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"publishedAt": "2026-05-30T20:00:35.000Z",
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"textContent": "\nUma nova espécie de ave, cujo nome significa \"dragão emplumado de Banko\" (Plumadraco bankoorum) foi descrita a partir de um fóssil com enormes penas preservadas. A descoberta, registrada em 27 de maio na revista científica PLOS ONE, revela que a ornamentação exagerada dos pássaros remonta à época dos dinossauros. A nova espécie de ave viveu há cerca de 121 milhões de anos, durante o Período Cretáceo, bem antes do grande evento de extinção, mas fazia parte do grupo de aves enantiornitinas, que foi extinto junto dos dinossauros não-aves. A cauda do Plumadraco apresentava penas suntuosas. “O Plumadraco tinha o tamanho de um tordo-americano, mas suas penas da cauda tinham cerca de 30 centímetros de comprimento, o dobro do comprimento do seu corpo”, conta em comunicado o principal autor do estudo, Alex Clark, doutorando no Field Museum e na Universidade de Chicago, nos Estados Unidos. “Elas estão entre as penas da cauda proporcionalmente mais longas já encontradas em um fóssil de ave\". Ilustração mostrando a hipótese dos pesquisadores sobre a aparência que um Plumadraco macho e uma fêmea teriam Ville Sinkkonen Que pena! Quando realizou a descoberta, Clark examinava centenas de fósseis de aves durante uma viagem de pesquisa ao Museu Tianyu de Shandong, na China, ao lado de sua orientadora, a curadora do Field Museum, Jingmai O'Connor. \"Eu vi esse passarinho e fiquei surpreso ao ver as penas da cauda\", lembra o especialista. \"Tenho muito interesse em como os pássaros fazem exibições para atrair parceiros, e pensei que essas penas da cauda eram tão incríveis que deviam servir para algo assim.\" Alex Clark utiliza um espectrômetro de massa portátil para analisar a composição química do fóssil Alex Clark Ao comparar o fóssil com os de outras aves enantiornitinas, os pesquisadores notaram que aquela espécie era nova para a ciência. A ideia de nomeá-la \"dragão emplumado de Banko\" foi uma homenagem à dupla de pai e filho, Winston e Paul Banko, que dedicaram décadas ao estudo e à proteção de aves vivas. De acordo com Clark, os exemplares identificados na pesquisa eram machos com movimentos bastante limitados na cauda. Porém, eles conseguiam movimentar as penas do rabo para cima e para baixo, um comportamento hoje observado em aves do sexo masculino que realizam exibições de acasalamento. \"Há muitos exemplos de aves modernas, tanto machos quanto fêmeas, com penas longas e vistosas, mas parece haver um certo limite a partir do qual, se as penas atingem um determinado comprimento proporcional, essa tende a ser uma característica desenvolvida pelos machos para atrair as fêmeas\", afirma o pesquisador. Alex Clark examinando o fóssil de Plumadraco Alex Clark Os machos de Plumadraco eram donos também de espinhos rígidos no centro das penas. O formato da cauda deles terminava afiado, sugerindo que esses pássaros se eriçavam realizando um movimento \"tremulante\". A cor das penas deles era marrom-escuro ou preto com pontas iridescentes ou azuis. Isso foi descoberto a partir de um espectrômetro de massa portátil, um instrumento similar a uma pistola de raios, que permite analisar a composição química de fósseis. “Com base nesses fósseis, a escolha da fêmea na seleção de machos ornamentados tem desempenhado um papel fundamental na aparência e no comportamento das aves por mais de 120 milhões de anos\", concluiu Clark.",
"title": "Fóssil de nova espécie de ave de 121 milhões de anos preservou penas gigantes"
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