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Se saneamento fosse critério da Copa, Brasil seria eliminado na 2ª fase e Japão venceria

Galileu [Unofficial] June 12, 2026
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Numa competição mundial sobre condições de saneamento básico, qual país levaria a vitória? Com a chegada da Copa do Mundo, a ABES-SP (Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental - Seção São Paulo) realizou um estudo de comparação entre os 48 países que estão participando do campeonato para avaliar os índices de abastecimento de água e saneamento de cada um. Com informações do Programa de Monitoramento Conjunto para o Abastecimento de Água e Saneamento (JMP) de 2025, da UNICEF e da OMS, foi constatado que o Brasil seria eliminado ainda na segunda fase da Copa de saneamento. A final seria entre Japão e Inglaterra, com o país asiático conquistando a taça dourada por ser considerado referência global no setor. Bolão do saneamento Os critérios de desempenho das nações, utilizados na avaliação da ABES-SP, consideraram tanto as alternativas de abastecimento de água – ligações domiciliares, poços artesianos, captação, armazenamento e utilização de água da chuva – quanto a qualidade do saneamento básico – como existência de vaso sanitário, sistema de coleta e tratamento de esgoto e fossa séptica. Seguindo uma progressão de jogos, o Brasil iniciou sua trajetória na Copa do Saneamento de 2026 em um grupo “acessível”, o segundo mais fraco da competição. O país com mais de 211 milhões de habitantes ainda carece da universalização de condições de saneamento, o que o colocou em perigo de eliminação ainda na fase de grupos. Entretanto, o indicador médio de 72% o fez prosseguir junto à Escócia (99%), eliminando Haiti (51%) e Marrocos (44%). Tabela representando as trajetórias dos países na Copa do Mundo de Saneamento 2026, começando na fase de grupos e indo até a final Divulgação/ABES-SP Na segunda fase, o Brasil se deparou com o Japão – maior referência em saneamento do mundo –, que acabou o eliminando sem dificuldades. Vale mencionar que, durante essa etapa, o Brasil tinha o pior indicador de todas as 32 nações restantes, de forma que perderia para qualquer uma delas e não teria chances para as oitavas. Num mata-mata acirrado entre países com índices maiores que 90%, a final da Copa seria entre Japão e Inglaterra. Apesar de ambas as nações terem atingido o índice de 99%, resultando num possível empate, o critério de desempate se baseou no tamanho da população de cada país, o que direcionou a taça para o Japão. “Uma escolha metodológica que reforça o peso da escala dos serviços: países com populações mais numerosas enfrentam desafios muito mais complexos para universalizar o saneamento, o que torna seus resultados proporcionalmente mais difíceis de alcançar. (...) O destaque japonês não é casual. Trata-se de um país que historicamente investe em infraestrutura, gestão eficiente e tecnologia, combinando alta urbanização com políticas públicas estáveis”, diz comunicado. Leia mais notícias: Histórias através dos índices Mesmo que alguns países da América Latina tenham avançado para a segunda fase (Brasil, Argentina, México e Panamá), todos foram eliminados logo na sequência, o que mostra uma dificuldade de cobertura sanitária em relação a países mais desenvolvidos. Ainda assim, houve espaço para heterogeneidade: o Uruguai (88,6%), por exemplo, perdeu na fase de grupos por causa da força de seus competidores. “A Copa do Saneamento cumpre um papel fundamental nestes tempos de celebração do esporte: transforma indicadores técnicos em narrativa acessível e evidencia que ainda há bilhões de pessoas numa partida essencial à vida: a do acesso à água e ao saneamento”, afirma Álvaro Diogo Teixeira, especialista da ABES-SP, em comunicado. Confira mais embates da Copa do Mundo de Saneamento 2026 no site da ABES-SP.

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