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"publishedAt": "2026-05-22T14:39:41.000Z",
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"textContent": "\nUm estudo publicado nesta terça-feira (19) no periódico British Journal of Sports Medicine reacendeu o debate sobre a quantidade ideal de atividade física necessária para proteger o coração. Isso porque, o levantamento aponta que adultos precisam fazer entre 9 e 10 horas semanais de exercícios moderados a vigorosos para alcançar uma redução substancial no risco de acidente vascular cerebral (AVC) e infarto. No entanto, tal conclusão contrasta com a recomendação atual da OMS (Organização Mundial da Saúde), que orienta ao menos 150 minutos (ou duas horas e meia) semanais de atividade física moderada. De acordo com os autores do estudo, esse volume mínimo ainda traz benefícios importantes, mas está bem longe do nível considerado “ideal” para uma redução mais expressiva dos problemas cardiovasculares. Necessidade maior do que esperada Para chegar às conclusões, os pesquisadores analisaram dados de acelerômetros coletados durante uma semana em cerca de 17 mil participantes do UK Biobank, um dos maiores bancos de dados de saúde do mundo. O objetivo era medir com mais precisão o volume e a intensidade das atividades físicas realizadas pelos participantes no cotidiano. Segundo o estudo, pessoas que acumulavam entre 560 e 610 minutos semanais de atividade moderada a intensa apresentavam uma redução de aproximadamente 30% no risco de sofrer AVC ou ataque cardíaco. Esse total se equivale a cerca de 10 horas semanais. Os autores também observaram que indivíduos com menor condicionamento físico poderiam precisar de até 50 minutos adicionais de exercícios por semana para alcançar benefícios semelhantes aos obtidos por pessoas mais aptas fisicamente. Ainda assim, a pesquisa reconhece que os 150 minutos recomendados pela OMS seguem associados a ganhos importantes para a saúde cardiovascular. Nesse patamar, a redução do risco de doenças cardíacas ficaria entre 8% e 9%. Intensidade do exercício pode variar Um dos pontos destacados na análise é que a intensidade da atividade física não é igual para todas as pessoas. Uma caminhada em ritmo moderado, por exemplo, pode representar esforço vigoroso para um idoso sedentário, enquanto para uma pessoa jovem e condicionada talvez não seja considerada exercício intenso. Por isso, os pesquisadores alertam que a percepção individual de esforço deve ser levada em conta ao interpretar os resultados. Outro aspecto ressaltado é que atividades cotidianas também entram no cálculo de exercícios físicos. Caminhadas rápidas, jardinagem, esportes recreativos e tarefas que provoquem aumento da frequência cardíaca ou suor podem ser consideradas atividades moderadas ou vigorosas. Estudo tem limitações importantes Embora os resultados tenham chamado atenção, especialistas ouvidos pela revista Scientific American afirmam que o estudo possui limitações metodológicas relevantes. Uma delas é o fato de os dados terem sido coletados durante apenas uma semana, o que pode não refletir os hábitos reais dos participantes ao longo do tempo. Há também fatores individuais, como genética, metabolismo e histórico de saúde, que não conseguem ser plenamente considerados nesse tipo de análise. Os pesquisadores reforçam ainda que a prática de exercícios não deve ser encarada como uma competição ou comparação direta entre indivíduos. O impacto da atividade física varia de pessoa para pessoa, e qualquer aumento gradual no nível de movimentação tende a trazer benefícios relevantes para a saúde. Dessa forma, embora o estudo sugira que volumes mais altos de exercício possam ampliar a proteção cardiovascular, a principal recomendação continua sendo evitar o sedentarismo e incorporar atividades físicas de forma regular à rotina.",
"title": "Quantas horas de exercício você precisa fazer por semana? Novo estudo calculou"
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