acontecer\", afirma Rubin. Diminuição de custo Atualmente, os telescópios solares medem campos magnéticos usando componentes ópticos que registram uma direção de polarização por vez. O processo é semelhante a tirar várias fotos com óculos de sol polarizados em ângulos diferentes e, depois, combiná-las em uma única imagem. Como essas imagens são capturadas em sequência, até pequenas vibrações da espaçonave podem causar desalinhamentos entre as exposições. Para corrigir o problema, missões espaciais recorrem a sistemas de estabilização sofisticados e caros, que muitas vezes custam mais do que o próprio telescópio. A nova tecnologia elimina a necessidade de registrar as polarizações separadamente, permitindo medi-las simultaneamente. Com isso, reduz a complexidade dos equipamentos e pode diminuir significativamente os custos das missões. Montagem completa do telescópio personalizado. Noah Rubin Com os parceiros da BAE Systems, os pesquisadores submeteram o componente óptico aos testes de vibração e temperatura exigidos para equipamentos espaciais. Em seguida, a tecnologia foi instalada no telescópio Solar Dunn, no Novo México. O sistema funciona da seguinte maneira: primeiro, a luz do Sol incide em um espelho no topo do telescópio, composto por uma torre de 41 metros. Depois de percorrer 69 metros por um túnel subterrâneo, a luz retorna à superfície e é focalizada em um telescópio menor, projetado sob medida. Ali, ela atravessa a meta-superfície. Dessa maneira, o sistema capturou imagens de polarização simultâneas de manchas solares e mediu os campos magnéticos nelas contidos. A equipe comparou seus dados com observações de um instrumento a bordo do Observatório de Dinâmica Solar da NASA. \"Obtivemos resultados muito, muito semelhantes com o nosso instrumento aqui mesmo na Terra\", disse Rubin. A luz solar que incide do topo da torre de 41,5 metros do Telescópio Solar Dunn percorre 69,5 metros abaixo da superfície e é refletida de volta para esta sala no nível do solo, onde passa por um sistema óptico (luzes azuis, ao fundo) antes de atingir o telescópio construído sob medida pela equipe (em primeiro plano). Noah Rubin Com o sucesso dos testes, os cientistas estão propondo à NASA um estudo que, caso selecionado pela agência espacial, vai explorar como a meta-superfície poderia ser incorporada em uma futura missão dedicada à medição dos campos magnéticos do Sol. \"Ver uma ideia que surgiu durante meu doutorado crescer e se tornar algo que já passou da fase de prova de conceito e agora tem o potencial de ser lançado ao espaço é uma experiência realmente gratificante\", considera o pesquisador.",
  "title": "Esta nova tecnologia pode mostrar imagens do Sol como nunca vimos antes"
}