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Unidades de Conservação federais batem recorde histórico de visitas em 2025

Galileu [Unofficial] June 7, 2026
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O que faz milhões de pessoas trocarem centros comerciais e passeios urbanos por trilhas, cachoeiras e paisagens naturais? Para um número crescente de brasileiros, a resposta parece estar na busca por experiências ao ar livre, contato com a natureza e momentos de desaceleração longe da rotina. Essa procura ganhou ainda mais força nos últimos anos e ajudou a consolidar as Unidades de Conservação como alguns dos principais destinos de turismo do Brasil. Em 2025, tais áreas registraram o maior número de visitantes desde o início do monitoramento realizado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), em 2000. Ao longo do ano, foram registradas 28,5 milhões de visitas. Segundo dados divulgados pelo ICMBio, durante o 10º Salão do Turismo, realizado em Fortaleza, o resultado reforça o papel das áreas protegidas como importantes destinos turísticos do país. Entre os ambientes mais procurados estão locais com rios, cachoeiras, praias, montanhas, trilhas e paisagens naturais preservadas. Os parques nacionais concentraram boa parte desse movimento. Em 2025, eles somaram 13,6 milhões de visitas, superando as 12,5 milhões registradas no ano anterior. O levantamento também aponta que as unidades mais visitadas do país incluem a Área de Proteção Ambiental da Baleia Franca, em Santa Catarina; o Parque Nacional da Tijuca, no Rio de Janeiro; o Parque Nacional do Iguaçu, no Paraná; o Parque Nacional de Jericoacoara, no Ceará; e o Monumento Natural do Rio São Francisco, localizado entre Alagoas, Bahia e Sergipe. Os números mostram que o turismo em áreas protegidas está distribuído pelo território nacional. Foram monitoradas 175 unidades de conservação em todos os biomas brasileiros. A Mata Atlântica liderou o ranking de visitação, com 20,1 milhões de visitas registradas ao longo do ano passado. Em seguida aparecem a Caatinga, com 3,6 milhões, o Cerrado, com 1,6 milhão. Já o Pampa registrou 11,8 mil visitas e o Pantanal, 363. As unidades costeiras, por sua vez, receberam 2,6 milhões de visitantes. De acordo com o ICMBio, a busca crescente por qualidade de vida, saúde e bem-estar ajuda a explicar esse avanço. Entre as atividades mais praticadas pelos visitantes estão caminhadas, trilhas, ciclismo, montanhismo, banhos de mar e cachoeira, observação de aves e contemplação da paisagem. As unidades também oferecem oportunidades para educação ambiental, pesquisas científicas e experiências junto a comunidades locais e tradicionais. O aumento da visitação também tem reflexos econômicos importantes. O instituto informa que os parques nacionais movimentaram R$ 21,6 bilhões em vendas no ano passado e contribuíram para a geração de 219,6 mil empregos. Para além do lazer, o crescimento do turismo em áreas protegidas fortalece economias locais e reforça o papel das unidades de conservação como ferramentas de desenvolvimento sustentável e valorização da biodiversidade brasileira.

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